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sábado, 3 de setembro de 2022

A carta natal de Florence Nightingale




VIRGEM

Estamos no mês de Virgem e a frase para a Alma em Virgem nos diz:

"Eu sou a mãe e o filho, eu, Deus, matéria sou"

Em Virgem é a Vontade de Deus (a vida) que o Filho (a consciência ou alma) se construa ou se expresse através da mãe/matéria/Maria, ou seja, através da personalidade ou tríade inferior (mente concreta, corpo sensório, corpo físico/etérico) refletida na Lua, seu regente esotérico¹.

Em verdade, a grandeza de Virgem é a capacidade de usar sua realidade mais pessoal (material) para reconhecer e construir uma realidade interna superior, mais espiritual.

"crivo" é o símbolo superior deste signo. Seu reflexo inferior é seu poder crítico e censurador, mas seu aspecto superior é a correta discriminação, que revela a vida espiritual interna, é o discernimento que reconhece, constrói (forja na matéria ) consciência de Alma. 

Virgem é a caverna onde nasce o Cristo, a consciência na caverna do Coração, o trabalho construtor interno, e Peixes, seu complementar, é o conhecimento deste Cristo, o Coração revelado à luz do dia e expresso externamente como um grande servidor.


sexta-feira, 18 de março de 2011

Peixes, Salvação e Liberação

Martín Dieser


Em plena proximidade do plenilúnio de Peixes, pode ser inspirador refletir sobre as qualidades deste signo e o processo de Salvação que representa, sem entrar tanto no técnico mas aproveitando seu influxo para esclarecer temas vinculados à energia pisciana.

Talvez o primeiro ponto a levantar deva ser que estamos diante de um signo dual, no qual são possíveis dois tipos de vivência, aquela vinculada à consciência e aquela relacionada com a Vida. Em ambos os casos surge a ideia de sacrifício, de um estado do ser que se perde na escuridão para ocultamente “resgatar” outro e demonstrar através do Amor a unidade de todo o manifestado.

Isto implica em um grande sacrifício da alma, porque durante eões a consciência apenas ilumina a personalidade e deve permanecer em suspenso até chegar a ela a invocação por parte da personalidade em crise.

Mas, sobretudo, é um grande sacrifício da Mônada, que se aproxima da consciência e a inunda com sua Vida, que se enterra no mais profundo da personalidade e permanece durante um período incomensurável até que o dia esteja com ela e o ser tomar consciência do seu imenso poder. Peixes permite tomar consciência deste grande sacrifício, o supremo, encarnado pela permanência do fogo monádico nas próprias raízes da existência.

Peixes tem sido associado frequentemente à consagração e o se submeter a algo, entendida esta expressão em um sentido positivo. É interessante sentir como da perspectiva da Tríade e o aspecto Vida que esta começa a transmitir, nessa rendição se encontra a chave da continuidade de consciência.
Espírito e matéria, a dualidade aparentemente irreconciliável, só pode voltar a ser Una graças ao Poder de Shamballa, à energia da Mônada. É necessário trabalhar desde a consciência, o coração, e “descer aos infernos”, e também se vincular com o aspecto matéria e não só aspirar a ser o espírito, para encontrar a via elétrica que une ambos os aspectos.

Esta porta que permite a passagem de energia ou a fluidez entre o espírito e a matéria, ou a Mônada e a personalidade, está ancorada no plano intuitivo ou búdico; o 4º plano, o intermediário entre o 1º e o 7º, é o grande ponto de união entre as duas correntes, proporcionando a qualidade álmica tão própria do reino humano.

Este processo dual tem analogia na relação entre os centros coronário e raiz, e ao amparo do coração se converte em uma única corrente de Vida que abre as portas para a Liberdade.

Neste processo temos também uma conjetura do papel que a humanidade pode exercer na evolução planetária e inclusive na solar, como estação energética e ponto de encontro entre duas correntes de força. Isto só é possível cada vez que se alcança o plano búdico, e daí a importância de desenvolver a mente e, ocultamente, “apagar seu fogo” com o coração. “O fogo só pode ser apaziguado com mais fogo”, lemos no livro Mundo Ardente (5); somente o fogo da compreensão, do coração inteligente é capaz de consumir e esgotar a mente, abrindo assim as portas a Shamballa.

Paralelamente e em nível dos centros, essa relação entre os centros coronário e raiz permite compreender o papel de um Salvador de uma perspectiva dupla, desde a Hierarquia e desde Shamballa, pelo menos de um ponto de vista, já que é um tema muito amplo e elevado.

Desde a Hierarquia, a Salvação é um processo de atração magnética em direção ao centro da própria consciência, uma irradiação de luz que desperta e eleva para realidades mais preclaras e serenas. É o Cristo sacrificando-se pela humanidade, e esta O reconhecendo como um Irmão Maior que mostra o caminho para que também ela salve outros ainda na escuridão.

Da perspectiva de Shamballa, a Salvação poderia ser entendida de uma forma distinta, no sentido de que mal se pode liberar quem já é livre; não existe um Salvador, existe apenas um Dragão despertando e se liberando por si mesmo de todas as cadeias, elevando-se pela própria energia que, com todo direito divino, foi reclamada para si. É uma demonstração da Vontade de Deus em ação, a Autossalvação.

Neste sentido pode também ser abordado o lema esotérico do signo: “abandono o Lar do Pai e, retornando, salvo”. A entrada ao Lar do Pai, o Lar do Fogo elétrico, está aqui mesmo, na Terra, e o processo de acesso pode ser entendido de forma dual: como uma elevação às alturas, na direção das realidades cósmicas, ou como uma descida ao mais íntimo da Terra, ao seu próprio núcleo, onde reside latente o fogo de kundalini, aguardando liberação.

Da maneira como é transcendido, tal é o papel da alma, simbolizada pelo Sol, porque deixa de ser necessária a intermediação para viver a divindade, simplesmente se é o que fomos desde o começo, Fogo Elétrico Puro. Isto dá uma guinada de 180 graus no primeiro lema para Peixes, o exotérico, que rege a personalidade: “entra na matéria”, e permite complementá-lo com um terceiro, dado na obra Cosmologia Oculta: “O Sol deve ser devorado. Sacrifica tudo”.

Que o Coração Uno e o Princípio do Amor representado pela Hierarquia sejam nossa inspiração neste plenilúnio que se aproxima e nos mostrem o caminho para esse grande Sacrifício que é também a grande Liberação.

Martin Dieser

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Peixes, Redenção Planetária

Piscis


                                                                              
                                                 

 Peixes: Redenção planetária 

Peixes é o signo que completa a roda zodiacal. O seu grande tema é redenção. Simplificadamente, podemos dizer que redimir significa trazer algo de volta ao seu estado original de pureza, liberdade e beleza. Durante o mês de Peixes (este ano de 19 de fevereiro a 19 de março), somos convidados a nos desapegar e sacrificar quaisquer atitudes, crenças e hábitos que produzem limitação, separação e nos impedem de expressar as nossas possibilidades mais elevadas.

A primeira coisa que, talvez, precisemos redimir é a própria imagem que fazemos do humano. Todos os mestres espirituais ensinaram a beleza e a bondade essencial do ser humano, e todas as tradições religiosas afirmam que o homem é um filho de Deus. Apesar disso, nós temos enfatizado exageradamente o outro lado, com inflamados discursos sobre pecado, culpa e degradação. Mas a escuridão não é superada falando de escuridão ou combatendo a escuridão. É preciso discernir a luz, valorizar a luz, alimentar a luz. Assim, é fundamental que nós, humanidade, redescubramos o fato de que o humano é essencialmente sagrado, e que a verdadeira natureza humana é amor, bondade, beleza, verdade e justiça.

A energia de Peixes confere uma aguda sensibilidade, capaz de encontrar a luz em meio à escuridão, perceber a ordem no caos e ver o bem por trás do mal aparente. Esta sensibilidade permite que nos sintamos partes de um Todo Maior, células no corpo de Deus, e que nos sintamos em contato com a divindade e em comunhão com tudo e com todos. Ela permite que reconheçamos e nos sintonizemos com o que há de melhor em cada pessoa, a começar por nós mesmos.

O desenvolvimento da sensibilidade, estimulado por Peixes, deve ser acompanhado pelo desenvolvimento mental. É função da mente compreender e interpretar corretamente aquilo que o coração percebe com sua sensibilidade. Quando isto não é feito, falta ao indivíduo um ajustado senso de proporção, então ele pode ver uma pequena fração da verdade e achar que já conhece a verdade toda. Aí surge um sentimento de ser especial, e frequentemente ele julga que seu grupo, teoria ou doutrina detém o privilégio da salvação.

Sem o complemento de uma mente potente e esclarecida, a sensibilidade pode levar à vulnerabilidade e à passividade. Então, o indivíduo se abala demasiadamente com o aparente mal em si mesmo, nos outros e no mundo. E não consegue aplicar à sua vida prática todas as aspirações, sonhos e ideais do coração. Por isso, todos devemos almejar o equilíbrio e complementação entre cabeça e coração, razão e sensibilidade, firmeza e flexibilidade, planejamento e espontaneidade.

Há uma árvore latente em cada semente, que só precisa das condições adequadas (como nutrientes, água e luz) para germinar e crescer. Semelhantemente, faz parte da natureza humana aprender, amar, compartilhar, se doar... Só é preciso que não atrapalhemos o processo, com culpas, exigências descabidas, apegos, etc. A influência de Peixes nos convida a renunciar a crenças em favor de uma verdade mais ampla, e sacrificar a visão superficial em favor de uma percepção mais profunda, e nos abrir para o melhor em nós e nos outros, e cultivar uma refinada sensibilidade ao bem. Complementada pela correta atuação da mente, que a humanidade vem desenvolvendo consistentemente, o resultado será a redenção planetária.

Ricardo A. Georgini

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Peixes e o oficio de salvar


Por Martín Dieser


Peixes

Uma palavra que define muito bem a qualidade expressa por Peixes é “salvação”. A mesma se encontra intimamente vinculada à frase esotérica que descreve o caminho ascendente do signo: “Retorno à Casa do Pai e, retornando, salvo”. Vemos ali dois pensamentos entrelaçados, como os dois peixes que simbolizam a energia pisciana: por um lado o caminho para o superior e, por outro, o apego ao inferior, este último transmutando-se oportunamente em magnetismo espiritual e atraindo para a meta comum aqueles que se encontram ligados carmicamente ao Salvador, seja este um discípulo, um iniciado ou a humanidade toda que se reorienta para a luz.

Peixes tem um vínculo muito particular com o 1º raio de Vontade ou Poder, também chamado de raio de síntese. Em certo sentido, a salvação pode ser entendida como um processo de síntese, sempre considerada em função de um interesse oniabarcante, e daí que o raio superior expresso através de Peixes seja o 2º de Amor-Sabedoria. Neste caso, o 2º raio seria a totalidade e o 1º o meio através do qual essa totalidade se transforma em uma verdade consciente.

Para realizar essa tarefa de salvação, primeiro é preciso fomentar a aspiração para o superior, e por isso Netuno rege Peixes em nível exotérico. No entanto, poderíamos dizer que, pelo menos nas últimas etapas, o 1º raio é imprescindível, dado que provê a energia do signo de um mecanismo liberador. Essa função instrumental se encontra simbolizada na presença de Plutão, um planeta de 1º raio que é regente hierárquico e esotérico do signo, quer dizer, que opera como forma de expressão nos planos mais elevados.

Tenhamos em mente então este vínculo entre a salvação espiritualmente compreendida e Peixes, em especial quando esse signo ocupa um lugar proeminente no horóscopo que esteja sob consideração. De uma maneira ou de outra, Peixes resgata, eleva e salva, embora, naturalmente, o desenvolvimento espiritual do ser em questão tenha muito a ver com a qualidade desse serviço.

Cabe lembrar aqui a inter-relação com os demais signos, já que ciclicamente a pessoa experimenta um ou outro, de maneira que o Plano vai se desenvolvendo em etapas graduais e de acordo a Lei de Causa e Efeito. No caso de Peixes temos um link a mais nessa cadeia: todo Salvador possui um campo de ação, e tanto sua amplitude como sua pureza e efetividade serão determinados pela sabedoria adquirida através dos signos restantes; Peixes aportará o seu e, sobretudo, encerrará um ciclo, com efeitos que vão desde o estritamente pessoal até a influência planetária causada pelo retorno à casa do Pai por parte dos Grandes Seres. Por isso o Tibetano o denomina de um signo de culminação.

De todo modo, o processo, para além da sua profundidade, poderia ser visto como similar, já que sempre a grande chave que abre as portas da liberação está no coração. É a compreensão da meta à qual se aspira, a profunda consciência do sentido subjacente em nossos vínculos com o ambiente que nos cerca e novamente a renovada visão do lugar de onde se origina tudo, para onde sabemos que nos levará todo o esforço realizado. Isso explica um tanto mais porque o 2º raio se expressa mediante este signo.

Nesse sentido, todo ato de amor, de compreensão, é uma pequena salvação, que culmina quando entendemos perfeitamente o seu sentido, e para chegar a tal realização é necessário realizar uma síntese e extrair a qualidade, resgatar a matéria iluminada para tê-la em serena expectativa junto a nós.





Para tal fim, Plutão exerce a sua parte, porque provê o mecanismo através do qual é possível “comprimir um significado em uma espiral decrescente, fazer dela um ponto e liberar a essência pelo ápice”. Este ato de síntese final acarreta a morte que, como se infere aqui e segundo sustenta o esoterismo, não é senão a revelação na vida e o nascimento para vivências superiores.

É por isso que se diz que Peixes é um dos signos da morte, precisamente porque conduz através do amor até a fusão plena e, por fim, ao esgotamento da missão que tinha aquela forma. Para conferir essa morte, temos o regente de 1º raio, Plutão. Desse modo é provável que ali tenhamos revelada uma dimensão do estreito vínculo existente entre os Choans do 1º e 2º raio, expressa pelo menos simbolicamente na afirmação de que um tem a sua casa perto da casa do outro.

Essa forte presença da energia ou força de atração nos dá também uma pauta dos efeitos produzidos por Peixes na vida da personalidade. De fato, recordemos o aporte e o processo de aquisição de qualidades que vai se dando nos restantes signos de Zodíaco, e sobretudo tenhamos em conta que assim como a grande função de Peixes é unir, abstrair e salvar, isto poderá se manifestar com diferentes graus de êxito, segundo a polarização seja astral, mental ou búdica. O efeito será sempre dissolvente e essencialmente magnético, embora a atração possa ocorrer no plano astral, ou mental ou búdico, segundo o caso, sugerindo que o oficio de Salvador tem muitas arestas e pode ser entendido sempre à vista de uma escada da perfeição, em um sentido misterioso, com o Salvador “por cima” englobando seus irmãos de baixo. A mente é fundamental neste processo, no que diz respeito à humanidade, mas o seu desenvolvimento viria mais da influência de outros signos. Em troca poderíamos entender Peixes como um promotor da passagem gradual da mente intelectual à intuitiva.

Digamos, finalmente, que essa noção de atração, compreensão, síntese e morte nos fala da compaixão e da fraternidade, da paciência e também da aceitação do Propósito, pois podemos entender como, em distintas escalas, espera-se a que “o último cansado peregrino chegue ao Lar”; essa espera não é cega nem emocional, mas nasce de uma profunda sabedoria e do perfeito conhecimento do Plano por parte de Aqueles que inspiram a humanidade a ser mais inclusiva e a salvar os reinos da natureza pelos quais é responsável, salvando-se assim a si mesma.