quarta-feira, 27 de setembro de 2017

As casas 4, 5 e 6





O Significado esotérico das casas 4, 5 e 6.

Para a astrologia esotérica, as casas não têm um significado muito relevante, já que se considera que o poder material que exercem sobre o sujeito diminui na medida em que este demonstra contato com a Alma e, portanto, maior consciência da energia que transmitem os 12 signos e suas três cruzes correspondentes.

Ainda assim é muito importante considerar o significado esotérico que se oculta após o poder exotérico das casas, Essência que em toda ação externa se esconde sempre um significado ou estado de consciência (aspecto subjetivo) que merece ser analisado.



A Casa 4

Esotericamente falando, na casa 1 faz ato de presença a mente, como a intenção enfocada e criadora na casa 2 do desejo, a sensibilidade que na casa 3 se reflete como a comunicação ou interação etérica entre as duas partes implicadas, a material e a espiritual, que finalmente se manifestam na casa 4, regida pela Lua, como a forma densa.  Os 3 sagrados unificados e manifestados no 4.

Nos livros esotéricos se nos diz que a Lua é “a vontade de Deus para Sua manifestação na forma”, dando a entender que a tríade lunar, (mente-emoção e corpo etérico), é a única síntese possível através da qual se expressa A Divindade na Matéria.

Exotericamente falando, a casa 4 rege a raiz familiar, “aquilo herdado” ou carma lunar com suas  emoções e forma mental mais instintiva, a mãe, a infância, felicidade, satisfação, a chuva, o aspecto nutridor e protetor da natureza mãe, também o ambiente cultural, nacional, comodidades, veículos, casa, o lar…, esotericamente falando podemos bem interpretar que o “lar”, “raiz”, “satisfação”  ou “felicidade” são conceitos que refletem que a tríade lunar – casa 4 é o lar da essência espiritual viva.

Entendemos por Essência aquele aspecto psíquico que unifica a mente, a emoção e o corpo etérico para Sua expressão em um todo funcionante ou lua. Como já dissemos, os 3 sagrados através do 4 ou unidade manifestada.

A esta casa exotericamente é dada a regência da área do tórax, (o nutridor leite materno), e o coração, o lugar onde esotericamente se sintetiza o amor, “aquilo que nutre”,  a Essência manifestada através da inspiração e expiração.

A Lua, regente da casa 4, é regida pelo 4º Raio de Harmonia através do Conflito porque nela reside “a condição herdada”, aquele peculiar “Conflito” psíquico que a consciência em determinada vida deverá vivenciar em sua cotidianidade para assim, (através de si mesma), expressar Harmonia e Beleza.

Nela residem as limitações do passado, mas, ao mesmo tempo, apenas através dela, e nela, está o campo de trabalho onde se demonstra objetivamente sua transcendência. 



A casa 5

Por lógica, se na casa 4 está a manifestação da Essência espiritual através da forma ou matéria, na casa 5 está situada a luz ou o aspecto consciência que referida Essência atesoura.

Exotericamente, na casa 5 reside a inteligência e sua independência criativa, o “eu” com seu gênio  pro-criador, os filhos, obras de arte, as distrações, os filhos, aventuras, dramatismo, glamour …, esotericamente este “eu” tão individual tem seu reflexo no corpo causal, o lugar na mente onde residem a Consciência mais abstrata ou Alma. O lugar onde a inteligência por direito evolutivo é a criadora de nossos traços mais característicos, relevantes e únicos.

Da Alma, a casa 5 é aquilo autêntico, aquele eu ou consciência mais vinculado ao nível evolutivo alcançado em vidas passadas. É a luz-autoengendrada, (casa 5 regida pelo sol), portanto é a autoconsciência, aquela inteligência-ação que só depende de si mesma.

Tradicionalmente nos é dito que a casa cinco rege a sorte, no sentido da chegada daquilo inesperado, (por exemplo, a loteria), que traz consigo alívio material e psíquico, esotericamente podemos pensar que tudo aquilo que está vinculado com a inteligência superior da Alma ou o “Eu” traz consigo a bem-aventurança.

O Sol, como regente de casa 5, é o símbolo desta luz ou inteligência consciente que, por direito evolutivo, tem o direito de se manifestar de maneira criativamente livre.

Esta casa rege a parte superior do estômago, o abdômen, o lugar onde o coração se toca com a emoção ou plexo solar, “o rei e o poder de sua fé” seguem juntos. O estômago é o primeiro local onde a diversidade de alimentos-ideias ingeridos se mesclam e sintetizam em uma unidade homogênea; a inteligência cria a unidade ou “eu” que posteriormente será depurada-digerida e expressa como serviço através do intestino inferior regido pela casa 6-Mercúrio.


A Casa 6

Como temos dito, a casa 6 é a casa do serviço, ali onde a essência + sua consciência servem a seu si-mesmo mais universal para alcançar um bem para a totalidade maior.

Exotericamente, esta casa rege todo o serviçal, os animais de estimação, empregados, enfermeiras, o trabalhar diário, artesanato, também as preocupações, doenças, debilidades, inimigos…, esotericamente estes conceitos como “preocupação”, “debilidade”, “doença”, são o reflexo na consciência da Alma da necessidade de uma maior perfeição ou purificação e, como sabemos, todo esforço e atitude por se renovar tem o contratempo da doença, debilidade, inimigo ou personalidade cristalizada que se rebela e não aceita. 

Por outro lado, a constância do artesanato, ou o cuidado de um animal doméstico ou de um doente esotericamente são o fiel reflexo do esforço e constante esmero que a consciência tem por reconhecer e cuidar daquele sutil e “pequeno” amor com vocação universal que reside em seu interior. 

Toda essência com sua consciência deve servir a seu “si-mesmo” superior, aquele aspecto amor, também chamado esotéricamente aspecto crístico, que se nutre e constrói desde e com a mesma mãe natureza ou corpo matéria.

A região do umbigo, regida pela casa 6,  é o lugar do corpo humano onde há uma maior concentração de nervos, dando a entender da importância vital para a consciência de construir ou modelar o aspecto Amor através e na própria matéria.

O Amor na casa 6 e, sobretudo, no significado de Virgo é a energia que purifica ou redime a Matéria.  Na casa 5, regida pelo arquétipo de Leão, alcança-se o topo do “eu sou”,  afirmação que a partir de então, e em seus começos na casa 6/Virgem, deve aprender a considerar o significado do Amor Universal, tão característico de seu signo complementar ou Aquário.

Esta casa é a regente do estômago inferior, ali onde o “alimento” é assimilado, melhor compreendido e, portanto, purificado. O serviço como ato de se melhorar a si mesmo e com isso também o mundo.

Mercúrio é o regente deste trabalho purificador, o construtor ou forjador de uma maior união entre o Amor Universal e o Pessoal.  O pequeno planeta mais próximo do Sol, “o filho da mente”, “a mente livre”, aquela energia que com sua virtude discrimina, discerne e reflete até alcançar a intuição unificadora, o contato com a Verdade que, na realidade, é a própria verdade reconhecida.

Na casa 6, e graças ao poder de raciocino ou de construção mercurial,  o corpo humano se vê melhor compensado e disposto para assim levar a cabo a principal necessidade da Alma:  o Serviço.





O próprio Dharma das casas 4, 5 e 6

Como sabemos, a casa regente do Dharma ou ação correta em um horóscopo é a casa 9. Ela nos fala da atitude que mais convém à casa 1, a mais importante da carta.

Um exercício muito válido para melhor entender as inter-relações astrológicas que se produzem em um horóscopo é considerar a casa 9 de cada uma das 12 casas. Por exemplo, aplicando este exercício às 3 casas que nos ocupam podemos dizer que:

A casa 9 desde a casa 4, isto é, contando como se a casa 4 fosse a um, é a casa 12, a casa de “a liberação”, dando a entender que para a casa 4 com “a essência armadilhada em um corpo lunar”, o dharma ou ação mais correta é a liberação de suas ataduras mais lunares restritivas. De fato, observemos que a casa 9, contando desde a 12, é a casa 8, a casa de “a morte e a transformação”, dando a entender que para conquistar uma maior  “liberação”  da “essência atada à lua”, há que transformar-se ou “morrer”,  se entende por morrer a destruição ou desapego do ponto de vista mais pessoal ou egoísta.

A casa 9 da casa 5, é a casa 1, “o propósito da alma”, dando a entender que o Dharma do corpo causal ou a inteligência da Alma regida pela casa 5 é atender às necessidades e propósitos  da casa 1, onde o significado de seu signo regente, chamado signo ascendente,  oculta a chave para o correto funcionar de referida inteligência causal criadora de bem-aventurança.

A casa 9 desde a casa 6, é a casa 2, a casa do “desejo” ou aspiração, dando a entender que o Dharma ou a correta ação para a casa 6, é estar inspirada pelo nobre desejo de forjar na matéria  um amor puro capaz de expressar serviço ao bem comum.

De fato, os arquétipos regentes esotéricos das casas 2 e 6, Touro e Virgem, são Vulcano e a Lua (velando Vulcano), sendo a aspiração taurina la motivação para o poder modelador de seu regente Vulcano, e o aspecto mãe de Virgem, o campo de trabalho ou Lua velando também Vulcano, os dois signos de terra que unem esforços para a posterior manifestação do Amor através de um corpo físico puro ou o nascimento na forma de uma Cristo em Capricórnio.







Astrologia Sideral  versus  Tropical

Quando a pessoa se dedica ao estudo de um horóscopo, a primeira coisa que sempre deve ponderar é o máximo interesse vital que tem seu dono. Se o máximo interesse está vinculado com as tendências mais materiais-exotéricas, que sem lugar de dúvidas são legítimas e muito importantes, deste blog recomendamos utilizar a carta védica ou sideral. Para realizar esta carta, (há diversas webs que a realizam), se devem subtrair 23’5º a todos os pontos chave, (grau ascendente, nodos e planetas), da carta tropical; uma vez feita a operação, o signo onde se situa o novo grau ascendente passa a ser considerado como a casa 1 em sua totalidade. Isto é, se o grau ascendente, uma vez subtraídos os 23’5º, cai em Touro, toda a casa um será Touro, a 2 será Gêmeos, toda a 3 será Câncer e assim sucessivamente; e, além disso, todos os 12 signos, sem exceção, deverão ser regidos por seus 7 regentes tradicionais, sem ter em conta para nada os 3 planetas chamados modernos, Urano, Netuno e Plutão, como também não as regências esotéricas que tanto utilizamos neste blog.

Segundo nosso ponto de vista, e graças às muitas observações e análises realizadas, consideramos que este tipo de astrologia sideral, muito utilizada no ocidente e original da Índia Védica, é muito mais certeira que a tropical na hora de reconhecer como influenciam no sujeito e suas distintas atividades os aspectos mais exotéricos das casas.

Mas, se as necessidades e o interesse vital deste sujeito estão mais  relacionados, (embora a dualidade matéria-espírito sempre esteja presente), com as tendências da Alma, é então que se faz muito necessário estudar a carta tropical, onde o significado do signo ascendente, (acima do signo solar), junto com seu regente esotérico, pega o padrão principal que marcará as tendências mais espirituais de referido sujeito.
Para analisar as 11 casas restantes que surgem a partir deste padrão ascendente ou casa 1 principal, deve-se combinar o significado dos 11 signos com o das 11 casas, dando prioridade na análise à energia do signo por cima da força da casa. Dito de outra maneira, desde a Alma e para a Alma, o significado de um signo sempre condiciona a força de uma casa e/ou um planeta.







David C.M (logos.astrologiaesoterica@gmail.com)

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