segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A Intuição ( II )




                    A intuição ( II ) e suas correspondências planetárias.

A intuição é um processo estreitamente relacionado com a palavra Amor ou a capacidade de Unir.
Em última instância, este universo todo é uma expressão do Amor de Deus, mas se o analisarmos de uma vertente mas próxima e para definir o Amor, utilizamos as palavras generosidade, expansão, compreensão, sensibilidade, sentimento e imaginação e os planetas aqui mais relacionados são: Netuno Júpiter e Vênus.


Netuno é o grande regente do psiquismo, tanto inferior como superior, daí que em muitos Amores chamados repentinos, reais ou não, Netuno esteja presente, e daí também que em sua vertente mais espiritual esteja muito presente também nas cartas de grandes criadores e místicos.

Observar a “impressionante” força de Netuno e da Lua nas duas cartas* das meninas que viram a Virgem, tanto em Fátima como em Lourdes. Nelas se vê claramente a capacidade de Netuno para espiritualizar a matéria-Lua (Maria) através do Amor gerado no sentimento devocional (plexo solar).
Também é muito importante observar nestes dois casos místicos, como o regente esotérico do ascendente (Alma) participa de forma importantíssima da relação Lua-Netuno.

Assim, o planeta que marca o contato com o princípio Crístico é Netuno, a flexibilidade, empatia, sensibilidade, imaginação,   são palavras-chave para aceder ao plano Búdico, o lugar onde é possível unir a pequena vontade humana com a realidade suprema.
Netuno, esotericamente é considerado “o coração do Sol” (Amor) e é junto com Urano (Vontade Espiritual) e Saturno (Inteligência Prática), um dos três sintetizadores do nosso sistema solar.


Para aceder ao plano intuicional, não só faz falta uma forte “evocação amorosa”, como também é preciso ter o “dom” de Júpiter: capacidade de expansão através do Amor Includente. Júpiter é o grande doador de vida do zodíaco, o grande servidor capaz de incluir a todos em seu interior. Por isso a atitude positiva e a generosa confiança são necessárias para que a intuição tenha um reflexo correto no coração.


E por último Vênus, o planeta que relaciona a Alma com nosso ambiente, a energia que melhor unifica a dualidade. É precisamente a qualidade Vênus que levará nossa intuição ao mundo objetivo como serviço aos demais.

Antes de concluir, há que ter presente Mercúrio, já que é o construtor do Antakarana, o Caminho interno pelo qual a informação Espiritual é transmitida aos três corpos inferiores, e portanto sua função construtora é necessária antes de que o exposto acima seja dado.

Somente em caso de necessidade muito extrema a intuição pode ser revelada de forma inconsciente, isto ocorre quando o conflito gerado nos corpos inferiores é capaz de evocar as forças do Amor em demanda de uma solução muito necessitada. Esta situação em geral está refletida na Lua quando vela Netuno, a pessoa não é capaz, daí o véu, de compreender o significado emocional de Amor (Netuno) que reside por trás da forma (Lua), isto gera nela um forte mal-estar, a força da qual é capaz, através da Alma e de forma inconsciente, de obter uma intuição curativa. Neste caso, Marte é o regente do plexo solar e não Netuno, o qual permanece velado.




Como diz o provérbio: “As árvores impedem a visão do bosque”

A intuição é ver o bosque, ver nos muitos o “uno” e isso é possível uma vez que tenham sido explorados e esgotados os recursos da mente inferior, para dar passo à capacidade de entrar no mundo das causas, pensar no todo e sintetizar com a confiança do coração.

David c.m.


*Lucia do Santos: 22 de março de 1907 às 20h37, Aljustrel, Fátima (Portugal)
  Bernardette Soubirous: 7 de janeiro de 1844 às 14h00, Lourdes (França)

I

sábado, 20 de agosto de 2011

A Intuição


 





                           A Intuição ou o Amor como nexo de união


Para a estrutura dos 7 planos, (7: físico-etérico, 6: astral-emocional, 5: mental inferior-superior, 4: Búdico-razão pura, 3: Espiritual – inteligência, 2: Monádico – amor, 1: Ádico – vontade); a intuição reside no plano 4 ou Búdico, justo o intermediário entres os três planos superiores e os três inferiores.

Se fizermos uma analogia com os raios cósmicos pares afins (linha de amor), poderíamos dizer que o 4º raio une através da Harmonia e da Criatividade, o Amor Sabedoria do 2º raio com o Sentimento Sensibilidade do 6º raio.

Relacionando estes conceitos aos 7 “nós” do homem, se poderia dizer que o chacra cardíaco une através do amor magnético ou princípio crístico, o centro ajna ou agente da expressão da Alma com o plexo solar ou corpo de desejos e sentimentos.



Exposto de outra forma, quando a Necessidade é impulsionada pelo Amor includente ativa-se o plano Intuicional no homem, e esta nova razão pura ou harmonia deve se refletir no coração. Daí que com muita frequência associemos a intuição a “ter um pressentimento”, e que a frase “pensar com o coração” seja a chave para compreender a função do 4º plano Búdico ou plano intermediário.

Quando uma ideia ou pensamento não tem a capacidade de incluir e ser flexível em suas propostas, é uma ideia excessivamente fria (mental) e de pouca intenção amorosa, assim a sua capacidade de ativar o coração é nula, e sua capacidade de ativar o plexo solar do seu criador deve-se a que não existe uma forte ambição pessoal ou desejo pessoal.

Portanto, a prerrogativa para pensar com o coração é ter uma mente adequadamente desenvolvida, o que se obtém no processo de transmutar o desejo em Amor através, precisamente, da mente. Neste processo, ela (a mente) é obrigada a ser honesta e assim se enriquecer para poder se mesclar com o Amor.

A Alma com Seu silêncio ou “presença” dá clareza ao corpo mental, serenidade ao corpo emocional e pureza ao corpo físico. Ela, ao fazer isto, está preparando o corpo causal (seu próprio corpo), para que tenha uma percepção real do plano Búdico e, assim, possa unir o coração e a mente do homem em uma ação física objetiva: serviço.

Se entendemos que o plano intuicional é justo o que está no meio, podemos deduzir que a intuição é aquele lugar onde a Vontade de Deus se une à vontade do homem e o acesso a este plano só é possível através de uma atitude de Amor autoconsciente.




3 frases chave para compreender a intuição extraídas do livro “Espelhismo” de Alice Bailey*:


  • reconhecer internamente, por experiência própria e não em teoria, que somos parte da grande Vida do mundo”.

  • fazer contato real com o interior de cada forma, estabelecendo uma relação essencial, deixando relegado a segundo plano o sentido de superioridade e separatividade”.

  • a captação sintética e includente da vida e necessidades de todo os seres”

*para obter mais informação, consultar a definição de intuição que DK nos oferece nas primeiras páginas deste livro






Ele lutava em sua mente por encontrar um raciocínio que desse fim às suas inquietudes internas, mas este não chegava nunca. Um dia, quando estava passeando tranquilo à “luz de um formoso jardim”, teve uma revelação espontânea… a partir desse momento soube em seu coração que aquela certeza era a solução de todas as suas “dores de cabeça”.
Daí em diante seus passos nunca foram frios e pesados, mas ligeiros e compreensivos.



David c. m.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Leão: o pequeno eu e o Eu Superior

Ricardo Georgini


O trabalho de Hércules relacionado ao signo de Leão é a morte do leão de Nemeia. Quinto signo do Zodíaco, Leão estimula nos seres humanos a autoconsciência e a autorregência. Este trabalho representa a descoberta de um eu mais profundo e o exercício de conduzir-se na vida a partir deste centro.
Um terrível monstro, um leão enorme e de pele impenetrável a qualquer arma, assolava a região de Nemeia. Os seus habitantes estavam atemorizados e não podiam viver e se desenvolver normalmente. Hércules recebeu a tarefa de eliminar a fera. Quando ele encontrou o leão, disparou-lhe flechas, que bateram em sua pele e caíram ao chão. O leão foi aproximando-se do herói, rugindo de modo amedrontador, mas Hércules gritou com igual força, então a fera se pôs a fugir.
Hércules perseguiu o leão até o seu covil, que era uma caverna com duas aberturas. O herói entrou por uma abertura e atravessou a caverna escura até sair pela abertura do outro lado, sem encontrar a fera. O leão tinha saído pela segunda abertura e tornado a entrar pela primeira. Então Hércules reuniu algumas toras e bloqueou uma abertura, entrou pela outra e bloqueou-a também. E assim, no escuro da caverna, enfrentou sozinho e desarmado o monstro. Hércules agarrou o leão pelo pescoço, apertando-o até que morresse sufocado. Depois usou a garra do próprio leão para cortar-lhe e retirar-lhe a pele, e passou a vesti-la.
O leão é chamado o rei da floresta e representa o regente no interior de cada ser humano: o nosso eu. O eu é como o Sol; é a fonte da luz da consciência e o centro da nossa vida psicológica. Uma das principais tarefas evolutivas de todo ser humano é desenvolver a autoconsciência, e isso é o que estamos todos fazendo, quer percebamos ou não, através de tudo o que buscamos e realizamos no mundo. Quando há autoconsciência, o eu pode atuar como o regente interno, harmonizando pensamentos, sentimentos, desejos, palavras e ações, e produzindo uma vida de sucesso.
Os que aspiram trilhar o caminho espiritual devem estar bem encaminhados no desenvolvimento da autoconsciência. Não há espiritualidade genuína sem autoconsciência. Contudo, o longo e árduo trabalho de desenvolver a autoconsciência e fortalecer o eu se faz através do autocentramento e autointeresse, e muitas vezes leva a um egoísmo exacerbado, ambição desmedida, orgulho exagerado e vaidade excessiva. É essa condição que o leão monstruoso do mito representa.
Por trás desse eu que conhecemos, há o que poderíamos chamar de um eu mais profundo: o Eu Superior, a nossa essência espiritual. O pequeno eu é caracterizado por um sentido de isolamento e separação, mas o Eu Superior sabe que é um com todos e com tudo. No mito, Hércules representa esse Eu Superior, procurando eliminar os excessos do pequeno eu.
O leão era invulnerável a qualquer arma, o que significa que nenhum artifício mental, teoria, crença ou técnica poderá solucionar a exacerbação do eu. As duas entradas da caverna representam os pensamentos e os sentimentos, e enquanto estivermos envolvidos com eles, o pequeno eu continuará a nos despistar e ludibriar.
A solução encontrada por Hércules foi sufocar o leão, impedindo-o de respirar o ar que lhe dava vida. O ar que vivifica o pequeno eu é o nosso interesse em nós mesmos. Assim, sufocar o leão significa deixar de dar tanta importância e prestar tanta atenção ao pequeno eu, com seus defeitos e qualidades. A exacerbação do eu é causada pelo autointeresse e não poderá ser corrigida pela preocupação com o autoaperfeiçoamento. A solução é o autoesquecimento.
Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br