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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

A fusão Capricórnio - Câncer

Este artigo é apresentado em formato de entrevista



O Caminho de Capricórnio para

Integrar Câncer

Astrologicamente falando, a expressão espiritual da personalidade está escrita na relação que o signo solar mantém com seu signo oposto; quanto maior a integração de ambos, melhor será sua expressão.

Como essa integração deve ser realizada depende da Alma refletida nos significados do Signo Ascendente e de seu Regente Esotérico.

Portanto, depende não apenas dos significados do signo Ascendente e de seu regente esotérico, como também de um segundo signo chamado "o signo intermediário".

Nas palavras do Mestre Tibetano, os significados desse signo "marcam o período intermediário de relação, antes da culminação, entre o signo solar e seu oposto ou complementar".

No artigo de hoje, vamos focar nossa atenção no signo solar de Capricórnio, seu complementar em Câncer e intermediário em Escorpião.

Mas, David, antes de falar sobre a relaçãõ Capricórnio Escorpião que nos cabe hoje, você poderia comentar algo sobre o símbolo que expressa Capricórnio?

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

René Descartes - Astrologia Esotérica


RENÉ DESCARTES

Todos os especialistas concordam com que o filósofo francês René Descartes é uma figura-chave no desenvolvimento do pensamento moderno. Suas abordagens inauguraram a Idade da Razão, promoveram o grande crescimento que o Humanismo, a Ciência e a Psicologia tiveram até os nossos dias.

Sua máxima, "Penso, logo existo", permitiu-lhe romper com os dogmas sombrios e sufocantes da Idade Média, abrindo assim uma janela para a entrada de "novos ares".

sábado, 28 de dezembro de 2013

Regente esotérico CAPRICORNIO






Capricórnio

Capricórnio é como uma grande árvore velha e solitária, mas de grande nobreza e majestade. A solidão da grande árvore é necessária para que ela possa ser observada e expressa em plenitude. Ele fez um lugar para si, através do tempo, a constância e o respeito, um lugar onde a pessoa se sente acolhida e, na solidão interna, é possível pressentir a grandeza do seu amor.

A energia de Capricórnio nos mostra o poder que a nobreza da terra oculta. Em Touro, o desejo iluminado dirige a consciência para o coração da matéria, Virgem, onde o amor é nutrido para que, finalmente, a sua grandeza possa ser materializada em Capricórnio.

A aquisição da autoconsciência e o intenso poder que ela expressa são conquistados através de Leão-Escorpião, mas a culminação desta aquisição, o indivíduo único capaz de materializar esta brilhante autoconsciência como propósito espiritual e serviço humanitário, alcança-se em Capricórnio.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Capricórnio: subindo a montanha da iniciação

Martín Dieser

 Uma vez mais entramos sob a potente influência de Capricórnio, que proporcionará, não somente àqueles que têm o Sol ou o Ascendente nele, mas a todos os sensíveis à iniciação, a qualidade que atrairá na direção da luz e permitirá deixar para trás os impedimentos para sua livre afluência.
É um período propício para refletir sobre o esforço e a natureza da personalidade, sobre os êxitos mundanos e os espirituais, combinados na iniciação. Normalmente se crê que a iniciação é alcançada mediante a disciplina e o trabalho árduo na frente interna, através dos sacrifícios e do firme seguimento de uma meta. E assim é de uma dada perspectiva, mas não de outra: quem se preocupa em “chegar” é a personalidade, que tem como um dos seus principais objetivos o de se consagrar à alma e à vida espiritual; essa grande reorientação é consolidada mediante a influência de Sagitário. A alma não se esforça dessa maneira, a alma é clareza, segurança, magnetismo, ritmo, mas não esforço; sob Capricórnio é oportuno se aperceber dessa diferença.
Tendo chegado a um certo ponto, a personalidade se torna um obstáculo, porque sua própria natureza não é consciência, é forma; o eu inferior, de alguma maneira, tentará “reter” a energia da alma, a fim de continuar elevando sua vibração com sutil egoísmo. Uma das lições mais interessantes que traz o período regido por Capricórnio tem a ver com a energia vertida através de Saturno, que rege o signo tanto em nível da personalidade como da alma. Saturno limita, conformando o círculo-não-se-passa (simbolizado por seus famosos anéis) depois do qual somente chega um estado de consciência superior, e distinto em qualidade.
No primeiro nível de regência, de alcance pessoal, Saturno permite tomar consciência de que o grande obstáculo para a iniciação é, na realidade, o próprio eu demasiado sintonizado com os mundos superiores, o que é correto até precisamente ter que transpor os portais de consciência, em direção a dimensões mais amplas. É proveitoso entender não apenas em nível intelectual, como também de maneira vivencial, que a personalidade é o Morador no Umbral, e que necessariamente deve se produzir uma transferência de identidade a fim de se conectar com energias mais elevadas, mudança que não desatende nem omite a personalidade, mas que a coloca em seu lugar ante a vastidão do mundo que nos rodeia, cuja essência é encarnada pela alma. A personalidade identificada com o superior não é o superior; chave simples e complexa ao mesmo tempo.
Mais sutilmente, Saturno também contribui com limitação para a alma radiante, que já integrada com a alma deve aprender a silenciar-se a fim de deixar espaço para a Mônada.
Este relacionamento superior nos conduz ao tema da luz, simbolizado pelo lema esotérico “estou perdido na luz suprema e a essa luz dou as costas” O que é a luz suprema? Qual é o tipo de experiência a que faz referência o lema esotérico? Curiosamente, cabe realizar duas interpretações do “estou perdido na luz suprema e a essa luz dou as costas”. Em princípio poderia se dizer que a entrada em estados superiores de consciência implica em mais desapego, mas, paralelamente, mais compromisso, mais energia à disposição e um maior poder condicionante, fruto de uma vinculação mais estreita com o Ashram e o Mestre, com cuja energia haja afinidade. Isso faz com que a percepção da luz, longe de evocar apego à mesma, também revela o grau de sofrimento e de escuridão do mundo que rodeia o discípulo e, assim, evoca seu coração e seu serviço. Não se trata de uma questão afetiva (embora geralmente também o seja) mas sim magnética; a percepção da escuridão imediatamente é complementada pela luz, e os discípulos em contato com a alma são eminentemente os portadores de Luz e Amor.
E de outro ângulo, a “luz suprema” não é a da alma, é aquela que alguns autores chamam de “a luz escura”, um ponto negro sem dimensão no espaço ou no tempo, que atrai o discípulo fusionado com a alma e o impulsiona a revelar, do mais próximo de si, a Vida que está mais além da luz da alma. A essa luz se termina dando as costas, porque seu Mandato é se exteriorizar e demonstrar o Poder de Deus e sua Unidade em todos os planos.
Este vínculo entre alma e Mônada se enlaça com o mistério do Leão e do Unicórnio a que o livro Astrologia Esotérica faz referência, no qual vincula tais animais, respectivamente, com os signos de Leo (Leão) e de Capricórnio. Diz-se que existe uma relação muito especial entre ambos; parte da resposta poderia estar em que Leo representa a consciência em sua consolidação, enquanto que Capricórnio é a síntese da mesma; quando a Mônada se faz presente atravessa o coração do Leão, porque toca diretamente a personalidade, e irrompe com todo seu poder, o poder da Vontade de Deus, impelindo a forma à evolução e atravessando a consciência como o chifre único, unidirecional e enfocado, do Unicórnio, o ponto da Vida Una.
Outro fenômeno interessante de Capricórnio tem a ver com seus raios: há várias energias que fluem através do signo, aportando-lhe a qualidade terrena e elevada ao mesmo tempo. São os raios 1º, Vontade ou Poder; 3º, Inteligência Ativa; 5º, Mente Concreta e 7º, Ordem Cerimonial e Magia.
Observa-se que os raios 3º e 5º são próprios de Saturno e Vênus, respectivamente, que são os regentes do signo e, como analogia, seus veículos de expressão. Por outro lado, existe uma relação muito especial entre os raios 1º e 7º; entre ambos são conformados o princípio e o fim de um ciclo energético, e quando combinados, criam uma conexão direta entre “o céu e a Terra”, o que acarreta uma realização sintética e oniabrangente do processo evolutivo, uma nota que está mais além da soma deles. Esta qualidade sintética tem a ver com a iniciação, qualquer que seja aquela que cada um tenha pela frente, e subjetivamente essa qualidade capricorniana é a que permite a (sempre relativa) perfeição.
Assim, facilita-se um importante trabalho mental graças ao influxo dos raios 3º e 5º, possibilitando a consolidação no nível mental (o quinto plano) que é onde mora a alma; o terceiro plano é também o átmico, onde mora o veículo monádico, em uma volta superior da espiral. De uma forma misteriosa é este conjunto de energias que permite o aprisionamento, a morte e, afinal, a iniciação.
É que a iniciação tem muito a ver com a morte, com o deixar para trás dimensões da consciência, quer se trate da “escuridão física”, das emoções ou da mente. É necessário um grau de cristalização que aprisione à vida interna e permita se aperceber do grau de isolamento, de separatividade, de debilidade em que se vive, a fim de invocar a energia superior que trará a liberação das limitações. Esse fator cristalizante tem muito a ver com Capricórnio.
Vale então refletir, especialmente no período de plenilúnio, mas durante todo o mês, acerca do papel que Capricórnio exerce na vida da humanidade, na vida da alma; fazer o esforço para subir ao pico da montanha e descobrir que, na realidade, o que se necessita é de um fracasso, a fim de se sacudir as ataduras e deixar a consciência melhor alinhada entre o cume, o caminhante e o céu, ou a personalidade, a alma e a Mônada, encontrando o Uno ainda que por um instante.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Capricórnio: A iniciação da humanidade


Ricardo Georgini



Capricórnio é um signo de realização. Sua energia estimula o triunfo do espírito humano sobre todas as condições limitantes e circunstâncias adversas. Promove o pleno desabrochar de todo o potencial humano, prevalecendo sobre tudo o que pudesse abafá-lo ou aprisioná-lo. De 21 de dezembro deste ano a 19 de janeiro de 2011, as energias capricornianas ficarão especialmente ativas, convidando-nos a renovar nossos esforços para manifestar as nossas mais elevadas possibilidades.

Este décimo signo do Zodíaco representa a apoteose do humano. Capricórnio demonstra a capacidade humana de abrir caminho, fazer o seu destino, aproveitar as oportunidades, superar as dificuldades, transformar-se, recriar-se e persistir na direção de seu objetivo. É um signo de extremos, e produz ou o pior ou o melhor tipo de ser humano. As qualidades capricornianas podem expressar-se como mentalidade estritamente materialista, egoísmo exacerbado e fervorosa ambição por sucesso mundano. Ou como sabedoria, abnegação e consagração à evolução espiritual.

A realização é possível em Capricórnio devido ao grande dom deste signo: a disciplina. É o que faz a diferença e propicia a conquista, material ou espiritual. Envolve senso de prioridades, emprego de método e técnica apropriados, empenho constante, economia de tempo e de recursos, renúncia e capacidade de sacrificar o menor em favor do maior. Tantas vezes, os nossos propósitos maiores se perdem, ofuscados por questões menores e trivialidades. A disciplina nos permite colocar cada coisa em seu devido lugar e proporção, de modo que o menor não compita com o maior, mas seja, verdadeiramente, um degrau em sua direção.

Quando a disciplina é aplicada ao desenvolvimento espiritual, conduz finalmente ao que é chamado de iniciação. Uma iniciação é uma grande expansão de consciência, que marca um passo significativo no Caminho Espiritual. Cada iniciação produz uma maior medida de integração interna, psicológica. Como consequência, ocorre uma maior integração externa, com a humanidade, e o indivíduo se coloca mais e mais a serviço da coletividade. Cada iniciação é a entrada em um novo ciclo de experiência, desenvolvimento e serviço.

O processo de iniciação envolve um período de crise. Acontece quando o indivíduo chega a um ponto, em seu desenvolvimento, em que consegue esgotar todos os seus recursos disponíveis, tendo tirado o máximo proveito deles. Só então ele precisa de mais; só então ele merece mais. Nesse ponto, o indivíduo se confronta conscientemente com problemas que, por ora, ele não tem como resolver; ele dá o seu melhor, faz tudo o que está ao seu alcance, e no entanto, não é suficiente. Tal condição de impasse e crise é justamente o solo propício para o poder latente no indivíduo germinar. A crise invoca o espírito humano e extrai dele novas capacidades, antes dormentes. Este despertar do poder interno é a iniciação.

Atualmente, toda a humanidade está passando por um processo global de iniciação. A generalizada crise mundial (social, política, econômica, religiosa e científica) indica que estamos prontos para um extraordinário passo adiante. Muitos dos problemas que confrontam a humanidade estão além da sua capacidade atual de solução, e por isto mesmo, estão fazendo despertar o seu potencial mais profundo. A iniciação da humanidade é iminente, e produzirá uma maior integração interna — entre seus diversos povos — e externa — com as outras formas de vida no planeta. Quando menos pensarmos, a humanidade nos surpreenderá com um desabrochar de sabedoria e amor que muitos de nós nem sequer imaginávamos.

Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br