sábado, 20 de agosto de 2011

A Intuição


 





                           A Intuição ou o Amor como nexo de união


Para a estrutura dos 7 planos, (7: físico-etérico, 6: astral-emocional, 5: mental inferior-superior, 4: Búdico-razão pura, 3: Espiritual – inteligência, 2: Monádico – amor, 1: Ádico – vontade); a intuição reside no plano 4 ou Búdico, justo o intermediário entres os três planos superiores e os três inferiores.

Se fizermos uma analogia com os raios cósmicos pares afins (linha de amor), poderíamos dizer que o 4º raio une através da Harmonia e da Criatividade, o Amor Sabedoria do 2º raio com o Sentimento Sensibilidade do 6º raio.

Relacionando estes conceitos aos 7 “nós” do homem, se poderia dizer que o chacra cardíaco une através do amor magnético ou princípio crístico, o centro ajna ou agente da expressão da Alma com o plexo solar ou corpo de desejos e sentimentos.



Exposto de outra forma, quando a Necessidade é impulsionada pelo Amor includente ativa-se o plano Intuicional no homem, e esta nova razão pura ou harmonia deve se refletir no coração. Daí que com muita frequência associemos a intuição a “ter um pressentimento”, e que a frase “pensar com o coração” seja a chave para compreender a função do 4º plano Búdico ou plano intermediário.

Quando uma ideia ou pensamento não tem a capacidade de incluir e ser flexível em suas propostas, é uma ideia excessivamente fria (mental) e de pouca intenção amorosa, assim a sua capacidade de ativar o coração é nula, e sua capacidade de ativar o plexo solar do seu criador deve-se a que não existe uma forte ambição pessoal ou desejo pessoal.

Portanto, a prerrogativa para pensar com o coração é ter uma mente adequadamente desenvolvida, o que se obtém no processo de transmutar o desejo em Amor através, precisamente, da mente. Neste processo, ela (a mente) é obrigada a ser honesta e assim se enriquecer para poder se mesclar com o Amor.

A Alma com Seu silêncio ou “presença” dá clareza ao corpo mental, serenidade ao corpo emocional e pureza ao corpo físico. Ela, ao fazer isto, está preparando o corpo causal (seu próprio corpo), para que tenha uma percepção real do plano Búdico e, assim, possa unir o coração e a mente do homem em uma ação física objetiva: serviço.

Se entendemos que o plano intuicional é justo o que está no meio, podemos deduzir que a intuição é aquele lugar onde a Vontade de Deus se une à vontade do homem e o acesso a este plano só é possível através de uma atitude de Amor autoconsciente.




3 frases chave para compreender a intuição extraídas do livro “Espelhismo” de Alice Bailey*:


  • reconhecer internamente, por experiência própria e não em teoria, que somos parte da grande Vida do mundo”.

  • fazer contato real com o interior de cada forma, estabelecendo uma relação essencial, deixando relegado a segundo plano o sentido de superioridade e separatividade”.

  • a captação sintética e includente da vida e necessidades de todo os seres”

*para obter mais informação, consultar a definição de intuição que DK nos oferece nas primeiras páginas deste livro






Ele lutava em sua mente por encontrar um raciocínio que desse fim às suas inquietudes internas, mas este não chegava nunca. Um dia, quando estava passeando tranquilo à “luz de um formoso jardim”, teve uma revelação espontânea… a partir desse momento soube em seu coração que aquela certeza era a solução de todas as suas “dores de cabeça”.
Daí em diante seus passos nunca foram frios e pesados, mas ligeiros e compreensivos.



David c. m.


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