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Os 3 níveis do horóscopo

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Chaves psicológicas sobre o Festival de Wesak


Martín Dieser

“Como é em cima é embaixo, como é embaixo é em cima” reza o axioma oculto, e o Festival de Touro não é exceção. Quando falamos de Wesak estamos nos referindo a um evento de fundamental importância na vida da humanidade e sobretudo do planeta, porque fazemos referência ao contato entre três reinos: Shamballa, o centro onde a Vontade de Deus é conhecida; a Hierarquia espiritual, o reino das almas e a raça humana. Se tivermos em mente que a humanidade é a grande responsável por iluminar-se para abrir as portas da energia espiritual aos reinos animal, vegetal e mineral, compreenderemos que se trata de um momento de união com amplos efeitos espirituais para a evolução planetária interna.

Mas a vivência não se acaba ali: Wesak não é um evento abstrato ou meramente intelectual, nem apenas um relato interessante cheio de fórmulas complexas; é também uma realidade da consciência, uma fusão entre a mente e o coração. Vejamos algumas analogias que podem nos iluminar a respeito, sempre as considerando do grupal e com ênfase no subjetivo.

Sabemos pela literatura religiosa e esotérica que, em Wesak, a Hierarquia de Mestres integral e Seus colaboradores realizam um grande ato de invocação de energia espiritual, culminando com a chegada do Buda e uma bênção trazida dos planos superiores. A humanidade está representada pelos discípulos, e cada pessoa que leva uma vida espiritual é chamada a ocupar seu lugar. Trata-se de um grande ato de invocação, através do qual a Hierarquia facilita o contacto com a energia superior do Buda e produz uma síntese durante um breve instante, resultando em uma iluminação cujos efeitos internos se estendem durante largo tempo.

Existe uma chave psicológica para interpretar o anterior, isto é, como o contato entre a mente (humanidade), a alma (a Hierarquia) e a Mônada ou fogo espiritual (o Buda), e a analogia é tão somente um simples ato de meditação enfocado no coração a serviço das metas do eu superior, com o vale e a montanha indicando os distintos estados do ser.

Temos assim um elemento mental, a humanidade, que prepara a forma para a afluência da energia sutil trazida pelo Buda (representando Shamballa). A atividade mental, meta da atual quinta raça, reflete-se nos desenhos geométricos criados antes do contato, os quais constituem um linguagem simbólica profundamente carregada de significado.

A iluminação é antes de tudo um efeito mental, um estado de realização que surge da união entre a formalidade do intelecto e a intrepidez do coração. Em certo sentido é buscada conscientemente, mas de pouco servem a luta, o esforço e o intelecto se não forem acompanhados pelo amor de servir à Vida Una, e aí vemos a necessidade de que a Hierarquia assista a humanidade nesse contacto.

Desse modo, cada pequeno átomo da mente preparada para o contato com a luz é simbolizado pelos discípulos e iniciados que participam do ritual. E, tal como nem toda a mente é utilizada na meditação, nem toda a humanidade pode participar do Festival, salvo aqueles que se encontram preparados para ele.

O outro componente é naturalmente o coração e, como dizíamos antes, não é possível ascender mais além de um determinado estado da consciência se este não estiver envolvido na reflexão. O amor, a horizontalidade, a fraternidade, o princípio de partilha são as chaves do processo, porque expandem a mente e a conectam em toda sua integridade, ampliando assim a capacidade de serviço, e como graça a iluminação. A analogia é a presidência pela Hierarquia do ritual de fusão realizado pelos homens, simbolizando a alma que guia a personalidade para o superior, e provendo através do Cristo a palavra de poder que, no momento culminante da invocação, convoca o Buda.

Diz-se que o Buda é invocado graças à atração magnética criada pelo ritual, e isso nos fala da impossibilidade de atuar se não existir previamente uma consciência grupal, a qual marcará a medida da bênção. Novamente preparação, invocação, equilíbrio e evocação, mais a iluminação resultante.

Estamos então ante um grande ato de magia organizada planetária, como gostava de dizer Vicente Beltrán Anglada, com uma importância fundamental para os sete reinos (ou corpos individuais) porque envolve a mente humana consciente, o grande meio de contato entre o superior e o inferior neste período. A realização cíclica (uma vez por ano) nos sugere que se trata de um ato de reflexão sintética, que reúne o melhor de um pensamento meditado e o ofereça amorosamente ante o Buda para que este o inunde de luz. Como se vê, é a analogia em grande escala da formação de um pensamento, a meditação centrada no coração e na revelação da luz.

Sejamos então parte desses ciclos espirituais dos quais Wesak é hoje a máxima expressão, esses momentos em que a humanidade como um todo é chamada à reflexão e à vida interna. Que o silêncio do contato nos refresque em nossa essência, o fogo, e que nas proximidades da união compreendamos o significado da fraternidade e do destino comum de todo ser vivente, chaves da Era de Aquário que estamos compartilhando.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Touro, Desejo e Voluntade

 Ricardo Georgini


O tema principal do signo de Touro poderia ser descrito como: o uso da matéria. Normalmente, o ser humano permanece em meio à matéria como vítima, sendo arrastado de um lado para outro por variados desejos, e assim enfrentando experiências diversificadas. À medida que aprende com estas experiências e alcança esclarecimento, o ser humano começa a conduzir-se com mais liberdade na vida, movido pela vontade consciente. Nesta gradual evolução do desejo para a vontade, Touro contribui com sua energia iluminadora, e no mês astrológico de Touro, que este ano vai de 20 de abril a 20 de maio, tal energia fica especialmente ativa.

Habitualmente, não fazemos distinção entre desejo e vontade, e usamos estas duas palavras indiscriminadamente. No entanto, desejo e vontade são bastante diferentes, e tal diferença é fundamental no signo de Touro.

O desejo é a força que nos liga à matéria; surge pelo contato com as coisas externas e nos impele a ir em direção a elas, procurando experimentá-las. A principal força motivadora em nossas vidas pessoais é o desejo, consciente ou inconsciente. É o que motiva todos os nossos pensamentos, opiniões, emoções, palavras e atos. Pode ser ambição por bens materiais ou por posição social, pode ser desejo de ser amado ou de ser feliz, pode ser anseio por paz, salvação, conhecimento, por fazer o bem, mas é sempre a mesma força: desejo, de um ou de outro modo.

É o desejo o que incentiva o desenvolvimento do ser humano. Ao empenhar-se para realizar os seus desejos no mundo, o indivíduo desenvolve suas potencialidades e aperfeiçoa suas capacidades. Assim, aprimora gradualmente a sua mente, a sua natureza emocional e o seu corpo.

O desejo leva o indivíduo a vivenciar uma enorme variedade de experiências no mundo. Tais experiências são o substrato a partir do qual o indivíduo produz conhecimento. (Não estamos tratando aqui do conhecimento meramente teórico, mas sim do conhecimento vivencial). Gradualmente, como resultado das experiências e aprendizados, o ser humano chega a conhecer as coisas como realmente são e conhecer a si mesmo como essencialmente é. Neste conhecimento de sua própria essência, ele entra em contato com a vontade.

A vontade é a energia que nos permite expressar a nossa verdadeira natureza em meio à matéria. O desejo procura obter ou experimentar algo, já a vontade trata de manifestar ou expressar algo — manifestar uma qualidade, um valor, uma ideia. Portanto, o desejo tem implícito em si um senso de carência, de necessidade, de incompletude, enquanto a vontade envolve um senso de integridade, de plenitude e transbordamento. Esta é e sempre foi a verdadeira natureza do nosso ser, mas só chegamos a compreender isto quando alcançamos conhecimento e esclarecimento através da experiência no mundo material.

O conhecimento do nosso verdadeiro ser revela também outras qualidades: amor, sabedoria, boa vontade, alegria, etc. E traz a compreensão de que somos todos um e de que um Propósito maior permeia as vidas de todos nós. Então, o indivíduo se coloca a serviço, empregando a vontade para conduzir a sua vida de acordo com este Propósito maior.

Ano após ano, ciclicamente, no mês de Touro, somos convidados a aproveitar as nossas experiências para obter maior conhecimento e clareza, e avançarmos em direção à vontade consciente.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ciclos de evolução consciente


 Ricardo Georgini


A vida humana, como todas as outras, é parte integrante de uma Vida maior; mas, para a vida humana, a integração nesta Vida maior pode e deve ser consciente, voluntária e inteligente. O ser humano pode aperceber-se da totalidade que ele integra, pode compreender o papel que a sua pequena vida desempenha nesta totalidade e escolher colocar-se a serviço deste todo maior. O propósito essencial da Astrologia é auxiliá-lo a fazer isso.

Na Astrologia Esotérica, todas as formas tangíveis são consideradas como expressões concretas de energias mais sutis. Assim, por trás do corpo físico de cada ser humano, existem aquelas energias emocionais, mentais e espirituais que fazem dele o que ele é. Este seu campo energético individual não está isolado, mas é parte integrante do campo energético unificado da humanidade, e o campo energético da humanidade é parte do campo energético do planeta.

Os campos energéticos dos planetas e das estrelas estão inter-relacionados, e tais relações se dão através de fluxos de energia. A Astrologia é a ciência das relações entre estes grandes Seres ou Vidas conscientes que chamamos de planetas, estrelas e constelações. Estas relações são tão reais e efetivas quanto qualquer relação entre seres humanos. Toda pessoa está continuamente irradiando energias e, assim, emanando aquilo que ela é e aquilo que ela pensa e sente. Deste modo, ela influencia o seu ambiente e aqueles com quem entra em contato. O mesmo acontece com os grandes Seres que chamamos de astros, e assim eles influenciam-se mutuamente e, em consequência, influenciam também os seres menores existentes dentro deles.

As relações entre estas grandes Vidas são bastante estáveis, regulares e cíclicas; são marcadas pelas suas posições espaciais e alinhamentos mútuos, dependendo, portanto, de suas órbitas.. O que a Astrologia estuda, por conseguinte, são as relações ou alinhamentos cíclicos entre a Terra e os demais astros, e quais são as energias que, em consequência, circulam pelo nosso planeta, afetando a humanidade. Deste modo, a Astrologia pode ser entendida como a ciência dos ciclos ou dos fluxos e refluxos cíclicos de energia.

O principal ciclo que influencia a humanidade diz respeito ao alinhamento entre a Terra, o Sol e as constelações zodiacais. (O Zodíaco é como um cinturão de doze constelações ou agrupamentos de estrelas que circundam o Sistema Solar e estão especialmente relacionados com ele). Este ciclo tem duração de um ano e inicia-se no equinócio de primavera no Hemisfério Norte, todo dia 20 de março, quando o Sol se alinha com a primeira constelação ou signo zodiacal: Áries. O Sol permanece alinhado com cada signo por cerca de um mês, e, durante tal período, a energia daquele signo circula abundantemente pelo nosso planeta.

Portanto, cada mês astrológico (que não coincide com os meses do Calendário Gregoriano) é influenciado por um signo do Zodíaco, que lhe dá a sua tônica energética e indica qual tipo de experiências a humanidade tende a ter, qual tipo de aprendizado fica favorecido e qual tipo de ação criativa é naturalmente promovido naquele mês.. Na verdade, o alinhamento mensal entre a Terra, o Sol e uma das constelações zodiacais aponta-nos qual é a qualidade específica que a grande Vida planetária está procurando desenvolver, durante aquele período, através de nós. A Astrologia Esotérica nos ajuda a compreender isso e oferecer a nossa cooperação consciente aos propósitos desta Vida maior.

Nos próximos meses, esta coluna do JORNALZEN abordará cada um dos signos zodiacais, procurando indicar como podemos aproveitar as suas energias para o desenvolvimento da consciência.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sete pensamentos-semente sobre os raios e um breve comentário

Martín Dieser


Uma maneira de compreender melhor os conceitos é através de exemplos, e nisso o estudo dos raios, naturalmente, não é exceção. Basta se ter em conta que a mera análise de casos talvez não seja suficiente para um entendimento pleno do tema; mas, se primeiro refletirmos sobre a finalidade do raio em geral e depois procurarmos ajustá-lo a uma necessidade específica, a situação será diferente, do geral para o particular, tal o método oculto.

O caso que analisaremos se aplica essencialmente aos raios da mente e da personalidade, com algum reflexo da alma. A ideia não é de buscarmos a que raio pertencemos, mas de entendermos bem como funciona cada um, e por meio dele, sim, estaremos no caminho de diferenciar as energias, e assim de poder dizer com mais fundamento porque cremos que tal ou qual raio é parte do propósito da nossa alma. É sempre conveniente assinalar esta abordagem, porque no nosso entender encerra a chave da compreensão do mistério dos raios: primeiro entrar em contacto com a alma e depois então utilizar a mente aplicadamente para as questões pessoais ou outras análises mais amplas, segundo a intenção.

Tal como prometemos, em curto prazo lhes ofereceremos reflexões particulares sobre cada raio. É provável que o esquema abranja o estudo de cada Vida de raio em nível egoico, pessoal, mental, astral e físico, para assim brindar um percurso completo da energia, dos planos superiores aos inferiores, em unidade de sentido e propósito. Outra possibilidade é tratar os raios “horizontalmente”, por exemplo estudar o plano mental e sua função, a qual é levada a cabo por cada um dos raios expressos ali. Isso veremos oportunamente.

No momento, o objetivo é analisar de que maneira a energia de um raio enfrenta e supera uma dificuldade, dando assim um passo a mais na evolução. Simbolicamente falando, suponhamos que no caminho para a realização de um ser este se depara com um muro. Como reagirá cada raio? Vejamos o exposto por sete pensamentos-semente, mais uns breves comentários: 

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Novo serviço: reflexões sobre a carta natal


 
Comunicamos aos nossos leitores que a partir de agora o Grupo Logos realizará um novo serviço, o de oferecer reflexões espirituais sobre as cartas natais de quem o solicitar.

Sem descuidar de tudo o que ainda nos resta meditar e compreender, daqui em diante expandiremos a nossa esfera de ação e brindaremos com uma aplicação dinâmica do que captamos até agora, no intento de vincular nossos conhecimentos de astrologia esotérica com as necessidades espirituais daqueles com os quais estamos em contato internamente através do blog.

Quem estiver interessado em receber uma interpretação deve entrar em contato conosco, em logos.astrologiaesoterica@gmail.com, enviando-nos nome, data, lugar e hora de nascimento. Como parte das reflexões têm a ver com as energias que fluem através do ser (os raios), pedimos que junto aos dados nos façam uma breve descrição de si mesmos, do que acreditam ser mais importante em sua vida. Assim será mais fácil o contacto subjetivo e poderemos lhes oferecer conclusões mais abrangentes.

Nossa intenção é trabalhar em triângulos, e nesse sentido preferiríamos receber propostas de três pessoas de cada vez que estejam trabalhando juntas internamente.

E, dado que temos vários seguidores no blog, aqueles que tiverem se inscrito previamente terão preferência na hora de registrar os pedidos (que, vale esclarecer, serão confidencial e gratuitos). Oportunamente poremos à sua disposição uma lista com a ordem que devemos seguir.

Muito obrigado e que a inspiração nos acompanhe no serviço,

Grupo Logos.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Os Sete Raios no indivíduo e a astrologia




 

7 RAIOS

De acordo os ensinamentos esotéricos, os sete raios são a base de toda a manifestação. Em geral pensamos em um sentido objetivo, mas o realmente interessante é fazê-lo de uma ótica interna. Vejamos de que maneira podemos esclarecer sobre o tema.

Antes de tudo é importante ter a reflexão de que os raios são Vidas e, em consequência, quando os estudamos não estamos frente a um conhecimento morto, mas frente a Propósitos em ação. Cada raio tem um sentido, um impulso que se desenvolve e imprime sua nota em cada aspecto de sua manifestação; um raio se expressa em cada nível de consciência ou plano para cumprir um determinado fim: seu objetivo de raio, o qual se entrelaçará inevitavelmente com a finalidade de raio das suas Vidas irmãs, sob o impulso causal de uma entidade ainda superior que usa todos como agentes.

Esotericamente, afirma-se que isto é válido desde as partículas subatômicas e o diminuto átomo, passando pelo homem e sua alma, até um planeta e seu sistema solar, ou este e as grandes constelações. Em todos os casos será possível rastrear energia em ação, uma energia que cumprirá um propósito e que, conforme se avança na abstração, se revelará como uma parte de outra corrente de consciência ainda mais ampla, mas sempre com um sentido próximo ao nosso coração, pois de uma maneira misteriosa formamos parte dele.

Pode-se dizer que essas energias seguem um padrão de desenvolvimento inteligente, e essa forma de expressão é a astrologia esotérica, que descreve como tais energias se manifestam no tempo. Ambos os aspectos possuem uma estreita relação e, antes de levantar uma carta natal, seria muito útil saber a que raios pertence a pessoa, sendo este conhecimento preliminar para uma boa interpretação. Desse processo de descobrimento nos ocuparemos a seguir aqui, em general, e oportunamente com detalhes sobre cada um dos sete raios.

sábado, 27 de março de 2010

Áries, ou Carneiro

--> Por Ricardo Georgini



Áries, ou Carneiro, é o primeiro signo do Zodíaco e, como tal, está relacionado a inícios e ao processo de criação. Este ano, de 20 de março a 19 de abril, o Sol estará alinhado com Áries, e as energias deste signo circularão abundantemente pela nossa Vida planetária. Durante este período, temos a oportunidade de compreender melhor como a Vida cria e nos descobrirmos co-criadores com a Vida.

A energia de Áries promove a vontade de viver e de realizar. É a fonte do impulso criativo e do ímpeto para a ação. Normalmente, expressamos esta energia como intensa atividade no mundo, mas podemos expressá-la também de modo mais refinado e sutil, como pensamento vivo e criativo.

Em Áries, é fundamental compreender o papel do pensamento no processo de criação. É o pensamento — esclarecido, compreensivo e imaginativo — que fecunda a ação externa com força criativa. A mera ação mecânica, irrefletida, não pode criar nada, e muda apenas a aparência das coisas. Portanto, se queremos recriar as nossas vidas e recriar o mundo, temos que descobrir e empregar o poder criativo da mente.

Tudo é criado através do pensamento. O universo inteiro foi criado pelo pensamento do Criador. E cada um de nós, humanos, criadores em nossas próprias vidas, criamos as nossas condições, relacionamentos e circunstâncias através de nossos pensamentos cotidianos. Quando conquistarmos uma compreensão dos nossos processos mentais e a capacidade de dirigi-los conscientemente, poderemos conduzir as nossas próprias vidas com sabedoria e liberdade. Por isso é tão valiosa a prática da meditação, que treina a mente para focar-se no que quer que escolhamos.

Além disso, o treinamento em meditação conduz, finalmente, a uma profundidade de pensamento que permite apreender ideias eternas e universais, tais como: o amor, a liberdade, a beleza, a coragem, etc. Entretanto, há uma distinção fundamental entre ideias e palavras. Palavras são apenas símbolos que representam ideias. Entender o sentido de uma palavra ainda não é compreender a ideia que ela representa. As palavras servem como pistas, para que a mente, indo em busca do significado mais profundo, possa chegar até as ideias. Ideias são sempre plenas de vida e energia, sempre criativas e transformadoras. Uma ideia, quando compreendida, sempre transforma a percepção do indivíduo, conduzindo inevitavelmente à transformação também de sua vida.

Na verdade, as ideias são os pensamentos criados pela Mente Universal, o Criador. Quando a mente humana consegue captar uma ideia, ela pode cooperar com a Mente Universal em seu processo criativo e contribuir para trazer tal ideia à concretização. A principal ideia que a Mente Universal está procurando materializar na atualidade é a de fraternidade mundial. Isto significará, entre outras coisas, uma distribuição mais equilibrada dos recursos do planeta, a convivência pacífica entre os diversos povos e culturas, a cooperação entre as nações pelo bem-estar humano. 

Uma nova ordem mundial está em criação. E a cada ano, durante o mês em que o Sol se alinha com Áries, temos uma oportunidade especial de captar as novas ideias que nos permitirão criar este novo mundo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Peixes e o oficio de salvar


Por Martín Dieser


Peixes

Uma palavra que define muito bem a qualidade expressa por Peixes é “salvação”. A mesma se encontra intimamente vinculada à frase esotérica que descreve o caminho ascendente do signo: “Retorno à Casa do Pai e, retornando, salvo”. Vemos ali dois pensamentos entrelaçados, como os dois peixes que simbolizam a energia pisciana: por um lado o caminho para o superior e, por outro, o apego ao inferior, este último transmutando-se oportunamente em magnetismo espiritual e atraindo para a meta comum aqueles que se encontram ligados carmicamente ao Salvador, seja este um discípulo, um iniciado ou a humanidade toda que se reorienta para a luz.

Peixes tem um vínculo muito particular com o 1º raio de Vontade ou Poder, também chamado de raio de síntese. Em certo sentido, a salvação pode ser entendida como um processo de síntese, sempre considerada em função de um interesse oniabarcante, e daí que o raio superior expresso através de Peixes seja o 2º de Amor-Sabedoria. Neste caso, o 2º raio seria a totalidade e o 1º o meio através do qual essa totalidade se transforma em uma verdade consciente.

Para realizar essa tarefa de salvação, primeiro é preciso fomentar a aspiração para o superior, e por isso Netuno rege Peixes em nível exotérico. No entanto, poderíamos dizer que, pelo menos nas últimas etapas, o 1º raio é imprescindível, dado que provê a energia do signo de um mecanismo liberador. Essa função instrumental se encontra simbolizada na presença de Plutão, um planeta de 1º raio que é regente hierárquico e esotérico do signo, quer dizer, que opera como forma de expressão nos planos mais elevados.

Tenhamos em mente então este vínculo entre a salvação espiritualmente compreendida e Peixes, em especial quando esse signo ocupa um lugar proeminente no horóscopo que esteja sob consideração. De uma maneira ou de outra, Peixes resgata, eleva e salva, embora, naturalmente, o desenvolvimento espiritual do ser em questão tenha muito a ver com a qualidade desse serviço.

Cabe lembrar aqui a inter-relação com os demais signos, já que ciclicamente a pessoa experimenta um ou outro, de maneira que o Plano vai se desenvolvendo em etapas graduais e de acordo a Lei de Causa e Efeito. No caso de Peixes temos um link a mais nessa cadeia: todo Salvador possui um campo de ação, e tanto sua amplitude como sua pureza e efetividade serão determinados pela sabedoria adquirida através dos signos restantes; Peixes aportará o seu e, sobretudo, encerrará um ciclo, com efeitos que vão desde o estritamente pessoal até a influência planetária causada pelo retorno à casa do Pai por parte dos Grandes Seres. Por isso o Tibetano o denomina de um signo de culminação.

De todo modo, o processo, para além da sua profundidade, poderia ser visto como similar, já que sempre a grande chave que abre as portas da liberação está no coração. É a compreensão da meta à qual se aspira, a profunda consciência do sentido subjacente em nossos vínculos com o ambiente que nos cerca e novamente a renovada visão do lugar de onde se origina tudo, para onde sabemos que nos levará todo o esforço realizado. Isso explica um tanto mais porque o 2º raio se expressa mediante este signo.

Nesse sentido, todo ato de amor, de compreensão, é uma pequena salvação, que culmina quando entendemos perfeitamente o seu sentido, e para chegar a tal realização é necessário realizar uma síntese e extrair a qualidade, resgatar a matéria iluminada para tê-la em serena expectativa junto a nós.





Para tal fim, Plutão exerce a sua parte, porque provê o mecanismo através do qual é possível “comprimir um significado em uma espiral decrescente, fazer dela um ponto e liberar a essência pelo ápice”. Este ato de síntese final acarreta a morte que, como se infere aqui e segundo sustenta o esoterismo, não é senão a revelação na vida e o nascimento para vivências superiores.

É por isso que se diz que Peixes é um dos signos da morte, precisamente porque conduz através do amor até a fusão plena e, por fim, ao esgotamento da missão que tinha aquela forma. Para conferir essa morte, temos o regente de 1º raio, Plutão. Desse modo é provável que ali tenhamos revelada uma dimensão do estreito vínculo existente entre os Choans do 1º e 2º raio, expressa pelo menos simbolicamente na afirmação de que um tem a sua casa perto da casa do outro.

Essa forte presença da energia ou força de atração nos dá também uma pauta dos efeitos produzidos por Peixes na vida da personalidade. De fato, recordemos o aporte e o processo de aquisição de qualidades que vai se dando nos restantes signos de Zodíaco, e sobretudo tenhamos em conta que assim como a grande função de Peixes é unir, abstrair e salvar, isto poderá se manifestar com diferentes graus de êxito, segundo a polarização seja astral, mental ou búdica. O efeito será sempre dissolvente e essencialmente magnético, embora a atração possa ocorrer no plano astral, ou mental ou búdico, segundo o caso, sugerindo que o oficio de Salvador tem muitas arestas e pode ser entendido sempre à vista de uma escada da perfeição, em um sentido misterioso, com o Salvador “por cima” englobando seus irmãos de baixo. A mente é fundamental neste processo, no que diz respeito à humanidade, mas o seu desenvolvimento viria mais da influência de outros signos. Em troca poderíamos entender Peixes como um promotor da passagem gradual da mente intelectual à intuitiva.

Digamos, finalmente, que essa noção de atração, compreensão, síntese e morte nos fala da compaixão e da fraternidade, da paciência e também da aceitação do Propósito, pois podemos entender como, em distintas escalas, espera-se a que “o último cansado peregrino chegue ao Lar”; essa espera não é cega nem emocional, mas nasce de uma profunda sabedoria e do perfeito conhecimento do Plano por parte de Aqueles que inspiram a humanidade a ser mais inclusiva e a salvar os reinos da natureza pelos quais é responsável, salvando-se assim a si mesma.



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Vidas Dentro de Vidas




Todo ser é parte integrante de um ser maior, que por sua vez é parte integrante de um ser ainda maior.

Um ser humano é parte da humanidade; a humanidade é parte do planeta Terra; a Terra, do Sistema Solar; e este, do Cosmo. Este é um dos fundamentos da Astrologia — um conceito bastante simples, mas com implicações tão amplas e profundas que a sua compreensão pode levar-nos a penetrar no próprio mistério da vida.

Infelizmente, aquilo que popularmente é conhecido como Astrologia acha-se muito desvirtuado e afastado do seu propósito original. No imaginário das pessoas, a Astrologia está associada a previsões deterministas sobre questões relativamente efêmeras. E mesmo os astrólogos mais sérios, geralmente, mantêm um enfoque nos indivíduos e nas suas histórias individuais. Contudo, a Astrologia deveria convidar o indivíduo a abrir-se para a totalidade da qual é parte, e não mantê-lo interessado exclusivamente em si mesmo. Por isso esta coluna se chama “Astrologia da Alma”, propondo um enfoque no autoconhecimento e na autotransformação, na expansão da consciência, no serviço altruísta e na integração do indivíduo dentro do todo maior. Esta abordagem também é chamada de Astrologia Esotérica, mas é preciso esclarecer o que é Esoterismo.

Esoterismo não tem nada a ver com qualquer tipo de superstição ou credulidade. Muito pelo contrário. O Esoterismo é uma ciência que estuda as energias sutis que se encontram “por trás” ou “no interior” de todas as formas tangíveis e visíveis. Tais energias sutis e internas são a causa oculta da existência das formas, e também o seu fator condicionante. A ciência convencional já nos revelou o fato de que tudo é energia, de um ou de outro modo. Este jornal é um agregado de energia, o corpo humano é um agregado de energias. A ciência esotérica postula a existência de energias muitíssimo mais sutis do que as reconhecidas pela ciência comum — energias que podem ser classificadas como energias emocionais, energias mentais e energias espirituais. Assim, as emoções que sentimos e os pensamentos que formulamos são a maneira como experimentamos essas energias emocionais e mentais. E a alma humana é um núcleo ou centro de energia espiritual.

Na Astrologia Esotérica, os astros são considerados como corpos de energias — energias físicas, emocionais, mentais e espirituais. Assim, tal como por trás de um corpo humano, encontram-se aquelas energias emocionais, mentais e espirituais que fazem daquele indivíduo um ser consciente, também por trás do corpo tangível do nosso planeta, existem aquelas energias sutis que o caracterizam como uma grandiosa Consciência, Entidade ou Vida. No interior desta enorme Vida Consciente, todos existimos, como células no interior de um organismo. Mas disto não nos apercebemos normalmente, e permanecemos como formigas andando sobre um elefante, incapazes de distingui-lo de uma rocha inanimada.

Portanto, planetas, estrelas e constelações são grandes Entidades ou Vidas Conscientes. Estas Vidas interagem e influenciam-se mutuamente, e assim afetam as vidas menores existentes dentro delas. A Astrologia é a ciência das relações — relações entre essas excelsas Vidas, e relações das pequenas vidas humanas com estas Vidas maiores.

O tema fundamental da Astrologia é a integração consciente do ser humano na totalidade da qual ele é parte, é a sua participação inteligente como uma pequena vida no interior de Vidas maiores.

Ricardo Georgini

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Aquário, a consciência grupal e o reaparecimento do Instrutor do Mundo



“sou a água da vida e fluo para os homens sedentos”

O período regido pelo signo de Aquário tem uma conotação grupal, porque graças ao funcionamento combinado dos seus raios e regentes, abrimos nosso coração àqueles que nos rodeiam e ampliamos a esfera da consciência individual, transformando-a em percepção humanitária.

Afirma-se que o signo distribui energia de Quinto Raio, e a mesma é fusionada com as forças da Lua, Júpiter e Urano, regentes hierárquico, esotérico e exotérico, respectivamente. Todos estes planetas confluem para um mesmo fim, que é complementar a consciência individual desenvolvida em seu signo oposto, Leão, e descobrir espaços de inter-relação com os demais, na medida que o amor se desenvolva e o Propósito surja dentro de nós.

Dado nosso nível de evolução como humanidade, é possível dizer que esses novos espaços são abertos através da ação do regente esotérico, Júpiter, planeta de 2º raio. Em outras palavras, a consciência grupal é a expressão do coração, a exteriorização nos três mundos de algo de que antes éramos conscientes apenas internamente. É um estado primeiro de afeto, depois de atenção e mais adiante de compreensão sintética. Todos vão aos poucos ficando sob o umbral da consciência, a um ponto tal que, em certo estágio, é difícil recordar o “cerrado” do egoísmo. É válido e rege sobretudo as pequenas coisas, e vai se ampliando a todos os âmbitos do viver diário, à medida que o serviço prossegue e aflui energia liberadora dos planos superiores.

Isso nos leva ao tema da fonte da consciência grupal: a frase que explica a dinâmica do signo em nível material é “que reja o desejo na forma”. Em nível espiritual, porém, a alma diz “sou a água da vida e fluo para os homens sedentos”. O Quinto Raio, mental por natureza, nos sugere em Aquário que o verdadeiro amor é o da alma e que esta se encontra ancorada no plano mental, o quinto.



Sugere, também, que o ponto de encontro por excelência da consciência grupal está no plano mental, onde devem se fundir mente e coração e ambos se tornar as portas do plano búdico. Como diria Vicente Beltrán Anglada, “amar com a mente e pensar com o coração”. Isso nos dá uma pauta acerca da fusão entre a forma e a consciência e a crescente expressão da alma junto ao ser humano conscientemente ativo, que extrai sua inspiração e libera todo o seu poder da compreensão de que o seu coração e o dos seus irmãos são um.

Esse processo de exteriorização na consciência diurna também se dá massivamente e implica em uma grande oportunidade, já que o físico é o último plano e a partir dali é possível a síntese com o superior em um todo mais radiante. Daí que na literatura esotérica se fale também que nesta Era de Aquário será possível a invocação do Avatar da Síntese, que vem prover a necessidade da humanidade e encerrar em um círculo mais abrangente a evolução em todos os reinos do planeta. Esta energia de síntese só pode ser invocada com o coração, porque é o selo que põe fim à compreensão do Plano, e todo contato com a Hierarquia está regido naturalmente pelo amor, o princípio relacionador entre a matéria e o espírito.

Nesta linha, o vínculo em Aquário entre Urano (7º raio) e Júpiter (2º) nos fala do processo de Exteriorização da Hierarquia. Se levarmos em conta que Aquário sempre tenderá a incluir a consciência individual em um grupo, vemos como em um nível básico essa energia se expressa como corretas relações humanas (7º raio, o das relações), e dado que referido signo regerá macrocosmicamente durante os próximos 2000 anos, divisa-se uma especial oportunidade de desenvolvimento para o planeta, através dos fios de luz que vão se estendendo e à medida que vão chegando a zonas mais afastadas da vivência humana invocarão ainda mais inclusividade e síntese. Isto representa uma grande oportunidade de acelerar o desenvolvimento evolutivo e de participar mais conscientemente nele. A Lua, velando Urano, nos fala do Propósito oculto subjacente do amor encarnado pela Hierarquia.

Se aplicamos a analogia, vemos que assim como cada ser humano individual está carmicamente ligado a um alma que o inspira, também a humanidade em seu conjunto é guiada por um Instrutor amoroso, que ciclicamente nos transmite novos ensinamentos sobre o processo evolutivo que temos pela frente e nos acompanha em seu desenvolvimento. Isto é especialmente aplicável na Era de Aquário, porque neste ciclo a energia da alma chega ao plano físico.

Segundo o Tibetano, a entrada na Era de Aquário virá acompanhada pelo retorno ao plano físico desse Instrutor: Cristo, ou Iman Mahdi, ou Messias, Maitreya, Krishna ou como o denominem as distintas religiões. Cabe destacar que recentemente a organização Share International fez um anúncio sobre Seu retorno, o que merece muita reflexão e respeito, e pelo menos nos fala de indícios claros (astrais, mentais ou intuitivos) acerca da continuidade do processo de exteriorização da Hierarquia, ou seja, o nascimento do Cristo interno no coração. Que esse dia chegue para a humanidade o quanto antes possível é o anseio e compromisso de todas as pessoas espirituais; Aquário nos facilitará dar um passo a mais nessa direção.



sábado, 16 de janeiro de 2010

Nossa relação com os astros



A astrologia e as energias:
                                      As reflexões a seguir valem tanto para o astrólogo como para a pessoa espiritual que, de alguma maneira, guarda em sua consciência um espaço para a relação com as energias provenientes dos planetas, os signos e as estrelas. As duas formas clássicas de contato são o aprofundamento do conhecimento sobre o signo solar que, paulatinamente, deve ceder lugar ao Ascendente, e as meditações de plenilúnio ou, inclusive, lua nova, segundo o Tibetano, a base da futura religião mundial.

O que nos interessa destacar são extensões de dois famosos axiomas ocultos: “a energia segue o pensamento”, e “como um homem pensa em seu coração, assim ele é”. Em ambos os casos temos a síntese da atitude que deveria presidir a nossa interação com os astros.

Sabemos pela teoria esotérica que tudo no universo é energia, e essa energia é classificada em sete, os sete raios de energia espiritual. Esses raios são manifestados mediante estrelas, signos e planetas, entre eles os do nosso sistema solar, e sua energia faz de nós o que somos e seremos; nesse processo de desenvolvimento realizamos um “Plano” de vida de forma mais o menos consciente e, à medida que a evolução avança, descobre-se que é possível ser um reflexo individual consciente das qualidades e da potência do Macrocosmos, o que acelera nosso progresso ao mesmo tempo que complementa a intenção do Mestre ao qual assistimos como grupo ashrâmico, sendo a atividade deste Mestre uma extensão formulada no tempo da Vontade Divina.

O progresso pelos estados de consciência que caracterizam cada degrau da escala espiritual implica na colocação à nossa disposição de uma quantidade e qualidade determinadas de energia, mediante as quais desenvolvemos aquilo que cremos mais conveniente, mas, em todos os casos (do discipulado), o processo implica em “se deter” na apreciação de uma necessidade, na invocação de energia ou força e na evocação de uma solução, com a consequente inundação do ponto com a energia ou força invocadas. Isto repercutirá na futura evolução das formas e consciências colocadas sob a nossa responsabilidade cármica.

Todo esse desenvolvimento pode ser explicado com uma linguagem astrológica, que não seria senão outra maneira de expressar as verdades espirituais e que vem complementar o panorama conhecido acerca dessas dinâmicas de desenvolvimento, com o acréscimo de que, ao conhecê-las, é possível “baixar à Terra” o que já existe subjetivamente, aumentando a potência das energias na consciência diurna dos homens. Claro que isso requer uma cuidadosa e pura construção, e daí a dificuldade da astrologia esotérica, que até esse momento “permanecerá protegida nas alturas de sua pureza búdica”, para dizê-lo simbolicamente.

Os astros, a energia e o Plano:
                                             Seguindo com o anterior, podemos dizer que, a fim de desenvolver o Plano, os Mestres captam o Propósito e o desenvolvem no espaço, fazendo-se evidente que, para sua materialização, serão necessários certos tipos de energia e não outros, como também determinadas proporções de energia. Isso põe em ação um processo invocador, o qual se manifestará na Terra de acordo com a amplitude do ponto de tensão produzido pela humanidade, e essa invocação resultará na presença das energias vertidas pelas distintas estrelas, signos e planetas. Sua irradiação total seguramente é muito superior àquela que conhecemos, pois não somos capazes de captar mais que o que nosso cântaro permite, mas em todo caso somos responsáveis somente pelo que conhecemos.

Em nível individual ocorre o mesmo; aqui convém assinalar que a construção do ponto de tensão que nos concerne como aspirantes ou discípulos se realiza com matéria mental, isto é, com o poder do pensamento. Aqui entram em jogo os dois axiomas já citados, posto que a captação e a possibilidade de desempenhar uma parte comprometida no Plano do Mestre tem a ver diretamente com a amplitude da nossa consciência.

Aqueles que estão relacionados com a astrologia na maneira já indicada não captam em si mais energia do que aqueles que não estão, mas sem dúvida têm mais responsabilidade e sobretudo maior oportunidade; o conhecimento sempre acarreta responsabilidade e, no caso de ser usado erroneamente, sepulta o discípulo sob uma montanha de formas mentais incompreendidas, demasiado “pesadas” para ele. É a oportunidade de buscar ativamente um significado com as relações traçadas na consciência e assim esclarecer no plano mental uma parte do Plano para a humanidade e também os reinos animal, vegetal e mineral, pelos quais somos responsáveis.


A oportunidade de colaborar e progredir junto aos astros:
                                                                                     De que maneira aproveitar o nosso conhecimento sobre os astros? Em princípio não interpretando desde a forma, mas desde a consciência; a linguagem astrológica é a linguagem da Vida e da consciência expressas através da forma. Sempre é possível obter um significado profundo dos temas que nos são apresentados, e nessa compreensão estamos estendendo um pequeno fio de luz entre o signo, etc., refletindo e nossa própria consciência. Isso implica em uma pequena revelação de luz no mundo e um canal para a afluência de mais energia no futuro. Nesse sentido a astrologia é um campo de oportunidades para a reflexão, algo que também não é tão fácil de encontrar hoje em dia. Reflete a oportunidade de prover material para expandir o Plano e, assim, a nossa consciência

Outro aspecto a observar é a nossa atitude de abordagem, que naturalmente estará matizada pela nossa evolução particular. Quando lemos acerca do signo do plenilúnio, o fazemos com o desejo de ver “que podemos extrair” para nós? Nesse caso a intenção é em última instancia estrita, e isso curiosamente evocará forças de potência moderada, que a longo prazo atrasarão a nossa evolução, deturpando o que buscávamos de início.

Uma atitude a cultivar é, portanto, a de colaboração mental, a de “estabilizar luminosamente” a nossa compreensão e, assim, compartilhá-la graças â não separatividade. Isso misteriosamente entrelaçará a nossa consciência com os planos superiores de uma maneira surpreendente e mais estreita, possibilitando uma maior revelação no futuro. A chave neste caso é a sinceridade, o altruísmo e a pureza de intenção, que sempre são as chaves para o avançar no Caminho.

O contacto alcançado através do significado astrológico constitui uma definida forma de serviço, porque assenta bases espirituais para a exteriorização dos planos internos nos três mundos. Com o tempo, o correto pensar orientado compreensivamente para o superior incrementa a vibração dos veículos do discípulo, o que lhe permite ser mais consciente da intenção enfocada por meio do seu Ashram e, portanto, colaborar com mais amplitude e fogo no desenvolvimento do Plano que abarca a sua carta natal e a dos seus condiscípulos, assim como relações astrológicas muito maiores (entre Ashrams, reinos, Vidas planetárias) que ainda desconhecemos.

domingo, 10 de janeiro de 2010

A importância dos plenilúnios


Seremos muito pontuais no desenvolvimento desta ideia. O aspecto central a destacar e manter presente na mente é que o plenilúnio representa uma definida oportunidade de colaborar com a afluência de energias espirituais para o planeta e, assim, de colaborar com o aspecto do Plano que carmicamente nos corresponda.

Como afirmávamos no artigo sobre Libra, assim como a humanidade cria nos planos inferiores, recebe sua inspiração e guia dos planos superiores, e na tensão criada entre ambos acelera a sua própria evolução espiritual.

Essa evolução é regida por ciclos, por processos de invocação e evocação que, em sucessão e sob a Lei de Economia, evitam um sobre-estímulo de energia, tanto para a matéria como para o espírito.

Nesse marco, um plenilúnio é o ponto máximo de afluência de energias espirituais. Astrologicamente é representado como a oposição entre a Lua e o Sol, dois polos da consciência, e essa oposição ilustra o ponto de máxima tensão experimentado pela forma e a consciência sob a influência de um determinado signo.

Dado que a tensão implica em oportunidade, torna-se claro que o ponto mais propício para realizar um esforço em prol da evolução é durante o período do plenilúnio que, segundo o Tibetano, constaria de dois dias de preparação, um de contato e dois de recepção.

Passemos agora ao individual: o período de tensão é precisamente isso, uma vivência de esforço e desafio, sobretudo na relação alma-personalidade (corpos mental, astral e físico). E pode ocorrer que o razoável progresso experimentado durante o mês se veja ameaçado pelo sobre-estímulo, e então se chegue ao plenilúnio com uma postura “light”, desatenta à necessidade e à oportunidade de se manter firme na luz.

Tenhamos em conta que se trata de um ciclo de maior consciência, e que isso evidenciará os problemas da personalidade, assim como aumentará, talvez, a consciência da atividade dos senhores lunares, isto é, dos veículos inferiores. Trata-se em si de uma afluência de luz, mas se não formos capazes de permanecer espiritualmente alinhados, nosso serviço para a humanidade, a se prestar no plenilúnio, se verá frustrado, e individualmente se fechará outra porta para a nossa evolução espiritual.

Em conclusão, cada plenilúnio é, para um discípulo com formação esotérica, como uma prova do seu compromisso com o Plano e com a vida superior com a qual se comprometeu a viver; é importante se orientar corretamente e realizar um esforço para elevar a vibração durante aqueles dias. No momento atual, cada esforço é necessário, a fim de edificar uma nova ordem mundial cada vez mais harmônica com a visão obtida a partir do pós-guerra.







A base para interpretar esotericamente um mapa natal: Ascendente e nível de desenvolvimento espiritual


O marco e a orientação do astrólogo
                                                          
A astrologia esotérica não nega os postulados da astrologia convencional, antes, os amplia ou, melhor dizendo, nutre-os com maior significado. Em nível psicológico, seria possível dizer que a astrologia comum opera com alta eficiência na interpretação do que ocorre com um sujeito nos seus níveis físico, emocional e mental, ou seja, até alcançar a integração da personalidade.

Contudo, a experiência nos demonstra que a evolução continua, e que cada vez é maior o número de pessoas às quais as respostas que a astrologia comum proporciona não parecem ser suficientes ou carregadas de conteúdo, e é aí onde surge a astrologia esotérica.

Neste sentido, o esotérico tem a ver com a consciência, assim como o exotérico com a forma e o divino com a Vida, embora, neste último caso, estejamos falando de um nível iniciático, no âmbito geral alheio a uma consulta astrológica.

A astrologia esotérica possui, então, um método e uma base teórica apropriados para proporcionar as respostas em nível da alma, e deve, pois, complementar o que possa dizer a astrologia comum, que embora investigando significados espirituais, muitas vezes carece da amplitude e toque de “presença” de um enfoque esotérico.