terça-feira, 1 de outubro de 2013

O regente esotérico de LIBRA








LIBRA
Sabemos que Libra transmite o equilíbrio, o dom de unir o de cima com o de baixo. Em Áries o poder criador faz ato de presença; em Libra, referido poder deve se equilibrar com o ambiente onde se manifestou. De fato, Libra rege a casa VII, onde as relações são estabelecidas com os demais. A casa I afirma “eu sou”, a casa VII: “tu és”; nada tem sentido se não sabemos ver a razão de ser dos nossos irmãos, e nesta compreensão dos outros, nosso eu sou é equilibrado.

Subjetivamente, a casa VII é a “pequena voz” que responde às perguntas “e Tu o que farias? -- e Tu o que crês?” … enriquecendo o nosso impulso mais profundo. Esta pequena voz é o complemento que nos é mostrado através da dualidade, e a riqueza que gera a correta inter-relação de duas qualidades. Segundo o ditado hindu: “Deus vive em ti como Tu”.



Regentes:

O regente exotérico de Libra é Vênus, o planeta da beleza, que através do V Raio nos ensina a raciocinar corretamente, e com isso a ser capazes de concretizar ou fazer do que foi pensado uma realidade.

Em pessoas pouco evoluídas, em que a consciência está polarizada excessivamente nas emoções básicas, a qualidade de Libra também mostra beleza, mas muito condicionada por desejos personalistas de índole egoísta. Diríamos que por trás do raciocínio mostrado por uma consciência pouco espiritual, esconde-se uma intenção pouco inclusiva, mas de fato nesta vida tudo pertence a Deus, daí que tudo tem sua razão de ser, e que todo tipo de nível evolutivo tem o direito de expressar sua Beleza. Assim, quando uma consciência humana não encontra a correta intenção para conquistar a Harmonia, esta consciência deve começar a pensar que talvez seja sua obrigação aprender a subir um degrau a mais em sua forma de raciocinar. Este primeiro passo necessariamente dará mais poder à mente que à emoção e ao corpo físico, e então, Vênus, como planeta sagrado, também saberá conduzir a referida consciência para um novo raciocínio, mas em consonância com a nova necessidade.

Na psicologia humana, as dualidades e as dificuldades que elas geram nos são mostradas na consciência através da contraposição de conceitos como: físico - emoção, sentimento – mente, coração - espírito, pensamento – intuição, personalidade – alma ...; assim como, também, através das dúvidas que nos proporcionam as possíveis diferentes atitudes que podemos tomar, como: renunciar ou atuar, ser generoso com os demais ou aprender a ser o que é…; quando esta confusão nos invade, a dualidade dos conceitos e as possíveis diferentes opções de ação, passam a segundo plano, e o importante é saber mostrar equilíbrio, uma harmonia que una a etapa que deixamos para trás com a etapa onde queremos nos situar; e o maravilhoso de Vênus, neste signo de ar, é que ele sabe captar a intuição ou síntese que mais tarde derivará, com ajuda do regente esotérico, em uma realidade concreta.



Regente esotérico (URANO)

Uma vez alcançada a relação em nossa consciência destas dualidades através do poder de Vênus, a concreção no plano físico necessita de Urano: “o que revela o segredo”. E assim é, já que o equilíbrio destas contraforças mais sutis, que não têm por referência um desejo pessoal, mas sim a necessidade de alcançar harmonia e efetividade prática no dia a dia, só podem ser materializadas através das qualidades de Urano, o representante do VII R: a vitalidade sagrada, a organização mágica, o equilíbrio dos 6 no 7. Este planeta é o representante do VII Raio em nosso sistema solar, e sua qualidade oferece síntese no plano material, portanto é inclusivo, não descarta nada, e em sua dinâmica de expressão inter-relaciona e ordena os muitos matizes em jogo, oferecendo com isso uma positiva e real irradiação.

A qualidade que Urano entesoura é capaz de se expressar externamente em um todo harmonioso e radiante toda a energia que Vênus anteriormente unificou amorosamente na consciência mental. A objetividade de Vênus invoca Urano, e este, com seu poder dinâmico, revela o mistério, e nos mostra uma realidade até então desconhecida. Muitas vezes nos pode parecer que esta realidade é como uma surpresa, como a chegada de um raio, mas certamente que não é gratuita, e sim a expressão vital de um processo interno que demanda manifestação. Estes dois planetas, através de Libra, com sua constante “necessidade” de equilíbrio, podem alcançar o plano intuitivo e, em a mente, arredondar a necessidade, para depois expressá-la no plano físico como radiante vitalidade e poderosa vontade.



O processo libriano nos mostra que o equilíbrio não é alcançado através de uma mente concentrada em excesso (fogo), ou na negação ou exaltação dos sentimentos (água), ou na atividade do corpo físico (terra), mas através da clareza que nos traz o ir e vir do ar que, ao passar, tudo fica iluminado, como renovado, livre, de fácil respiro e com alegre caminhar: Intuição (ar).







As frases:

Para quem ainda não desenvolveu a consciência espiritual é “Que se faça uma escolha”, e fica claro nesta frase que, quando não há consciência espiritual, não pode haver inclusividade, e em toda escolha algo deve ser descartado. Aqui os matizes são mínimos, e “as coisas” ou são brancas ou negras.

A frase para a Alma:


Escolho o caminho que conduz entra as duas grandes linhas de força”



Maravilhosa frase que tranquiliza o coração de toda mente inquieta. A capacidade de andar em nosso passado e em nosso futuro com a atenção dirigida ao presente da realidade mais próxima. 












Trabalho através das dualidades do horóscopo

No círculo de uma carta natal, a consciência do ser que reencarna deve se situar no centro, e partir daí, ela deve exercer a observação ou meditação sobre os distintos “aspectos” que a rodeiam. Sua identificação deve ser com o todo e não com uma parte.

As energias (constelações), forças (planetas), e lugares de experiência (casas) que formam a mandala astrológica podem ser apresentados como dualidades enfrentadas que devem ser meditadas, dirigidas e equilibradas em prol do crescimento de que necessita. Para realizar referida meditação, sugerimos as seguintes possibilidades:


  • Signo ascendente (energia afim com a alma) Signo solar (afim com a personalidade)
  • Regente esotérico do ascendente (consciência subjetiva) Regente exotérico solar (consciência objetiva)
  • Casa do regente esotérico (lugar de expressão da alma) Casa do regente exotérico (lugar de expressão pessoal)
  • Casa I e seu Signo (“eu sou”) Signo e casa VII (“tu és”)






David C. M.  (logos.astrologiaesoterica@gmail.com)