Ricardo Georgini
A Astrologia é essencialmente a mais pura apresentação da verdade esotérica no mundo porque é a ciência que trata das forças e energias que condicionam, regem e atuam através do espaço, e sobre ele e tudo que neste se encontra.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Libra: escolher o bem
Ricardo Georgini
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Virgo, a divina humildade
O período regido pelas energias de Virgo tem muito a ver com a vida, tal como a conhecemos diariamente, porque este signo pertence à Cruz Mutável, aquele conjunto de forças que se expressam fundamentalmente através do centro criador planetário, a humanidade. Virgo é um signo terrestre, de atividade na matéria, e vem nos recordar o estreito laço que existe entre a consciência e o suporte sobre o qual ela se assenta e desenvolve, à medida que se avança no Caminho.
É que em Virgo a alma e a matéria se dão um abraço de amor criativo; por trás deste simbolismo estão os raios implicados, que são o 2º de Amor-Sabedoria, símbolo da alma compreensiva, e o 6º de Devoção e Idealismo, que (sendo um raio de atributo) vem representar a aspiração da matéria de ser como a alma, a receptividade ao divino e a esperança de glória. Tudo isto se dá na própria matéria, que graças à energia de Virgo floresce e revela a divindade interior; é por isso que o 3º raio de Atividade Inteligente é também expressão do signo, porque o amor da alma e a devoção da matéria produzem uma atividade que é a revelação crescente da luz: o processo evolutivo.
Tal como dizemos, cada um dos signos do Zodíaco forma parte do nosso ser, são energias que atravessam a nossa consciência e, assim, formamos parte da Vida Una, que as utiliza para desenvolver o Plano inteligente, e nós, em nossa pequena escala, as usamos também para honrar o compromisso assumido com a nossa alma como discípulos. Isso significa que em alguma dimensão do nosso presente se fará sentir a energia de Virgo, o que pode ser mais objetivo se o Sol ou o Ascendente se encontram em Virgo, mas em outro caso ser mais subjetivo e igualmente potente, e inclusive pertencer à aura de nações ou continentes dos quais sejamos parte.
Virgo é, como nenhum outro, o signo da cegueira, mas isto tem um matiz no caso das pessoas espirituais: através da sua influência se experimenta a submersão na matéria, mas como o signo anterior é Leo, o da autoconsciência, a experiência de Virgo não é totalmente cega; o ser foi atraído para o inferior mas guarda a recordação da luz vista em Leo e ali reside a esperança de glória. É graças a essa luz que, ainda sem conhecer plenamente a meta da alma, sabe-se quase instintivamente o que se deve fazer: se trabalha, se separa, se purifica e se experimenta, até que a forma esteja preparada para revelar um pouco mais da luz do ser interior.
No início essa atividade não é nada fácil; o esforço ocasiona “choques” com a matéria mental, até que sejamos capazes de nos equilibrar na alma e deixar penetrar a luz. Mercurio, como regente exotérico do signo, distribui a energia necessária para atravessar esse processo e alcançar a culminação. Mas o trabalho continua.
Dado que a Lua é o regente esotérico, todo labor de construção se vê favorecido, e temos assim um bom período para começar a construir o antakarana ou melhorar as suas bases, segundo o caso.
Em toda dimensão da vida somos plenamente conscientes a um nível e cegos em outro; Virgo atua nesta última, elevando a vibração do inferior para que possa revelar o superior. Por isso Virgo é um signo muito importante para evitar o espelhismo e a ilusão; ambos os fenômenos são esotericamente o efeito de uma matéria demasiado grosseira para a energia da alma, que “fricciona” e produz nuvens de distorção, tanto emocionais como mentais.
A realidade espiritual requer invariavelmente períodos em que se “olhe para cima”, mas o contacto somente é possível e duradouro (e isto em muitos graus distintos de profundidade) quando tivermos purificado devidamente os nossos veículos de resposta, o que requer inevitavelmente que nos enfoquemos nos três mundos, em assuntos que não parecem tão elevados mas supõem nosso compromisso imediato para seguir adiante. É por isso que o Mestre Tibetano afirma que “Virgo envolve o serviço do imediatamente presente”, porque é começando com simplicidade e dedicação com o que temos mais próximo da nossa consciência que vamos aumentando a expressão da luz interior.
Virgo, sendo um signo terrestre, ancora a consciência no dever presente, no carma que deve ser cumprido e nos aspectos sobre os quais há de se trabalhar antes de buscar qualquer elevação. Não é um período de avanços espetaculares, mas de fino e silencioso trabalho interior, de aperfeiçoamento do instrumento para ser assim um melhor intérprete da Voz do Silêncio que emana do Ser Superior. A purificação dos corpos mental, emocional e físico entram neste trabalho, sendo neste período uma linha de menor resistência.
Uma vez que o ser consciente submergiu na matéria, nos contornos da sua consciência, ali onde se une ao não eu adormecido, é que se entende melhor outro dos dons que é mais fácil cultivar durante este signo, e que é a humildade. A humildade se baseia na compreensão do lugar que se ocupa no espaço, na devida proporção, no respeito por toda forma vivente como expressão de Deus. A humildade emana do coração que dá lugar ao presente.
O trabalho em Virgo requer uma grande humildade, e assim uma viva compaixão, porque o inferior está sempre presente em nossa vida, seja como defeitos, outras pessoas de menor evolução espiritual, circunstâncias que recebam críticas, responsabilidade pelos animais de estimação, etc. Muitas vezes a frialdade do coração nos faz passar por alto nossa responsabilidade para com o inferior, quando na realidade a compreensão mais profunda do que nos rodeia é a chave para nos conhecermos cada vez mais como o Uno.
Amar desapegadamente tudo o que passa pela consciência, buscando a compreensão e não a imposição, a cooperação e não o conflito, são a chave para a elevação do mundo, e incidentalmente de nós próprios, e para isso Virgo nos provê a sua energia, atando-nos à matéria até que nosso coração seja capaz de transcender a separatividade da forma e possamos afirmar conscientemente o lema esotérico do signo, que reflete a meta espiritual a alcançar e diz:
“Eu sou a Mãe e o Filho. Eu, Deus, sou a Matéria”.
Virgo nos oferece então a oportunidade de nos aproximarmos humildemente e com amor ao presente, de nos consagrar ao serviço do não eu e de conhecer a escuridão da matéria, para abraçá-la e, nesta fusão, revelar a luz que todos carregamos em nosso interior e que é a expressão da consciência Una.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Virgem: A Humanidade Está Grávida !
Deu, Filho, Mãe ... matéria
O signo de Virgem representa o desenvolvimento da consciência espiritual através da experiência material. Simbolicamente, o espírito é o pai universal e a matéria, a mãe universal. Na relação entre os dois, nasce o filho que é a consciência. Esta é a sublime mensagem de Virgem: a consciência, a sabedoria e o amor estão em gestação no útero da matéria, do espaço e do tempo.
Espírito e matéria são como os dois lados de uma moeda: eles são opostos, mas não oponentes. Na verdade, um não existe sem o outro. As características dos dois é que são opostas: ela é concreta, ele é abstrato; ela é restrita, ele é ilimitado; ela é efêmera, ele é eterno. Mas eles não se repelem, nem competem entre si. Ao contrário: eles se atraem, se completam e precisam um do outro.
Há um processo evolutivo acontecendo em nosso universo, e o espírito e a matéria têm, cada um, o seu papel a desempenhar. O espírito é a causa de toda vida e consciência; a matéria proporciona o campo onde tal vida e consciência podem surgir e se desenvolver. A matéria é a vela e o espírito é a chama; a luz resultante é a consciência.
A matéria é a guardiã da consciência. Durante a gestação, a mãe oculta o filho em seu ventre, ali protegendo e nutrindo-o. Semelhantemente, a matéria encobre a consciência espiritual em suas formas, proporcionando-lhe aquilo de que precisa para seu gradual crescimento. Assim, lenta, mas incessantemente, a consciência vai se expandindo e tornando-se cada vez mais ampla e inclusiva, mais amorosa e sábia. É através da existência material que a consciência espiritual se desenvolve. É através do contato com o outro que o amor desabrocha. É através das experiências que a sabedoria é forjada. No entanto, nos estágios iniciais desta gestação, a consciência permanece latente e só se vê a forma material. O amor e a sabedoria ainda não se demonstram, e à sua ausência chamamos medo, egoísmo, separatividade, ignorância.
A influência de Virgem nos estimula a estarmos atentos ao lado espiritual de todas as coisas, todos os acontecimentos, todas as pessoas. Toda pessoa tem em si uma essência espiritual, potencialmente amorosa e sábia. Quando compreendemos isto, podemos ir além do desagrado superficial com as imperfeições do outro e cooperar com a sua essência espiritual. Podemos nutrir, com a nossa atitude, esta sua essência, ajudando-o a se tornar tudo o que ele pode vir a ser.
Todo acontecimento, individual ou coletivo, também tem um sentido espiritual, uma lição a ser aprendida, e é parte de um propósito maior. Ao observarmos a atual situação mundial, pode parecer que a humanidade está doente. Na verdade, a humanidade está grávida, mas as evidências da gravidez podem ser confundidas com sintomas de alguma doença. Estamos vivendo tempos de grande tumulto mundial, porque estamos passando por transformações sociais, políticas, econômicas e culturais muito profundas. Através de tudo isso, está em gestação uma nova consciência humana, uma nova cultura e civilização: mais responsável, justa, igualitária, fraterna.
De 23 de agosto a 22 de setembro deste ano, as energias virginianas estarão abundantemente disponíveis para proteger, nutrir e fortalecer toda forma de consciência espiritual. É um mês oportuno para percebermos o amor e a sabedoria que se encontram por trás de todas as coisas, e colaborarmos para que eles finalmente possam vir à luz !
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Leão: a consciência e o todo
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Leão: a chama da autoconsciência
ricardogeorgini@yahoo.com.br
sábado, 17 de julho de 2010
O reflexo do Sol na Lua Cheia
David C.M.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Câncer, a encarnação da intuição
Martín Dieser
Pensar no aporte que o signo de Câncer faz à humanidade, no lugar que ocupa em nossa consciência, imediatamente nos leva a uma palavra: construção, muito afim, por certo, do lema esotérico deste signo, que é “construo uma casa iluminada e nela moro”.
Assentada a ideia de que Câncer também pode ser interpretado do plano búdico, será bom aprofundar, na medida do possível. Pouco se conhece em verdade deste nível de consciência: a literatura esotérica nos fala profusamente do movimento no plano mental, o estudo, a iluminação, a concentração, etc., todo tipo de miradas desta perspectiva. Ao contrário, quase não se conhecem as leis do plano búdico, como se entra em contato com ele, como se o domina, como se pode prestar serviço dali. Mais ainda: na percepção de quem o experimentou, fala-se da intuição como algo amorfo e demasiado elevado para distinguir de outra coisa, como se não tivesse um sentido em si mesma, e como se não estivesse submetida a uma Lei superior, mas que fosse uma espécie de fim.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Câncer: Construir com Luz
Dentre todos os doze signos do Zodíaco, Câncer ou Caranguejo é o que mais está associado à materialidade e concretude. E a nossa experiência no mundo material sempre envolve a construção e a utilização de formas. Que formas temos construído e como as estamos utilizando? Que formas queremos construir e como queremos utilizá-las? Questões como estas, de um modo ou de outro, são trazidas à nossa atenção durante o mês de Câncer, que este ano vai de 21 de junho a 22 de julho.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Gêmeos, o amor por trás da dualidade
Martín Dieser
A experimentação do não-eu é fundamental na evolução da mente humana, e Gêmeos preside esse processo de interação, de relacionamento entre a forma e aquilo que está mais além da forma. É o grande agente vinculador que põe em contato ambas as dimensões, e aí reside um dos motivos pelos quais sua energia é denominada a dos mensageiros; ali também poderia se encontrar uma especial vinculação do Mestre Tibetano com esta constelação (não o signo), e inclusive talvez na dinâmica de eu, não-eu e amor unificador, base esotérica do movimento de triângulos impulsionado pelo próprio Mestre.
Para conhecer um não-eu é necessário perceber algum tipo de realidade externa à própria consciência atual, e é aí onde operam as energias de Sagitário, que são complementares às geminianas, posto que dirigem e enfocam a consciência para uma qualidade determinada, a qual se percebe como alheia ao eu. Desde o momento em que se lança a flecha começa a viagem para a meta, e aí Gêmeos rege especialmente. Isto tem um reflexo exotérico: na astrologia convencional ambos os signos regem as viagens, entendidas em tal caso como físicas.
Gêmeos é uma energia muito importante para a humanidade, porque é eminentemente a energia do amor, da paz resultante e da consequente superação dos conflitos. Através de seu acionar é que tudo aquilo que se capta como alheio ao eu é incorporado à consciência, inclusive no sentido interno, e nesse processo reside a chave da unificação das qualidades que subjazem em todo o manifestado.
A dualidade, em um sentido oculto, não é mais que a ausência de unidade consciente, e desde o momento em que nomeamos a consciência estamos falando do amor. A dualidade somente cessa de nos agitar quando abrimos nosso coração à forma, quando compreendemos que tudo no universo tem um sentido e que estaremos incompletos até que nos integremos conscientemente a ele. Nossa presença se tornará mais vívida à medida que possamos compreender, através da mente e do coração, todo aspecto da vida com o qual tenhamos interação como um sentido em si mesmo, como uma parte dessa grande meditação que é o Plano divino, e que como tal merece um profundo respeito em todas as suas manifestações.
O mistério de Gêmeos está oculto na compaixão, e daí que seu raio, o 2º de Amor-Sabedoria, o vincule a Peixes e Virgem, os dois signos por excelência desta qualidade. O estado de consciência que esgota a dualidade é o que se encontra mais além dos pares de opostos, ou talvez poderíamos dizer por trás, como a sublimação da compreensão de todo o existente no círculo não se passa da consciência pessoal, que cada vez mais vai abarcando esferas mais amplas, à medida que se avança no Caminho espiritual.
Neste sentido, o amor nos leva a outro ponto muito importante relacionado com este signo, e é o tema do carma: dizer relação é dizer tempo e, como sabemos, o tempo é a matriz do carma, o conjunto de energias imperfeitas que têm de se sintetizar na consciência do ser para alcançar a liberação nos planos físico, emocional e mental.
Desde o momento em que nos encontramos frente a uma interação, a uma expressão de energia no tempo, a um não-eu, surge uma profunda responsabilidade para com esse aspecto não integrado do eu, em certa maneira uma relação cármica que está presente na consciência como algo diferenciado. E é aqui onde se esquece o aspecto central de Gêmeos que é o amor.
O amor é o grande liberador do carma, porque pode existir dualidade, mas quando se compreende a origem dela e o seu sentido profundo alcança-se a consciência de síntese, nem que seja por um instante, e na plenitude não há espaço para tempo algum (e portanto, para o carma, tal como nos afeta).
No entanto, em geral a falta de compaixão e de respeito nos leva a depreciar as qualidades que nos rodeiam: a mente se fragmenta buscando caminhos longínquos, conversas mais interessantes, pessoas mais profundas, etc., distraindo o Pensador e afastando-o do aqui e agora, que é onde cada vez mais encontrará respostas a todas as suas interrogações. Implica na busca do sentido de cada processo, mas também de cada situação, ato, palavra, emoção e pensamento que nos rodeia, com profunda compreensão da importância que têm porque é o que o carma nos deparou no presente; tal é a dualidade de Gêmeos e a grande oportunidade que nos brinda.
Se, ao contrário, permanecemos com a mente e o coração cegos aos significados, a interação não se aprofundará, precisamente por nossa falta de compaixão, e sofreremos reiteradamente por nossa superficialidade, que se converterá assim em uma geradora de desarmonias.
Pode-se então apreciar a importância do amor na vida espiritual, onde ocupa um lugar destacado no plano búdico, simbolicamente representado pelo ar. Precisamente ali pode se encontrar um triângulo de energia entre Gêmeos, Aquário e Libra, produzindo respectivamente relação grupal, um ponto de síntese amorosa e a consciência grupal resultante.
Em conclusão, a energia de Gêmeos está presente em cada fragmento de nossa consciência e em cada triunfo da compreensão sobre a forma, e representa uma influência muito importante na vida espiritual. O período cíclico em que nos encontramos sob sua regência pode ser especialmente propício para meditar e pôr em prática os profundos significados que contém.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Gêmeos: Um Universo de Relações
A primeira dualidade é a de espírito e matéria. Também podemos chamar de energia e substância, vida e forma, sujeito e objeto. Esta dualidade fundamental origina todas as demais. No ser humano, a dualidade se expressa subjetivamente como alma e corpo, e objetivamente como eu e o outro. Depois vêm todas as outras dualidades da experiência humana: amor e ódio, prazer e dor, masculino e feminino, etc.
Mas, para além de toda dualidade, permanece sempre a unidade essencial de todos os seres. Os dois lados da moeda são apenas facetas de um mesmo objeto. Esta unidade só pode ser experimentada subjetivamente, nos níveis mais profundos de consciência. No mundo concreto e externo, reina sempre a dualidade, os contrastes, a diversidade.
Contudo, a unidade essencial interna pode e deve ser refletida no mundo externo das aparências. Isto é feito através das relações. As relações harmoniosas refletem externamente a unidade que há internamente. Esse é o sentido mais profundo do amor: a consciência da unidade essencial. O amor é a energia da nossa essência una, que quando flui através da teia das relações, reconcilia todas as aparentes separações.
A experiência humana é marcada por um ilusório senso de isolamento, separação e independência. Muitas vezes, a vida até nos confronta com as dualidades e diversidades, mas não damos o passo adiante para relacionar e unir. A energia de Gêmeos nos incita a dar este passo, abandonando o desconhecimento, a indiferença, os preconceitos, etc.
E são muitas as relações a estabelecer e aperfeiçoar, dentro e fora de nós. Há a relação entre alma e personalidade, ou entre a nossa essência espiritual e a nossa identidade pessoal material; entre mente e corpo; entre razão e sensibilidade ou cabeça e coração. Há as relações com os vários familiares, com os amigos, os colegas de estudo e de trabalho. E como está a nossa relação com o dinheiro, a política, o planeta, o sofrimento mundial?
É primordial estabelecer relações, pois elas são o campo para o cultivo e a expressão do senso de unidade interna. Mas, quando encaramos as relações a partir de um nível emocional e mental raso, fica sempre presente a separação entre eu e o outro — e o eu se sente incompleto, carente, dependente, apegado. Mas quando as relações são trazidas a um nível mais profundo de consciência, experimentamos aí a unidade essencial, com um natural senso de preenchimento e liberdade.
O mês de Gêmeos, este ano, começa em 21 de maio e se estende até 20 de junho. Durante este período, a intensa circulação de energias geminianas em nosso planeta nos inspira a estar atentos às nossas várias relações, procurando aperfeiçoá-las e aprofundá-las, para que expressem melhor a beleza, harmonia e unidade de toda a vida.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Chaves psicológicas sobre o Festival de Wesak
Martín Dieser
Mas a vivência não se acaba ali: Wesak não é um evento abstrato ou meramente intelectual, nem apenas um relato interessante cheio de fórmulas complexas; é também uma realidade da consciência, uma fusão entre a mente e o coração. Vejamos algumas analogias que podem nos iluminar a respeito, sempre as considerando do grupal e com ênfase no subjetivo.
Sabemos pela literatura religiosa e esotérica que, em Wesak, a Hierarquia de Mestres integral e Seus colaboradores realizam um grande ato de invocação de energia espiritual, culminando com a chegada do Buda e uma bênção trazida dos planos superiores. A humanidade está representada pelos discípulos, e cada pessoa que leva uma vida espiritual é chamada a ocupar seu lugar. Trata-se de um grande ato de invocação, através do qual a Hierarquia facilita o contacto com a energia superior do Buda e produz uma síntese durante um breve instante, resultando em uma iluminação cujos efeitos internos se estendem durante largo tempo.
Existe uma chave psicológica para interpretar o anterior, isto é, como o contato entre a mente (humanidade), a alma (a Hierarquia) e a Mônada ou fogo espiritual (o Buda), e a analogia é tão somente um simples ato de meditação enfocado no coração a serviço das metas do eu superior, com o vale e a montanha indicando os distintos estados do ser.
Temos assim um elemento mental, a humanidade, que prepara a forma para a afluência da energia sutil trazida pelo Buda (representando Shamballa). A atividade mental, meta da atual quinta raça, reflete-se nos desenhos geométricos criados antes do contato, os quais constituem um linguagem simbólica profundamente carregada de significado.
A iluminação é antes de tudo um efeito mental, um estado de realização que surge da união entre a formalidade do intelecto e a intrepidez do coração. Em certo sentido é buscada conscientemente, mas de pouco servem a luta, o esforço e o intelecto se não forem acompanhados pelo amor de servir à Vida Una, e aí vemos a necessidade de que a Hierarquia assista a humanidade nesse contacto.
Desse modo, cada pequeno átomo da mente preparada para o contato com a luz é simbolizado pelos discípulos e iniciados que participam do ritual. E, tal como nem toda a mente é utilizada na meditação, nem toda a humanidade pode participar do Festival, salvo aqueles que se encontram preparados para ele.
O outro componente é naturalmente o coração e, como dizíamos antes, não é possível ascender mais além de um determinado estado da consciência se este não estiver envolvido na reflexão. O amor, a horizontalidade, a fraternidade, o princípio de partilha são as chaves do processo, porque expandem a mente e a conectam em toda sua integridade, ampliando assim a capacidade de serviço, e como graça a iluminação. A analogia é a presidência pela Hierarquia do ritual de fusão realizado pelos homens, simbolizando a alma que guia a personalidade para o superior, e provendo através do Cristo a palavra de poder que, no momento culminante da invocação, convoca o Buda.
Diz-se que o Buda é invocado graças à atração magnética criada pelo ritual, e isso nos fala da impossibilidade de atuar se não existir previamente uma consciência grupal, a qual marcará a medida da bênção. Novamente preparação, invocação, equilíbrio e evocação, mais a iluminação resultante.
Estamos então ante um grande ato de magia organizada planetária, como gostava de dizer Vicente Beltrán Anglada, com uma importância fundamental para os sete reinos (ou corpos individuais) porque envolve a mente humana consciente, o grande meio de contato entre o superior e o inferior neste período. A realização cíclica (uma vez por ano) nos sugere que se trata de um ato de reflexão sintética, que reúne o melhor de um pensamento meditado e o ofereça amorosamente ante o Buda para que este o inunde de luz. Como se vê, é a analogia em grande escala da formação de um pensamento, a meditação centrada no coração e na revelação da luz.
Sejamos então parte desses ciclos espirituais dos quais Wesak é hoje a máxima expressão, esses momentos em que a humanidade como um todo é chamada à reflexão e à vida interna. Que o silêncio do contato nos refresque em nossa essência, o fogo, e que nas proximidades da união compreendamos o significado da fraternidade e do destino comum de todo ser vivente, chaves da Era de Aquário que estamos compartilhando.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Touro, Desejo e Voluntade
Habitualmente, não fazemos distinção entre desejo e vontade, e usamos estas duas palavras indiscriminadamente. No entanto, desejo e vontade são bastante diferentes, e tal diferença é fundamental no signo de Touro.
O desejo é a força que nos liga à matéria; surge pelo contato com as coisas externas e nos impele a ir em direção a elas, procurando experimentá-las. A principal força motivadora em nossas vidas pessoais é o desejo, consciente ou inconsciente. É o que motiva todos os nossos pensamentos, opiniões, emoções, palavras e atos. Pode ser ambição por bens materiais ou por posição social, pode ser desejo de ser amado ou de ser feliz, pode ser anseio por paz, salvação, conhecimento, por fazer o bem, mas é sempre a mesma força: desejo, de um ou de outro modo.
É o desejo o que incentiva o desenvolvimento do ser humano. Ao empenhar-se para realizar os seus desejos no mundo, o indivíduo desenvolve suas potencialidades e aperfeiçoa suas capacidades. Assim, aprimora gradualmente a sua mente, a sua natureza emocional e o seu corpo.
O desejo leva o indivíduo a vivenciar uma enorme variedade de experiências no mundo. Tais experiências são o substrato a partir do qual o indivíduo produz conhecimento. (Não estamos tratando aqui do conhecimento meramente teórico, mas sim do conhecimento vivencial). Gradualmente, como resultado das experiências e aprendizados, o ser humano chega a conhecer as coisas como realmente são e conhecer a si mesmo como essencialmente é. Neste conhecimento de sua própria essência, ele entra em contato com a vontade.
A vontade é a energia que nos permite expressar a nossa verdadeira natureza em meio à matéria. O desejo procura obter ou experimentar algo, já a vontade trata de manifestar ou expressar algo — manifestar uma qualidade, um valor, uma ideia. Portanto, o desejo tem implícito em si um senso de carência, de necessidade, de incompletude, enquanto a vontade envolve um senso de integridade, de plenitude e transbordamento. Esta é e sempre foi a verdadeira natureza do nosso ser, mas só chegamos a compreender isto quando alcançamos conhecimento e esclarecimento através da experiência no mundo material.
O conhecimento do nosso verdadeiro ser revela também outras qualidades: amor, sabedoria, boa vontade, alegria, etc. E traz a compreensão de que somos todos um e de que um Propósito maior permeia as vidas de todos nós. Então, o indivíduo se coloca a serviço, empregando a vontade para conduzir a sua vida de acordo com este Propósito maior.
Ano após ano, ciclicamente, no mês de Touro, somos convidados a aproveitar as nossas experiências para obter maior conhecimento e clareza, e avançarmos em direção à vontade consciente.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Ciclos de evolução consciente
terça-feira, 13 de abril de 2010
Sete pensamentos-semente sobre os raios e um breve comentário
O caso que analisaremos se aplica essencialmente aos raios da mente e da personalidade, com algum reflexo da alma. A ideia não é de buscarmos a que raio pertencemos, mas de entendermos bem como funciona cada um, e por meio dele, sim, estaremos no caminho de diferenciar as energias, e assim de poder dizer com mais fundamento porque cremos que tal ou qual raio é parte do propósito da nossa alma. É sempre conveniente assinalar esta abordagem, porque no nosso entender encerra a chave da compreensão do mistério dos raios: primeiro entrar em contacto com a alma e depois então utilizar a mente aplicadamente para as questões pessoais ou outras análises mais amplas, segundo a intenção.
Tal como prometemos, em curto prazo lhes ofereceremos reflexões particulares sobre cada raio. É provável que o esquema abranja o estudo de cada Vida de raio em nível egoico, pessoal, mental, astral e físico, para assim brindar um percurso completo da energia, dos planos superiores aos inferiores, em unidade de sentido e propósito. Outra possibilidade é tratar os raios “horizontalmente”, por exemplo estudar o plano mental e sua função, a qual é levada a cabo por cada um dos raios expressos ali. Isso veremos oportunamente.
No momento, o objetivo é analisar de que maneira a energia de um raio enfrenta e supera uma dificuldade, dando assim um passo a mais na evolução. Simbolicamente falando, suponhamos que no caminho para a realização de um ser este se depara com um muro. Como reagirá cada raio? Vejamos o exposto por sete pensamentos-semente, mais uns breves comentários:
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Novo serviço: reflexões sobre a carta natal
Sem descuidar de tudo o que ainda nos resta meditar e compreender, daqui em diante expandiremos a nossa esfera de ação e brindaremos com uma aplicação dinâmica do que captamos até agora, no intento de vincular nossos conhecimentos de astrologia esotérica com as necessidades espirituais daqueles com os quais estamos em contato internamente através do blog.
Quem estiver interessado em receber uma interpretação deve entrar em contato conosco, em logos.astrologiaesoterica@gmail.com, enviando-nos nome, data, lugar e hora de nascimento. Como parte das reflexões têm a ver com as energias que fluem através do ser (os raios), pedimos que junto aos dados nos façam uma breve descrição de si mesmos, do que acreditam ser mais importante em sua vida. Assim será mais fácil o contacto subjetivo e poderemos lhes oferecer conclusões mais abrangentes.
Nossa intenção é trabalhar em triângulos, e nesse sentido preferiríamos receber propostas de três pessoas de cada vez que estejam trabalhando juntas internamente.
E, dado que temos vários seguidores no blog, aqueles que tiverem se inscrito previamente terão preferência na hora de registrar os pedidos (que, vale esclarecer, serão confidencial e gratuitos). Oportunamente poremos à sua disposição uma lista com a ordem que devemos seguir.
Muito obrigado e que a inspiração nos acompanhe no serviço,
Grupo Logos.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Os Sete Raios no indivíduo e a astrologia
Antes de tudo é importante ter a reflexão de que os raios são Vidas e, em consequência, quando os estudamos não estamos frente a um conhecimento morto, mas frente a Propósitos em ação. Cada raio tem um sentido, um impulso que se desenvolve e imprime sua nota em cada aspecto de sua manifestação; um raio se expressa em cada nível de consciência ou plano para cumprir um determinado fim: seu objetivo de raio, o qual se entrelaçará inevitavelmente com a finalidade de raio das suas Vidas irmãs, sob o impulso causal de uma entidade ainda superior que usa todos como agentes.
Esotericamente, afirma-se que isto é válido desde as partículas subatômicas e o diminuto átomo, passando pelo homem e sua alma, até um planeta e seu sistema solar, ou este e as grandes constelações. Em todos os casos será possível rastrear energia em ação, uma energia que cumprirá um propósito e que, conforme se avança na abstração, se revelará como uma parte de outra corrente de consciência ainda mais ampla, mas sempre com um sentido próximo ao nosso coração, pois de uma maneira misteriosa formamos parte dele.
Pode-se dizer que essas energias seguem um padrão de desenvolvimento inteligente, e essa forma de expressão é a astrologia esotérica, que descreve como tais energias se manifestam no tempo. Ambos os aspectos possuem uma estreita relação e, antes de levantar uma carta natal, seria muito útil saber a que raios pertence a pessoa, sendo este conhecimento preliminar para uma boa interpretação. Desse processo de descobrimento nos ocuparemos a seguir aqui, em general, e oportunamente com detalhes sobre cada um dos sete raios.
sábado, 27 de março de 2010
Áries, ou Carneiro
Tudo é criado através do pensamento. O universo inteiro foi criado pelo pensamento do Criador. E cada um de nós, humanos, criadores em nossas próprias vidas, criamos as nossas condições, relacionamentos e circunstâncias através de nossos pensamentos cotidianos. Quando conquistarmos uma compreensão dos nossos processos mentais e a capacidade de dirigi-los conscientemente, poderemos conduzir as nossas próprias vidas com sabedoria e liberdade. Por isso é tão valiosa a prática da meditação, que treina a mente para focar-se no que quer que escolhamos.
Além disso, o treinamento em meditação conduz, finalmente, a uma profundidade de pensamento que permite apreender ideias eternas e universais, tais como: o amor, a liberdade, a beleza, a coragem, etc. Entretanto, há uma distinção fundamental entre ideias e palavras. Palavras são apenas símbolos que representam ideias. Entender o sentido de uma palavra ainda não é compreender a ideia que ela representa. As palavras servem como pistas, para que a mente, indo em busca do significado mais profundo, possa chegar até as ideias. Ideias são sempre plenas de vida e energia, sempre criativas e transformadoras. Uma ideia, quando compreendida, sempre transforma a percepção do indivíduo, conduzindo inevitavelmente à transformação também de sua vida.
Na verdade, as ideias são os pensamentos criados pela Mente Universal, o Criador. Quando a mente humana consegue captar uma ideia, ela pode cooperar com a Mente Universal em seu processo criativo e contribuir para trazer tal ideia à concretização. A principal ideia que a Mente Universal está procurando materializar na atualidade é a de fraternidade mundial. Isto significará, entre outras coisas, uma distribuição mais equilibrada dos recursos do planeta, a convivência pacífica entre os diversos povos e culturas, a cooperação entre as nações pelo bem-estar humano.
Uma nova ordem mundial está




















