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domingo, 23 de novembro de 2025

Leão, o intermediário de Escorpião



Leão, o intermediário de Escorpião

Falando em termos astrológicos, a expressão espiritual da personalidade está escrita na relação que o signo solar mantém com seu signo oposto ou complementar; quanto maior a integração entre ambos, melhor será sua expressão. O Sol é a luz e seu reflexo ou expressão material deve ser posicionado no planeta Terra, que se situa justo no signo oposto ao Sol.

Como essa integração deve ser realizada depende da Alma e de como as qualidades da Alma usarão os significados do signo ascendente e seu regente esotérico.

Nem tudo, porém, depende das qualidades da Alma e dos significados do signo Ascendente e seu regente esotérico, mas também de um segundo signo que poderíamos chamar de "o signo intermediário".¹

Os significados desse signo "marcam o período intermediário de relação, antes da culminação, entre o signo solar e seu oposto ou complementar." (Cap. sobre Câncer em Astrologia Esotérica de A. Bailey/DK).

terça-feira, 13 de junho de 2023

Câncer < Leão... Capricórnio (Netuno-Sol)



Câncer < Leão... Capricórnio

Câncer é o signo através do qual as almas vêm à manifestação, através dele a Alma diz: "Eu construo uma casa iluminada e nela moro", é portanto através das energias¹ e significados desse signo que se manifesta a luz da Alma..., o filho no corpo, a alma na forma, a vida na matéria. 

Como sabemos, a Lua, a mãe de todas as formas, é a regente ortodoxa deste signo e, portanto, ela é a casa (a forma física) que acolhe a alma em sua reencarnação. 

Lembremos que para a Astrologia Esotérica a Lua reflete a tríade inferior manifestada, ou seja, o corpo mental, o corpo emocional e o corpo físico ou etérico vital, as três forças básicas nas quais o Ser reencarna. Portanto, na Mãe Lua estão refletidos todos os padrões cármicos (bons ou maus) que herdamos ao nascer, os únicos padrões através dos quais o propósito da alma pode se manifestar e evoluir.

sábado, 10 de dezembro de 2022

LEÃO - ESCORPIÃO ... AQUÁRIO (Sol - Marte)


Os 12 Sagrados

Se do Coração olharmos para as maravilhosas Luzes do Céu, as formas incríveis que o ser humano "viu" nas 12 constelações, podemos afirmar que os 12 são sagrados, são eles que fecham o círculo, que marcam o caminho para o sol, "o deus que ilumina a nossa terra".

Portanto, não é justo considerar que um signo é melhor que outro, não é honesto tomar a crítica negativa de um para favorecer o outro, esta é uma atitude egoísta, exercida por uma determinada consciência interessada em favorecer um em detrimento do outro. 

Considerando o exposto, também é verdade que cada signo tem suas próprias energias, significados ..., e é e será através dessas qualidades que a consciência experimentará sua permanência na Terra.

Neste novo artigo, vamos nos centrar em como duas dessas 12 energias se relacionam, Leão e Escorpião, duas qualidades muito vinculadas com o crescimento da autoconsciência no ser humano.

domingo, 14 de julho de 2013

O regente esoterico de Leão





Leão
Nos três signos de fogo (casas 1-5-9) nos é mostrado o poder do fogo mental. Em Áries a “Ideia” é exposta através de um poderoso e brilhante impulso; em Leão referida “Ideia” é “recriada”, (intelectualizada positivamente), e expressa ativamente pelo “si mesmo”; em Sagitário toda a positiva capacidade de Leão de autoafirmar a poderosa “Ideia” de Áries é reorientada para um objetivo definido e altruísta.

Leão é o signo que simboliza todas as qualidades da quinta (5) casa: a criatividade individual, a capacidade de fazer “coisas” a partir da própria certeza interna, a inteligência mais pessoal, as emoções mais generosas, o corpo causal, “o talento da Alma”, “os filhos da Ideia”.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Leão



Leão: consciência de si
O mantra espiritual de Leão é: “Eu sou Aquele e Aquele sou eu.”

O eu mencionado nesse mantra não é o pequeno eu pessoal ou a nossa personalidade (mental, emocional e corporal). O mantra fala sobre a ampla consciência do Eu Superior ou alma, que sabe que é um com o Todo Maior (“Aquele”). Mas nós somos simplesmente humanos, e isso significa que cada um de nós ainda está no caminho de descobrir que é a alma, para assim descobrir a sua unidade com tudo e com todos.

Sob o Plano Evolutivo, o progresso da consciência começa pelo desenvolvimento de uma consciência individual ou pessoal, que depois se amplia tornando-se consciência grupal ou coletiva, e ainda depois chega a ser consciência planetária ou universal. Mas para garantir esses desenvolvimentos posteriores, deve haver aquele ponto de partida consistente, aquele firme ponto de apoio para a consciência, e esse é o eu pessoal. A consciência individual ou autoconsciência é apenas o começo da jornada espiritual consciente, mas é um passo tremendo, profundamente significativo e imprescindível.

O processo de desenvolvimento do eu pessoal é marcado por muitas características e buscas que tenderíamos a classificar como antiespirituais, mas que são simplesmente a preparação para a espiritualidade. No mundo das formas materiais, todas as coisas são conhecidas por comparação, e assim o eu busca conhecer a si mesmo comparando-se e competindo com os demais. O eu testa o seu próprio poder desafiando o mundo ao seu redor. Para construir e consolidar a própria identidade, o eu procura afirmar-se perante os outros. Mas quando, por meio dessas experiências, o eu finalmente conhece o seu valor, todas essas características da consciência imatura são naturalmente transcendidas e dão lugar a outras buscas, mais amplas.

A compreensão do próprio eu torna possível compreender que o outro também é um eu

Ao conquistar a consciência de mim mesmo, posso deixar de me comparar com outro e começar a ter consciência do outro. Então o outro deixa de ser para mim apenas um objeto, e torna-se, por assim dizer, um co-sujeito. A competição dá lugar à busca de cooperação. O indivíduo descobre aquilo que tem em comum com os seus semelhantes, e se une a eles para empreenderem uma busca grupal. Assim o indivíduo coopera com o grupo, não por lhe faltar desenvolvimento e poder pessoal para fazer diferente, mas porque começa a ter consciência de si como uma célula do grupo. Ele se identifica com o propósito do grupo e escolhe apoiá-lo. A cooperação consciente é, portanto, muito mais que estar junto, seguindo o rebanho; é uma participação voluntária e inteligente, fazendo a diferença, co-criando, enriquecendo e fortalecendo o grupo.

Através da experiência grupal, além de compreender que existem outros eus no mundo, o indivíduo começa a compreender também que existe um Eu Uno, abarcando todos os eus em Si. Finalmente, ele começa ter consciência de si como uma célula do Uno ou do Todo Maior (Deus, como alguns preferem chamar). Então o eu considera a si mesmo como apenas um representante e agente do Uno, e a genuína consciência disso é simplesmente um perfeito equilíbrio entre valor próprio, humildade e responsabilidade.

Talvez o maior mistério sobre Deus seja que Ele está verdadeiramente no ser humano. E talvez a maior revelação sobre o ser humano seja que ele é verdadeiramente expressão de Deus.

Ricardo Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Leão: a consciência e o todo


Martín Dieser
A energia de Leão é a da identidade espiritual, a do ponto em um centro que abarca todos os pontos. É o fogo solar, o fogo do coração, que outorga um apoio “no tempo” para que o ser demonstre o Plano que o inspira.
Já dissemos, em outra ocasião, que o Sol rege Leão, e que isto não seria assim para outros reinos da natureza; consciência para o homem é sensibilidade “desperta” ao não eu, pelo menos nas primeiras etapas, e é correto que assim seja: a fim de que a alma se desenvolva em todo seu potencial, é necessário um receptáculo conscientemente refinado e adaptado à sua energia; o trabalho na forma deve acompanhar o do eu superior, e o trabalho sob Câncer simboliza essa preparação prévia.
Em todo caso, a energia de Leão é a que possibilita este maravilhoso estado que é o da percepção de si mesmo. Como dizem os livros, “todos os seres são, mas somente o homem sabe que é”. Para gerar esta percepção individual, é imprescindível a separação, que o ser tenha a capacidade de se diferenciar do resto, e essa energia vem através do Quinto Raio de Conhecimento Concreto (chamado no Tratado dos Sete Raios “A Espada Divisora”), que por essa razão se expressa mediante Leão. Isto pode se manifestar ou não nos raios da pessoa; se não o faz, é possível que a energia esteja cumprindo uma função mais interna, mas nem por isso estará ausente.
Por sua vez, intimamente vinculada à separação, está a afirmação do ser, que assim como se percebe diferente se conhece como uma potência, como um ente gerador de causas, como o amo da sua própria vida. Trata-se da energia do Primeiro Raio de Vontade ou Poder, que também se expressa por meio de Leão. É por isso que, em certo sentido, a energia de Leão rege os governantes do mundo, porque a atividade deles tem muito a ver com o exercício da autoridade, que (diga-se de passagem) de acordo com as disposições mais aceitas, requer o consentimento do povo.
Caberia aqui uma reflexão sobre a democracia e a representação: pode-se ver como a igualdade e a fraternidade, a compreensão e o respeito, simbolizados pela democracia, constituem a base sobre a qual se ergue um verdadeiro governo que, em certo sentido, é a cabeça da sociedade, da qual está constantemente recebendo demandas. Aprecia-se aqui uma ação combinada de raios: o 2º de Amor – Sabedoria está simbolizado pela democracia e suas qualidades de bondade e busca horizontal de decisões; sempre o 2º é a base do 1º, que sintetiza a energia atraída até convertê-la em um ponto com somente o essencial. 
Neste caso, o governo é a síntese das deliberações do povo, e assim como a autoridade espiritual se sustenta no amor e na compreensão, da mesma maneira a democracia é a base espiritual dos cargos representativos de governo. É por isso que O Tibetano, em O Destino das Nações, diz que a energia da Hierarquia de Mestres se encontra por trás da democracia, e a de Shamballa, que é a sua síntese, está por trás das figuras do rei ou do ditador.
 Em todo caso, o período influenciado por Leão é muito propício para indagar interiormente acerca das origens da autoridade, da convicção que emana da verdade interior, do conhecimento de si mesmo. Outro fator ligado a essa condição é a identidade espiritual: todo ser humano tem um centro de consciência, um ponto a partir do qual se integra ao mundo e interatua com ele. De início, esse centro é o Sol físico, manifestando energia de 2º raio, e o ser crê que é o centro do universo, que tudo depende e gira em torno dele.
À medida que avança a evolução, gradualmente vai tomando consciência da inter-relação com o mundo, mas ainda mantém o estado no qual, em Astrologia Esotérica, descreve-se como “aquele que permanece só”, isto é, a percepção do eu próprio e do alheio nas questões diárias.
O interessante disto é que o anterior não seria o último degrau na evolução da consciência. À medida que a alma ganha em controle e revela seu poder, vai passando para a motivação espiritual, para a sensação do eu separado e também à colaboração e entrega aos demais, o que põe em ação uma energia oposta. A identidade espiritual se mantém, ao mesmo tempo em que a fortaleza do eu aparece como a etapa prévia imprescindível para expansões de consciência posteriores. Isto ocupa largo tempo.
Vem em seguida uma condição em que realmente é possível entender as palavras “Eu sou aquele, aquele sou eu”, lema esotérico do signo. 
O sentido do eu, da personalidade vinculada à alma, é muito particular: o discípulo não vê indivíduos, vê energia e Plano, vê a consciência una e não as partes, a unidade que subjaz na diversidade da forma; não crê ser uno, É uno, respira unidade e assim se expressa nos três mundos, sendo por isso tão potentes e duradouros os efeitos que produz; é a energia do Amor de Deus em ação. Crer que a unificação chegará por meio de uma anulação do eu, ou que se produzirá uma misteriosa fusão com as ações de outros, é uma deformação (e um perigo) no sentido oposto ao que mencionava.
Na realidade, e como bem sabe quem percorreu o Caminho com sinceridade e dedicação aos demais, a consciência não tem uma forma tão cerrada como a que conhecemos. O sentido do eu se mantém, ao mesmo tempo que a energia que expressa é compartilhada, conflui ativamente com a Grande Energia que é o Plano de Deus. É a consciência do Todo que se tornou ponto; como diz Vicente Beltrán Anglada, “não é a gota no mar, mas o mar na gota”.
A crença de que a consciência ocupa um lugar é por si uma ilusão da mente humana, mas muito maior é a ilusão de crer que cada consciência ocupa um lugar separado da outra. Isto poderia ser melhor entendido através de uma analogia com a figura de um círculo concêntrico: à medida que se chega ao centro, muitas vidas passam a compartilhar de um “espaço” comum. 
Esse espaço comum, esse vazio criador no qual se vive e sobre o qual se passa a afirmar a consciência é um conjunto de energias cuja forma mental é o Ashram, e no centro se encontra o Sol Central Espiritual, simbolizado pelo Mestre. Em uma escala menor, cada um de nós é parte dessa consciência grupal, e temos aí a base oculta da telepatia, embora não tenha que funcionar tão explicitamente e se manifesta como inspiração, recepção de ideias, etc.
Essa consciência comum é a base espiritual do princípio da fraternidade, que só pode ser entendido se for considerado da alma e não a partir da matéria, onde somos tão diferentes. É também a razão pela qual o trabalho espiritual pode ser realizado em grupo, porque coincide a fonte de inspiração e é a mesma energia que nos atravessa a todos; pela mesma razão, um discípulo pode implementar uma parte do Plano e outro dar continuidade a ela no plano físico, por exemplo; cada um, do seu estado de consciência, e todos necessários.
Outra reflexão que se extrai acerca da regência do Sol é sobre a união com a consciência alheia: muitas vezes se busca a aproximação através da palavra, o convencimento, a ênfase, etc. Seria útil, aqui, observar o Sol, que pela gravidade, concentração ou atenção consegue atrair o que o circunda. Em tal sentido, poderíamos dizer que uma boa maneira de se aproximar à consciência de outro é aprofundando esse nível antes que fazendo esforços do eu; a atenção baseada no amor, sobre si mesmo e sobre os demais, mas sempre tendo em conta o destino comum que é o da unidade da vida, é a maneira mais simples e profunda de chegar ao outro.
Leão nos proporciona então um ciclo onde é mais fácil levar a consciência para dentro, dar a ela mais profundidade e reforçar a identidade, para assim oferecer à alma um eu firme e valioso para prestar serviço; é ainda, como se assinalava, um ciclo para compreender em toda a profundidade o significado e as potencialidades da fraternidade espiritual.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Leão: a chama da autoconsciência

Ricardo Georgini
Leão é um signo intimamente relacionado à humanidade. A energia deste quinto signo do Zodíaco estimula a autoconsciência — a grande característica que faz de nós seres humanos. De 22 de julho a 22 de agosto deste ano, o Sol estará alinhado com Leão, avivando a sagrada chama da autoconsciência em toda a humanidade.
A autoconsciência é o que distingue o humano do animal. O animal está consciente do que se encontra ao seu redor, mas só o ser humano pode, além disto, estar consciente também de si próprio, o sujeito consciente. Assim, o animal simplesmente vê, ouve, sente, enquanto o ser humano não apenas vê, mas sabe que vê; não apenas sente e pensa, mas sabe que sente e pensa; e não apenas sabe, mas sabe que sabe.
Na maioria de nós, a autoconsciência permanece num estado brando, e ainda há muito a ser feito para desenvolvê-la plenamente. Grande parte do aperfeiçoamento humano tem a ver, especialmente, com este maior desenvolvimento da autoconsciência. A influência de Leão contribui para isto, como que soprando a brasa da autoconsciência, para que se intensifique e cresça — queimando e transformando, aquecendo e acalentando, iluminando e esclarecendo.
Faz parte do nosso potencial, como seres autoconscientes, perceber não apenas o que se passa ao nosso redor, mas também o que se passa dentro de nós mesmos. Contudo, habitualmente, a nossa atenção fica quase totalmente voltada para as coisas externas a nós, e temos uma percepção apenas vaga do nosso corpo e dos sentimentos e pensamentos que nos ocupam. No entanto, o tempo todo, são os nossos pensamentos, emoções e corpo que determinam as nossas experiências na vida, e não tanto as circunstâncias externas. Por isso, cultivar e exercitar a habilidade de auto-observação é um requisito fundamental para estarmos mais conscientes na vida, compreendendo apropriadamente as nossas experiências e podendo escolher como nos conduzir.
O desenvolvimento da autoconsciência nos leva a descobrir-nos como o sujeito de nossa própria vida e história. O animal reage automaticamente aos estímulos externos, sem reflexão ou escolha. O ser humano pode ponderar, pode valer-se de sua experiência, pode conter-se ou empenhar-se e, assim, pode escolher como responder às suas circunstâncias. Portanto, o animal é sempre aquilo que o seu ambiente faz dele, mas o ser humano pode vir a ser o que ele mesmo fizer de si. À medida que compreendemos isso, desenvolvemos um correto senso de responsabilidade e nos apropriamos mais plenamente de todo o nosso potencial.
A autoconsciência leva também ao senso de individualidade. Fortalece internamente o indivíduo, de modo a poder apoiar-se em si mesmo, sem depender indevidamente dos demais. Permite ao indivíduo conhecer-se a si mesmo e saber aquilo que ele tem de próprio e único, aquilo que é a sua contribuição específica e original à coletividade. Cada indivíduo é único, e o seu valor, portanto, é inestimável. Se apenas um indivíduo não existisse, o Universo já não seria o mesmo. Cada indivíduo faz a diferença. A autoconsciência lhe permite fazer a diferença conscientemente, e portanto, mais potentemente.
A cada mês de Leão, anualmente, temos uma especial oportunidade de fortalecer em nosso interior a chama da autoconsciência e nos tornarmos cada vez mais plenamente Humanos.
Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br