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Os 3 níveis do horóscopo

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quarta-feira, 16 de março de 2022

Guerra Ucrânia - Astrologia Esotérica - Consciência





Introdução

Neste artigo refletiremos sobre como as consciências reagem quando são convulsionadas ou alteradas por um evento destruidor como o que está ocorrendo atualmente na Ucrânia. 

Diante de todo acontecimento injusto, no qual os aspectos mais egoístas e destrutivos do ser humano são desencadeados, a reação ou resposta da personalidade dependerá do tipo de consciência envolvida. Ela é quem governa ou condiciona o mecanismo de resposta, ou seja, a personalidade chocada com o drama.

E dependendo do tipo ou grau de evolução da consciência dominante dessa personalidade, assim serão as diferentes energias e significados astrológicos participantes. Vamos ver quais são os significados relacionados. 

sábado, 10 de abril de 2021

Carta Astral Esotérica (Análise)



Um Exemplo para 

a Análise Esotérica de uma Carta Astral 

Nesta nova entrada ao blog vamos realizar a análise de uma carta natal decomposta em três cartas diferenciadas segundo sejam os estados de consciência que seu dono tenha experimentado durante a vida. 

Com isso pretendemos facilitar um exemplo simples e didático que possa ser aplicado ao estudo da própria carta com o consequente conhecimento de “si-mesmo”.

Podemos resumir os três tipos de consciência e suas três cartas como:

segunda-feira, 11 de junho de 2018

A Roda Revertida





A roda revertida

Na astrologia esotérica que nos propõe o Mestre Tibetano através de Alice Bailey há varias ideias que, em relação ao pensamento clássico astrológico, podemos considerar revolucionárias. Uma delas é o que Ele chama de “a roda revertida”. Uma ideia que afirma que quando a consciência humana começa a ser guiada, influenciada ou reorientada pela Alma, o sentido da roda zodiacal com seus 12 signos, que até então, avançava no sentido dos ponteiros do relógio, muda de direção para avançar no sentido contrário.

sábado, 16 de abril de 2016

Os 3 níveis do horóscopo





A dualidade 

No “mundo” podemos reconhecer claramente dois poderes:

Deus no Coração   -versus-   Deus no Universo

O Coração é o “mundo” interior, aquilo que nos é próprio, o “si mesmo”.
O Universo é o “mundo” exterior, as energias, revelações e impulsos que nos chegam.


Bem, se atentarmos para esta poderosa dualidade, podemos pensar que não dependemos unicamente daquilo que intrinsecamente reconhecemos como próprio, nosso “si mesmo”, mas que também dependemos de como percebemos e nos identificamos com as energias que nos chegam do exterior. E que a clareza desta percepção depende, em grande medida, do nível de desenvolvimento da consciência que percebe.

O nível de desenvolvimento se mede pela capacidade que a consciência tem de potencializar aquelas atitudes impessoais, desapegadas ou altruístas em detrimento das mais pessoais, apegadas ou egoístas.






Os três níveis do horóscopo

Astrologicamente falando, este processo psicológico tem seu reflexo no horóscopo como:

- As 12 constelações são o reflexo no horóscopo das energias ou novas realidades que chegam do universo, novas que, para serem bem percebidas, devem ter, por parte da consciência receptora, desapego e impessoalidade.

- O significado do signo ascendente com seu regente esotérico, e em menor medida, o do signo solar e seu regente exotérico, como aquele tipo de compreensão que permite a aquisição de maior impessoalidade e desapego.

A qualidade do signo ascendente é o aspecto mediador, aquele tipo de significado que, em determinada vida, a consciência necessita praticar para sua correta evolução, daí sua importância.

- Os planetas e sua posição por casas e aspectos (sextil, quadratura, etc.) como a força que mantém sujeita a consciência na matéria, sujeição ou apego que em si mesmo oculta a dificuldade ou crise que em toda consciência evoluída é compreendida como a oportunidade criadora da “divina necessidade”*.

....

Nem fora nem dentro está a união, mas sim na inter-relação que permite a diminuição do aspecto material graças ao reconhecimento do aspecto espiritual.




*Podemos entender por “divina necessidade” como aquelas forças básicas que, uma vez que tenham sido reajustadas e redirigidas pelos princípios e valores mais espirituais, são o combustível capaz de manter a constante “visão” (motivação purificada) no sempre “difícil” caminho de todo aspirante espiritual.

David C.M. ( logos.astrologiaesoterica@gmail.com )

domingo, 13 de setembro de 2015

Os Planetas para a Astrologia Esotérica








A Consciência e os Planetas

Para a astrologia esotérica, o significado dos planetas e, portanto, seu tipo de influência, depende do tipo de consciência que deve gerir sua energia. Isto é, o poder de um planeta não é fixo, porque sua influência está condicionada à consciência em constante evolução.
Neste sentido, podemos dizer que o poder espiritual que flui através de um planeta tem relação direta com o nível espiritual que atesoura a consciência que reflete as suas energias.

Dito de outra forma, a utilidade de um bom livro ou uma grande ideia dependem, em grande medida, da consciência que lê, interpreta, assume e aplica em sua vida cotidiana referido livro ou ideia.




Alma – Personalidade

Este artigo se desenvolve inspirado nas duas linhas de força principais que afluem à consciência de um ser humano de “tipo médio”, em que a força mais pessoal, (instintiva-egoísta-materialista), se entremescla com a força da alma (intuitiva-abrangente-sacrificada). .

Devido à suma importância que têm estes dois aspectos em nossa consciência, as diferentes características espirituais ou materiais dos planetas que são descritas a seguir devem ser interpretadas com seu devido cuidado, flexibilidade, imaginação, honestidade, bom senso e raciocínio inclusivo.

Transmutar ou transcender o poder exotérico ou significado tradicional de um planeta para seu significado mais esotérico só é possível alcançar adquirindo consciência de Alma através do esforço de "seguir no caminho" com  da prática da meditação, da autorreflexão, da disciplina dos corpos inferiores, da inofensividade e do correto serviço, atitudes que permitem pouco a pouco perceber, compreender e utilizar o aspecto mais espiritual de um planeta frente a seu aspecto mais evidente ou materialista

Não se trata de controlar ou inibir o poder ativo-material de um planeta, mas sim de evoluir (adquirir experiência e consciência) através dele para assim compreender a possível qualidade-utilidade esotérica que seu poder exotérico encobre. Como já sabemos, o significado maior sempre inclui o menor.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Os 4 elementos no ser humano



                         

Os 4 elementos no ser humano

Os quatro elementos (terra, água, fogo, ar) simbolizam os 4 “estados” principais na consciência do ser humano, para que, combinando-os, este possa adquirir a necessária experiência – compreensão tanto de si mesmo como das suas circunstâncias.


A terra é a realidade objetiva, a matéria, externa e vital.


A água é a emoção nutritiva, o sentimiento, a motivação.


O fogo é o poder da mente, a "luz" que purifica e rege.


O ar é a intuição, a sutil e divina inspiração, a síntese.


terça-feira, 8 de abril de 2014

Aceitação (Júpiter – Vênus – Netuno)










Introdução

Os textos espirituais utilizam muito a palavra aceitação, como o passo prévio para poder aprofundar com maior eficácia a autoconsciência e seu posterior reflexo nas experiências da vida.

Neste artigo vamos a procurar aprofundar referido conceito, tentando relacionar seus aspectos mais psicológicos com suas diferentes expressões astrológicas.



Júpiter – Vênus – Netuno

Estes três planetas, sagrados, presidem em um horóscopo tudo que se relaciona com o atributo-qualidade das nossas emoções. Eles são os encarregados de dar “cor” à nossa emoção, eles a sensibilizam e idealizam (Netuno), a fazem generosa e includente (Júpiter), e a harmonizam gerando beleza (Vênus).

Os aspectos mais básicos da nossa personalidade, (Lua – Marte), são nutridos e motivados por esses três, condicionando e enriquecendo assim, através das muitas vidas, nossa sensibilidade, desejos, aspirações e valores.

As qualidades sagradas destes 3 planetas são o que oferece profundeza à emoção lunar, e ao agressivo desejo marcial, convertendo estas 2 forças mais básicas em algo cada vez mais “nobre” (mais receptivo e menos agressivo).


  • Júpiter (Raio II): mostra a expansão do Amor, seu cumprimento por generosidade e compreensão includente.
  • Vênus (Raio V): está no centro, relacionando com sua Luz mental as dualidades, e expressando com sua sabedoria a beleza na forma.
  • Netuno (Raio VI): é a base, o plexo solar onde o poder motivador é gerado. A imaginação criadora que gera o sentimento idealizado, antessala da ação.


sábado, 22 de fevereiro de 2014

URANO-LUA (Astrologia de aspectos)






URANO (mente cosmica) - LUA (inteligência da matéria)

Neste artigo vamos aprofundar astrologicamente a linha reflexiva do seguinte texto, exposto no artigo anterior: “regente esotérico de Aquário”, na parte final do parágrafo “Regentes”.

Texto:

“Aqui chegados, Urano é capaz de dar o melhor de si, desvelando, através das formas lunaresbásicas, as autênticas verdades do “Mistério da Vida”.


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Dualidades e Triplicidades






Dualidades e Triplicidades


Falar de Astrologia sem falar das leis que regem o Universo é o mesmo que falar do nosso corpo sem nunca ter estudado anatomia. Para além disso, se pretendemos que esta disciplina milenar não sendo considerada ciência pela comunidade científica (e com razão porque ela ainda não o é tal como é estudada e apresentada pelos astrólogos) venha de facto a ser a rainha das ciências no futuro, temos todos que começar por uma nova abordagem a este problema.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Nova Astrologia (2 parte)

               


                      
Nova Astrologia 2ª parte: 

“níveis de consciência”


Como dissemos no capitulo anterior, antes de afrontar a interpretação de uma carta natal, todo bom astrólogo deve refletir sobre o nível evolutivo do dono da carta. Isto se pode fazer de várias formas, mas a mais aconselhável é um encontro objetivo e pessoal com a pessoa a tratar.

Também é preciso dizer que o nível evolutivo do astrólogo é muito importante, mas neste caso damos por assentado que todo astrólogo que sente atração e interesse pela “astrologia da Alma” demonstra que deu um passo no caminho.

sábado, 31 de março de 2012

Nova Astrologia (1 parte)




A Nova Astrologia 1 parte: 

“Necessidade de Síntese”


A astrologia, como toda ciência, está sempre em evolução, e este Caminho está marcado pela evolução da consciência da humanidade.

É evidente que a consciência humana sofreu e está sofrendo fortes mudanças desde a chegada da “modernidade” (150 anos), e com ela a abertura e chegada ao grande público de todo tipo de informação até há pouco considerada secreta ou extravagante.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Aquário - Novos Tempos



Novos Tempos (a entrante era de Aquário)

Já faz muito tempo que se está falando e refletindo sobre a chegada da nova Era de Aquário, há todo tipo de “especulações” e premonições que dão a entender que estamos em pleno processo da tão ansiada chegada.

Por outro lado, astrologicamente é um processo lento, como corresponde à entrada de uma nova era de 2160 anos; mas há que se observar que atualmente há uma mudança importante de signo dos chamados três planetas interpessoais, os quais afetam a Alma das pessoas sensíveis e os passos evolutivos que a raça humana deve enfrentar.

De forma muito sintetizada poderíamos dizer que as três influências são as seguintes:

  • Plutão em Capricórnio: Transformação e drenagem de todo tipo de processo cármico. Purificação para enfrentar novas situações. O que deixou de servir ou está cristalizado deve “morrer” para dar espaço ao novo.

  • Urano em Áries é um movimento que nos fala desta novidade. Urano é o regente hierárquico de Áries, o signo das ideias, do primeiro impulso que nos faz avançar, sendo a entrada de Urano neste signo, assim, o símbolo do princípio de um novo ciclo ou da chegada de novas e poderosas atitudes de Vida.

  • Netuno em Peixes: Esta “formosa” influência dá a entender que a humanidade deverá passar por novos processos nos quais adquirirá uma nova sensibilidade. Para dizer de forma estrita, teremos de aprender a diferenciar entre sensibilidade sentimental e sensibilidade psíquica autêntica. A emoção é uma força inestimável para o homem, sempre e quando esteja relacionada com uma necessidade real e não um desejo egoísta.

Estas novas propostas energéticas, se a humanidade for capaz de compreendê-las adequadamente, serão a base firme que levarão o Homem-Mulher à mudança gradual da quarta dimensão (astral) à quinta (mental).

Esta mudança é um processo natural que a raça humana deve dar, já que é obrigação evolutiva aprender a “sentir” e servir com as grandes possibilidades do quinto princípio mental (raça ária), e ir deixando em um segundo lugar as forças mais emocional-astrais do quarto.


As perguntas que podemos fazer em relação ao que se diz que vai ocorrer ou que está ocorrendo na atualidade, são muitas:

Para quando é a chegada da Hierarquia e do Cristo na Terra? – Estamos realmente preparados para isso? - Que papel os países devem exercer? - Como a humanidade pode utilizar o dinheiro de forma mais adequada? - Até que ponto são reais todas as notícias que falam de grandes catástrofes vindas do mar como símbolo de purificação? - Que grau de influência tem a atitude do homem sobre os acontecimentos que estão ocorrendo ou dizem que ocorrerão? 

Enfim, como vemos as interrogações podem ser muitas, mas é preciso entender que quando os processos envolvem todo o planeta Terra, o Ser individual é incapaz de abarcar sua compreensão e, portanto, a melhor atitude que podemos adotar é a de saber morar a todo momento no silêncio do coração, lugar que nos oferece sempre o primeiro passo ou intuição a dar para podermos pensar com clareza e, assim, estarmos em harmonia com nosso ambiente e com nosso interior.


Para concluir e seguindo a tônica dos últimos artigos, expomos um claro comentário feito pelo Mestre Tibetano por volta do ano 1940, e que pensamos ter uma grande vigência na atualidade:

O chamado para salvar o mundo foi emitido e atualmente estão sendo reunidos os discípulos em todo o mundo. Não se trata de uma reunião no plano físico, mas de um profundo acontecimento subjetivo. Cada um dos Maestros emite o chamado e muitos discípulos probacionários, embora estejam nos pontos mais afastados, na periferia da influência do Mestre, respondem ansiosamente; seus motivos, em geral, são confusos, e sua resposta muitas vezes está energizada pelo desejo de progresso e engrandecimento pessoais. Neste momento particular complicam grandemente o chamado para servir, mas as suas distorções trazem o cumprimento da profecia do Novo Testamento de que (no final da era) haverá muita deformação da verdade, com relação à difusão da consciência crística e do retorno do Cristo ou a "Segunda Vinda".


Como diz o Cristo sobre a Sua vinda em Mateus, capítulos 24-25:

“Estai atentos, pois não sabeis nem o dia nem a hora em que o Filho do Homem haverá de vir”






quinta-feira, 14 de julho de 2011

Saturno, a Oportunidade





 Saturno, a Oportunidade

Seguindo a linha de procurar dar uma definição clara sobre os pontos-chave de uma carta astral, oferecemos agora o que consideramos ser uma das definições mais compreensíveis dadas pelo Mestre Tibetano a Alice Bailey sobre a função de Saturno.

É preciso levar em conta que para que um ser humano interprete a dificuldade como uma oportunidade, antes este ser deve iniciar o Caminho de retorno ao Pai. Este Caminho começa quando o homem começa a ficar cansado do afã de empreender ações em busca de “algo”, e pouco a pouco e com esforço, aprende a capacidade de transmutar a intensidade de uma ação em uma virtude, que mostra a cor da Alma e sua capacidade de serviço.

Não é tanto realizar uma ação por um impulso “cego”, mas pela sensibilidade (consciência) que obtemos ao compreender e aceitar o outro.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ciclos de evolução consciente


 Ricardo Georgini


A vida humana, como todas as outras, é parte integrante de uma Vida maior; mas, para a vida humana, a integração nesta Vida maior pode e deve ser consciente, voluntária e inteligente. O ser humano pode aperceber-se da totalidade que ele integra, pode compreender o papel que a sua pequena vida desempenha nesta totalidade e escolher colocar-se a serviço deste todo maior. O propósito essencial da Astrologia é auxiliá-lo a fazer isso.

Na Astrologia Esotérica, todas as formas tangíveis são consideradas como expressões concretas de energias mais sutis. Assim, por trás do corpo físico de cada ser humano, existem aquelas energias emocionais, mentais e espirituais que fazem dele o que ele é. Este seu campo energético individual não está isolado, mas é parte integrante do campo energético unificado da humanidade, e o campo energético da humanidade é parte do campo energético do planeta.

Os campos energéticos dos planetas e das estrelas estão inter-relacionados, e tais relações se dão através de fluxos de energia. A Astrologia é a ciência das relações entre estes grandes Seres ou Vidas conscientes que chamamos de planetas, estrelas e constelações. Estas relações são tão reais e efetivas quanto qualquer relação entre seres humanos. Toda pessoa está continuamente irradiando energias e, assim, emanando aquilo que ela é e aquilo que ela pensa e sente. Deste modo, ela influencia o seu ambiente e aqueles com quem entra em contato. O mesmo acontece com os grandes Seres que chamamos de astros, e assim eles influenciam-se mutuamente e, em consequência, influenciam também os seres menores existentes dentro deles.

As relações entre estas grandes Vidas são bastante estáveis, regulares e cíclicas; são marcadas pelas suas posições espaciais e alinhamentos mútuos, dependendo, portanto, de suas órbitas.. O que a Astrologia estuda, por conseguinte, são as relações ou alinhamentos cíclicos entre a Terra e os demais astros, e quais são as energias que, em consequência, circulam pelo nosso planeta, afetando a humanidade. Deste modo, a Astrologia pode ser entendida como a ciência dos ciclos ou dos fluxos e refluxos cíclicos de energia.

O principal ciclo que influencia a humanidade diz respeito ao alinhamento entre a Terra, o Sol e as constelações zodiacais. (O Zodíaco é como um cinturão de doze constelações ou agrupamentos de estrelas que circundam o Sistema Solar e estão especialmente relacionados com ele). Este ciclo tem duração de um ano e inicia-se no equinócio de primavera no Hemisfério Norte, todo dia 20 de março, quando o Sol se alinha com a primeira constelação ou signo zodiacal: Áries. O Sol permanece alinhado com cada signo por cerca de um mês, e, durante tal período, a energia daquele signo circula abundantemente pelo nosso planeta.

Portanto, cada mês astrológico (que não coincide com os meses do Calendário Gregoriano) é influenciado por um signo do Zodíaco, que lhe dá a sua tônica energética e indica qual tipo de experiências a humanidade tende a ter, qual tipo de aprendizado fica favorecido e qual tipo de ação criativa é naturalmente promovido naquele mês.. Na verdade, o alinhamento mensal entre a Terra, o Sol e uma das constelações zodiacais aponta-nos qual é a qualidade específica que a grande Vida planetária está procurando desenvolver, durante aquele período, através de nós. A Astrologia Esotérica nos ajuda a compreender isso e oferecer a nossa cooperação consciente aos propósitos desta Vida maior.

Nos próximos meses, esta coluna do JORNALZEN abordará cada um dos signos zodiacais, procurando indicar como podemos aproveitar as suas energias para o desenvolvimento da consciência.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Os Sete Raios no indivíduo e a astrologia




 

7 RAIOS

De acordo os ensinamentos esotéricos, os sete raios são a base de toda a manifestação. Em geral pensamos em um sentido objetivo, mas o realmente interessante é fazê-lo de uma ótica interna. Vejamos de que maneira podemos esclarecer sobre o tema.

Antes de tudo é importante ter a reflexão de que os raios são Vidas e, em consequência, quando os estudamos não estamos frente a um conhecimento morto, mas frente a Propósitos em ação. Cada raio tem um sentido, um impulso que se desenvolve e imprime sua nota em cada aspecto de sua manifestação; um raio se expressa em cada nível de consciência ou plano para cumprir um determinado fim: seu objetivo de raio, o qual se entrelaçará inevitavelmente com a finalidade de raio das suas Vidas irmãs, sob o impulso causal de uma entidade ainda superior que usa todos como agentes.

Esotericamente, afirma-se que isto é válido desde as partículas subatômicas e o diminuto átomo, passando pelo homem e sua alma, até um planeta e seu sistema solar, ou este e as grandes constelações. Em todos os casos será possível rastrear energia em ação, uma energia que cumprirá um propósito e que, conforme se avança na abstração, se revelará como uma parte de outra corrente de consciência ainda mais ampla, mas sempre com um sentido próximo ao nosso coração, pois de uma maneira misteriosa formamos parte dele.

Pode-se dizer que essas energias seguem um padrão de desenvolvimento inteligente, e essa forma de expressão é a astrologia esotérica, que descreve como tais energias se manifestam no tempo. Ambos os aspectos possuem uma estreita relação e, antes de levantar uma carta natal, seria muito útil saber a que raios pertence a pessoa, sendo este conhecimento preliminar para uma boa interpretação. Desse processo de descobrimento nos ocuparemos a seguir aqui, em general, e oportunamente com detalhes sobre cada um dos sete raios.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Vidas Dentro de Vidas




Todo ser é parte integrante de um ser maior, que por sua vez é parte integrante de um ser ainda maior.

Um ser humano é parte da humanidade; a humanidade é parte do planeta Terra; a Terra, do Sistema Solar; e este, do Cosmo. Este é um dos fundamentos da Astrologia — um conceito bastante simples, mas com implicações tão amplas e profundas que a sua compreensão pode levar-nos a penetrar no próprio mistério da vida.

Infelizmente, aquilo que popularmente é conhecido como Astrologia acha-se muito desvirtuado e afastado do seu propósito original. No imaginário das pessoas, a Astrologia está associada a previsões deterministas sobre questões relativamente efêmeras. E mesmo os astrólogos mais sérios, geralmente, mantêm um enfoque nos indivíduos e nas suas histórias individuais. Contudo, a Astrologia deveria convidar o indivíduo a abrir-se para a totalidade da qual é parte, e não mantê-lo interessado exclusivamente em si mesmo. Por isso esta coluna se chama “Astrologia da Alma”, propondo um enfoque no autoconhecimento e na autotransformação, na expansão da consciência, no serviço altruísta e na integração do indivíduo dentro do todo maior. Esta abordagem também é chamada de Astrologia Esotérica, mas é preciso esclarecer o que é Esoterismo.

Esoterismo não tem nada a ver com qualquer tipo de superstição ou credulidade. Muito pelo contrário. O Esoterismo é uma ciência que estuda as energias sutis que se encontram “por trás” ou “no interior” de todas as formas tangíveis e visíveis. Tais energias sutis e internas são a causa oculta da existência das formas, e também o seu fator condicionante. A ciência convencional já nos revelou o fato de que tudo é energia, de um ou de outro modo. Este jornal é um agregado de energia, o corpo humano é um agregado de energias. A ciência esotérica postula a existência de energias muitíssimo mais sutis do que as reconhecidas pela ciência comum — energias que podem ser classificadas como energias emocionais, energias mentais e energias espirituais. Assim, as emoções que sentimos e os pensamentos que formulamos são a maneira como experimentamos essas energias emocionais e mentais. E a alma humana é um núcleo ou centro de energia espiritual.

Na Astrologia Esotérica, os astros são considerados como corpos de energias — energias físicas, emocionais, mentais e espirituais. Assim, tal como por trás de um corpo humano, encontram-se aquelas energias emocionais, mentais e espirituais que fazem daquele indivíduo um ser consciente, também por trás do corpo tangível do nosso planeta, existem aquelas energias sutis que o caracterizam como uma grandiosa Consciência, Entidade ou Vida. No interior desta enorme Vida Consciente, todos existimos, como células no interior de um organismo. Mas disto não nos apercebemos normalmente, e permanecemos como formigas andando sobre um elefante, incapazes de distingui-lo de uma rocha inanimada.

Portanto, planetas, estrelas e constelações são grandes Entidades ou Vidas Conscientes. Estas Vidas interagem e influenciam-se mutuamente, e assim afetam as vidas menores existentes dentro delas. A Astrologia é a ciência das relações — relações entre essas excelsas Vidas, e relações das pequenas vidas humanas com estas Vidas maiores.

O tema fundamental da Astrologia é a integração consciente do ser humano na totalidade da qual ele é parte, é a sua participação inteligente como uma pequena vida no interior de Vidas maiores.

Ricardo Georgini

sábado, 16 de janeiro de 2010

Nossa relação com os astros



A astrologia e as energias:
                                      As reflexões a seguir valem tanto para o astrólogo como para a pessoa espiritual que, de alguma maneira, guarda em sua consciência um espaço para a relação com as energias provenientes dos planetas, os signos e as estrelas. As duas formas clássicas de contato são o aprofundamento do conhecimento sobre o signo solar que, paulatinamente, deve ceder lugar ao Ascendente, e as meditações de plenilúnio ou, inclusive, lua nova, segundo o Tibetano, a base da futura religião mundial.

O que nos interessa destacar são extensões de dois famosos axiomas ocultos: “a energia segue o pensamento”, e “como um homem pensa em seu coração, assim ele é”. Em ambos os casos temos a síntese da atitude que deveria presidir a nossa interação com os astros.

Sabemos pela teoria esotérica que tudo no universo é energia, e essa energia é classificada em sete, os sete raios de energia espiritual. Esses raios são manifestados mediante estrelas, signos e planetas, entre eles os do nosso sistema solar, e sua energia faz de nós o que somos e seremos; nesse processo de desenvolvimento realizamos um “Plano” de vida de forma mais o menos consciente e, à medida que a evolução avança, descobre-se que é possível ser um reflexo individual consciente das qualidades e da potência do Macrocosmos, o que acelera nosso progresso ao mesmo tempo que complementa a intenção do Mestre ao qual assistimos como grupo ashrâmico, sendo a atividade deste Mestre uma extensão formulada no tempo da Vontade Divina.

O progresso pelos estados de consciência que caracterizam cada degrau da escala espiritual implica na colocação à nossa disposição de uma quantidade e qualidade determinadas de energia, mediante as quais desenvolvemos aquilo que cremos mais conveniente, mas, em todos os casos (do discipulado), o processo implica em “se deter” na apreciação de uma necessidade, na invocação de energia ou força e na evocação de uma solução, com a consequente inundação do ponto com a energia ou força invocadas. Isto repercutirá na futura evolução das formas e consciências colocadas sob a nossa responsabilidade cármica.

Todo esse desenvolvimento pode ser explicado com uma linguagem astrológica, que não seria senão outra maneira de expressar as verdades espirituais e que vem complementar o panorama conhecido acerca dessas dinâmicas de desenvolvimento, com o acréscimo de que, ao conhecê-las, é possível “baixar à Terra” o que já existe subjetivamente, aumentando a potência das energias na consciência diurna dos homens. Claro que isso requer uma cuidadosa e pura construção, e daí a dificuldade da astrologia esotérica, que até esse momento “permanecerá protegida nas alturas de sua pureza búdica”, para dizê-lo simbolicamente.

Os astros, a energia e o Plano:
                                             Seguindo com o anterior, podemos dizer que, a fim de desenvolver o Plano, os Mestres captam o Propósito e o desenvolvem no espaço, fazendo-se evidente que, para sua materialização, serão necessários certos tipos de energia e não outros, como também determinadas proporções de energia. Isso põe em ação um processo invocador, o qual se manifestará na Terra de acordo com a amplitude do ponto de tensão produzido pela humanidade, e essa invocação resultará na presença das energias vertidas pelas distintas estrelas, signos e planetas. Sua irradiação total seguramente é muito superior àquela que conhecemos, pois não somos capazes de captar mais que o que nosso cântaro permite, mas em todo caso somos responsáveis somente pelo que conhecemos.

Em nível individual ocorre o mesmo; aqui convém assinalar que a construção do ponto de tensão que nos concerne como aspirantes ou discípulos se realiza com matéria mental, isto é, com o poder do pensamento. Aqui entram em jogo os dois axiomas já citados, posto que a captação e a possibilidade de desempenhar uma parte comprometida no Plano do Mestre tem a ver diretamente com a amplitude da nossa consciência.

Aqueles que estão relacionados com a astrologia na maneira já indicada não captam em si mais energia do que aqueles que não estão, mas sem dúvida têm mais responsabilidade e sobretudo maior oportunidade; o conhecimento sempre acarreta responsabilidade e, no caso de ser usado erroneamente, sepulta o discípulo sob uma montanha de formas mentais incompreendidas, demasiado “pesadas” para ele. É a oportunidade de buscar ativamente um significado com as relações traçadas na consciência e assim esclarecer no plano mental uma parte do Plano para a humanidade e também os reinos animal, vegetal e mineral, pelos quais somos responsáveis.


A oportunidade de colaborar e progredir junto aos astros:
                                                                                     De que maneira aproveitar o nosso conhecimento sobre os astros? Em princípio não interpretando desde a forma, mas desde a consciência; a linguagem astrológica é a linguagem da Vida e da consciência expressas através da forma. Sempre é possível obter um significado profundo dos temas que nos são apresentados, e nessa compreensão estamos estendendo um pequeno fio de luz entre o signo, etc., refletindo e nossa própria consciência. Isso implica em uma pequena revelação de luz no mundo e um canal para a afluência de mais energia no futuro. Nesse sentido a astrologia é um campo de oportunidades para a reflexão, algo que também não é tão fácil de encontrar hoje em dia. Reflete a oportunidade de prover material para expandir o Plano e, assim, a nossa consciência

Outro aspecto a observar é a nossa atitude de abordagem, que naturalmente estará matizada pela nossa evolução particular. Quando lemos acerca do signo do plenilúnio, o fazemos com o desejo de ver “que podemos extrair” para nós? Nesse caso a intenção é em última instancia estrita, e isso curiosamente evocará forças de potência moderada, que a longo prazo atrasarão a nossa evolução, deturpando o que buscávamos de início.

Uma atitude a cultivar é, portanto, a de colaboração mental, a de “estabilizar luminosamente” a nossa compreensão e, assim, compartilhá-la graças â não separatividade. Isso misteriosamente entrelaçará a nossa consciência com os planos superiores de uma maneira surpreendente e mais estreita, possibilitando uma maior revelação no futuro. A chave neste caso é a sinceridade, o altruísmo e a pureza de intenção, que sempre são as chaves para o avançar no Caminho.

O contacto alcançado através do significado astrológico constitui uma definida forma de serviço, porque assenta bases espirituais para a exteriorização dos planos internos nos três mundos. Com o tempo, o correto pensar orientado compreensivamente para o superior incrementa a vibração dos veículos do discípulo, o que lhe permite ser mais consciente da intenção enfocada por meio do seu Ashram e, portanto, colaborar com mais amplitude e fogo no desenvolvimento do Plano que abarca a sua carta natal e a dos seus condiscípulos, assim como relações astrológicas muito maiores (entre Ashrams, reinos, Vidas planetárias) que ainda desconhecemos.

domingo, 10 de janeiro de 2010

A base para interpretar esotericamente um mapa natal: Ascendente e nível de desenvolvimento espiritual


O marco e a orientação do astrólogo
                                                          
A astrologia esotérica não nega os postulados da astrologia convencional, antes, os amplia ou, melhor dizendo, nutre-os com maior significado. Em nível psicológico, seria possível dizer que a astrologia comum opera com alta eficiência na interpretação do que ocorre com um sujeito nos seus níveis físico, emocional e mental, ou seja, até alcançar a integração da personalidade.

Contudo, a experiência nos demonstra que a evolução continua, e que cada vez é maior o número de pessoas às quais as respostas que a astrologia comum proporciona não parecem ser suficientes ou carregadas de conteúdo, e é aí onde surge a astrologia esotérica.

Neste sentido, o esotérico tem a ver com a consciência, assim como o exotérico com a forma e o divino com a Vida, embora, neste último caso, estejamos falando de um nível iniciático, no âmbito geral alheio a uma consulta astrológica.

A astrologia esotérica possui, então, um método e uma base teórica apropriados para proporcionar as respostas em nível da alma, e deve, pois, complementar o que possa dizer a astrologia comum, que embora investigando significados espirituais, muitas vezes carece da amplitude e toque de “presença” de um enfoque esotérico.