Postagem em destaque

Os 3 níveis do horóscopo

sexta-feira, 18 de março de 2011

Peixes, Salvação e Liberação

Martín Dieser


Em plena proximidade do plenilúnio de Peixes, pode ser inspirador refletir sobre as qualidades deste signo e o processo de Salvação que representa, sem entrar tanto no técnico mas aproveitando seu influxo para esclarecer temas vinculados à energia pisciana.

Talvez o primeiro ponto a levantar deva ser que estamos diante de um signo dual, no qual são possíveis dois tipos de vivência, aquela vinculada à consciência e aquela relacionada com a Vida. Em ambos os casos surge a ideia de sacrifício, de um estado do ser que se perde na escuridão para ocultamente “resgatar” outro e demonstrar através do Amor a unidade de todo o manifestado.

Isto implica em um grande sacrifício da alma, porque durante eões a consciência apenas ilumina a personalidade e deve permanecer em suspenso até chegar a ela a invocação por parte da personalidade em crise.

Mas, sobretudo, é um grande sacrifício da Mônada, que se aproxima da consciência e a inunda com sua Vida, que se enterra no mais profundo da personalidade e permanece durante um período incomensurável até que o dia esteja com ela e o ser tomar consciência do seu imenso poder. Peixes permite tomar consciência deste grande sacrifício, o supremo, encarnado pela permanência do fogo monádico nas próprias raízes da existência.

Peixes tem sido associado frequentemente à consagração e o se submeter a algo, entendida esta expressão em um sentido positivo. É interessante sentir como da perspectiva da Tríade e o aspecto Vida que esta começa a transmitir, nessa rendição se encontra a chave da continuidade de consciência.
Espírito e matéria, a dualidade aparentemente irreconciliável, só pode voltar a ser Una graças ao Poder de Shamballa, à energia da Mônada. É necessário trabalhar desde a consciência, o coração, e “descer aos infernos”, e também se vincular com o aspecto matéria e não só aspirar a ser o espírito, para encontrar a via elétrica que une ambos os aspectos.

Esta porta que permite a passagem de energia ou a fluidez entre o espírito e a matéria, ou a Mônada e a personalidade, está ancorada no plano intuitivo ou búdico; o 4º plano, o intermediário entre o 1º e o 7º, é o grande ponto de união entre as duas correntes, proporcionando a qualidade álmica tão própria do reino humano.

Este processo dual tem analogia na relação entre os centros coronário e raiz, e ao amparo do coração se converte em uma única corrente de Vida que abre as portas para a Liberdade.

Neste processo temos também uma conjetura do papel que a humanidade pode exercer na evolução planetária e inclusive na solar, como estação energética e ponto de encontro entre duas correntes de força. Isto só é possível cada vez que se alcança o plano búdico, e daí a importância de desenvolver a mente e, ocultamente, “apagar seu fogo” com o coração. “O fogo só pode ser apaziguado com mais fogo”, lemos no livro Mundo Ardente (5); somente o fogo da compreensão, do coração inteligente é capaz de consumir e esgotar a mente, abrindo assim as portas a Shamballa.

Paralelamente e em nível dos centros, essa relação entre os centros coronário e raiz permite compreender o papel de um Salvador de uma perspectiva dupla, desde a Hierarquia e desde Shamballa, pelo menos de um ponto de vista, já que é um tema muito amplo e elevado.

Desde a Hierarquia, a Salvação é um processo de atração magnética em direção ao centro da própria consciência, uma irradiação de luz que desperta e eleva para realidades mais preclaras e serenas. É o Cristo sacrificando-se pela humanidade, e esta O reconhecendo como um Irmão Maior que mostra o caminho para que também ela salve outros ainda na escuridão.

Da perspectiva de Shamballa, a Salvação poderia ser entendida de uma forma distinta, no sentido de que mal se pode liberar quem já é livre; não existe um Salvador, existe apenas um Dragão despertando e se liberando por si mesmo de todas as cadeias, elevando-se pela própria energia que, com todo direito divino, foi reclamada para si. É uma demonstração da Vontade de Deus em ação, a Autossalvação.

Neste sentido pode também ser abordado o lema esotérico do signo: “abandono o Lar do Pai e, retornando, salvo”. A entrada ao Lar do Pai, o Lar do Fogo elétrico, está aqui mesmo, na Terra, e o processo de acesso pode ser entendido de forma dual: como uma elevação às alturas, na direção das realidades cósmicas, ou como uma descida ao mais íntimo da Terra, ao seu próprio núcleo, onde reside latente o fogo de kundalini, aguardando liberação.

Da maneira como é transcendido, tal é o papel da alma, simbolizada pelo Sol, porque deixa de ser necessária a intermediação para viver a divindade, simplesmente se é o que fomos desde o começo, Fogo Elétrico Puro. Isto dá uma guinada de 180 graus no primeiro lema para Peixes, o exotérico, que rege a personalidade: “entra na matéria”, e permite complementá-lo com um terceiro, dado na obra Cosmologia Oculta: “O Sol deve ser devorado. Sacrifica tudo”.

Que o Coração Uno e o Princípio do Amor representado pela Hierarquia sejam nossa inspiração neste plenilúnio que se aproxima e nos mostrem o caminho para esse grande Sacrifício que é também a grande Liberação.

Martin Dieser

segunda-feira, 7 de março de 2011

Hércules


 Ricardo A. Georgini


Na Trilha de Hércules

O mito dos Trabalhos de Hércules é uma representação simbólica da jornada humana em busca de autoconhecimento, autotransformação e autotranscendência. Cada um dos doze trabalhos descreve uma etapa do desenvolvimento progressivo do ser humano ao longo do caminho espiritual. Os desafios, provas e lutas enfrentados por Hércules são os mesmos que nos confrontam em nossas vidas diárias, e as soluções encontradas por ele podem servir também para nós.

Cada trabalho de Hércules está relacionado a um signo do Zodíaco, e aqui temos oportunidade de abordar a astrologia de modo diferente do habitual. Podemos entender os signos como doze arquétipos, doze qualidades centrais, doze tipos básicos de energia. Todos nós estamos em contato com todas estas doze energias, em maior ou menor medida. Por isto, dizer que uma pessoa é ariana ou aquariana é uma grande simplificação. Todos podemos e devemos aprender a expressar conscientemente todos os doze tipos de energia ou qualidades centrais.

Em cada trabalho de Hércules, estão representados os desafios e as oportunidades próprios do signo que corresponde àquele trabalho. Em cada trabalho, Hércules terá uma tarefa a cumprir, e para fazer isto, terá que disciplinar a sua própria natureza, aprender certas lições e aperfeiçoar o modo como ele expressa as qualidades daquele signo correspondente.

O mito conta que Hércules era filho do deus Júpiter e da mortal Alcmena. Portanto, a sua natureza era dual: uma parte dele era divina, mas outra parte era humana e mortal. Assim, Hércules representa cada um de nós, com a dualidade básica que nos caracteriza: de um lado, possibilidades espirituais, do outro, limitações materiais.

Hércules foi educado pelos melhores instrutores da época, era versado em todas as ciências e artes e desenvolveu todas as habilidades. Ele aproveitou e aprendeu o que o mundo e a vida têm a oferecer e ensinar, e estava apto, assim, a trilhar genuinamente o caminho espiritual. Para transcender o humano, é preciso antes ser plenamente humano. Conta-se que, então, ele matou os seus instrutores, o que é uma forma simbólica de dizer que ele passou a se apoiar em si mesmo e estava livre de qualquer autoridade externa.

Depois, Hércules se casou e teve três filhos. Isto significa que, dentro de si mesmo, ele alcançou a união com a sua essência espiritual ou alma. E passou a expressar as três qualidades principais da alma: vontade ou propósito, amor-sabedoria e luz ou inteligência. Mas logo Hércules foi tomado de loucura e matou a esposa e os filhos. Aqui fica representada uma tendência comum nos principiantes no caminho espiritual, que sacrificam indevidamente tudo e todos pelo seu próprio progresso espiritual.

Quando Hércules caiu em si, foi consultar o oráculo, que lhe aconselhou realizar doze trabalhos que o rei Euristeu lhe apresentaria. Neste processo, Hércules emendaria os seus erros, purificaria e redimiria a sua natureza humana e exaltaria a sua natureza divina ou espiritual.

Antes, porém, do início dos trabalhos, os deuses vieram oferecer a Hércules certos presentes. Minerva deu-lhe um manto, símbolo da vocação espiritual. Vulcano deu-lhe um peitoral de ouro, símbolo da força vital, que protege. Netuno deu-lhe uma parelha de cavalos, símbolo da sensibilidade e da imaginação. Mercúrio deu-lhe uma espada, símbolo da mente, com sua capacidade de separar o real do irreal. Apolo deu-lhe arco e flecha de luz, símbolo do foco espiritual e da percepção intuitiva.

Esses são os requisitos para trilhar o caminho espiritual.

Nos próximos meses, a coluna “Astrologia da Alma” abordará cada um dos trabalhos.


Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Peixes, Redenção Planetária

Piscis


                                                                              
                                                 

 Peixes: Redenção planetária 

Peixes é o signo que completa a roda zodiacal. O seu grande tema é redenção. Simplificadamente, podemos dizer que redimir significa trazer algo de volta ao seu estado original de pureza, liberdade e beleza. Durante o mês de Peixes (este ano de 19 de fevereiro a 19 de março), somos convidados a nos desapegar e sacrificar quaisquer atitudes, crenças e hábitos que produzem limitação, separação e nos impedem de expressar as nossas possibilidades mais elevadas.

A primeira coisa que, talvez, precisemos redimir é a própria imagem que fazemos do humano. Todos os mestres espirituais ensinaram a beleza e a bondade essencial do ser humano, e todas as tradições religiosas afirmam que o homem é um filho de Deus. Apesar disso, nós temos enfatizado exageradamente o outro lado, com inflamados discursos sobre pecado, culpa e degradação. Mas a escuridão não é superada falando de escuridão ou combatendo a escuridão. É preciso discernir a luz, valorizar a luz, alimentar a luz. Assim, é fundamental que nós, humanidade, redescubramos o fato de que o humano é essencialmente sagrado, e que a verdadeira natureza humana é amor, bondade, beleza, verdade e justiça.

A energia de Peixes confere uma aguda sensibilidade, capaz de encontrar a luz em meio à escuridão, perceber a ordem no caos e ver o bem por trás do mal aparente. Esta sensibilidade permite que nos sintamos partes de um Todo Maior, células no corpo de Deus, e que nos sintamos em contato com a divindade e em comunhão com tudo e com todos. Ela permite que reconheçamos e nos sintonizemos com o que há de melhor em cada pessoa, a começar por nós mesmos.

O desenvolvimento da sensibilidade, estimulado por Peixes, deve ser acompanhado pelo desenvolvimento mental. É função da mente compreender e interpretar corretamente aquilo que o coração percebe com sua sensibilidade. Quando isto não é feito, falta ao indivíduo um ajustado senso de proporção, então ele pode ver uma pequena fração da verdade e achar que já conhece a verdade toda. Aí surge um sentimento de ser especial, e frequentemente ele julga que seu grupo, teoria ou doutrina detém o privilégio da salvação.

Sem o complemento de uma mente potente e esclarecida, a sensibilidade pode levar à vulnerabilidade e à passividade. Então, o indivíduo se abala demasiadamente com o aparente mal em si mesmo, nos outros e no mundo. E não consegue aplicar à sua vida prática todas as aspirações, sonhos e ideais do coração. Por isso, todos devemos almejar o equilíbrio e complementação entre cabeça e coração, razão e sensibilidade, firmeza e flexibilidade, planejamento e espontaneidade.

Há uma árvore latente em cada semente, que só precisa das condições adequadas (como nutrientes, água e luz) para germinar e crescer. Semelhantemente, faz parte da natureza humana aprender, amar, compartilhar, se doar... Só é preciso que não atrapalhemos o processo, com culpas, exigências descabidas, apegos, etc. A influência de Peixes nos convida a renunciar a crenças em favor de uma verdade mais ampla, e sacrificar a visão superficial em favor de uma percepção mais profunda, e nos abrir para o melhor em nós e nos outros, e cultivar uma refinada sensibilidade ao bem. Complementada pela correta atuação da mente, que a humanidade vem desenvolvendo consistentemente, o resultado será a redenção planetária.

Ricardo A. Georgini

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Aquário, a realidade do grupo Uno

Martín Dieser

O período regido subjetivamente por Aquário, e em particular o plenilúnio, nos traz à consciência uma certeza, e é que todos formamos parte de um grupo. Assim como Leão brinda a noção e o sentido de se pertencer a um centro, Aquário permite a fluidez na direção do similar, de coração a coração, horizontalmente.
A energia de Aquário, por meio do seu regente esotérico, Júpiter, estimula potentemente o centro cardíaco e nos abre a consciência para a própria natureza do grupal, do qual os grupos esotéricos são parte importante.
Um grupo esotérico não é um mero agrupamento de indivíduos com interesses comuns e mente potente, é, em sua raiz, uma realidade vivente que emana do coração, que deste mesmo centro se alimenta e inunda com sua Presença cada uma das atividades do discípulo, que assim encarna o Plano em sua totalidade e desempenha uma parte, tornando-se literalmente o Amor em ação nos três mundos.
Normalmente essa função expressiva de Aquário como agente do Plano é simbolizada na Aqua Vitae. A água da vida é uma fonte de eterna juventude e renovação que se encontra ao alcance de todo servidor sincero; para ter acesso à mesma, cabe não se esforçar por obtê-la, mas tomar consciência de que no centro do nosso ser existe um manancial repleto de Vida, que constitui o fundamento oculto do ato de verter a água, tão próprio do signo. Todos somos chamados a distribuir essa água.
Distribuir e partilhar é a essência da mensagem aquariana e a nota-chave da energia que, segundo se diz, encarnará o Instrutor do Mundo quando (em breve) reaparecer na Terra. A influência de Urano, planeta de 7º raio e regente de Aquário nos três mundos, está levando este princípio a uma expressão física, e sem dúvida uma de suas manifestações mais claras é a Internet.
Mas também se pode entender o distribuir e partilhar em um sentido mais direto, como um “compartir sem compartir”. Quando a consciência cede, impotente, para dar lugar à Vida, quando o Amor é absorvido pela Vontade, acede-se a uma nova dimensão, a um ponto de confluência do qual começa-se a perceber, e já não só a conhecer conceitualmente, que o Portador de Água, o cântaro e a água são Uno, que na realidade nada (e tudo) há para compartir quando é o Uno que se realiza a si mesmo; ao mesmo tempo existe a noção de dualidade e a irradiação se apresenta como a forma primordial de serviço.
A verdadeira energia Una demanda que a consciência se esgote a si mesma, se revele como insuficiente e clame pela assistência de um fator mais: a Vida. Quando Vida e consciência se conhecem como Uno, os dois grandes rios podem ser combinados, e o fluxo resultante remove todas as limitações da forma, realizando a simbólica limpeza dos estábulos de Áugias, segundo relato contido em Os Trabalhos de Hércules.
Esta força irresistível é a força de Shamballa, a força que submerge continentes e forja raças inteiras. A humanidade é capaz de invocar esta energia sob a forma de fogo elétrico puro, mediante a consciência grupalmente enfocada no plano átmico, e sua correta utilização será a nota distintiva da Era de Aquário, para o qual a terceira fase da revelação da Sabedoria Eterna será preparatória. É a força que liberará a humanidade e abrirá as portas à sua dimensão cósmica.
Observando a atualidade, seria possível dizer que no Egito a energia de Shamballa levou o triunfo da liberdade ao plano físico, impulsionando a alma deste grande país (onde funcionará a mais elevada das Escolas de Mistérios) a um renovado ciclo de atividade.
O tempo dirá se o que se trata ali é um evento isolado ou uma série de impactos grupalmente invocados e dirigidos sob um propósito unificado e definido…
Em todo caso, Aquário é sempre um bom período para vivenciar essa grande realidade que é o grupo, em cujo centro reside a essência do que o Portador de Água distribui, que reside na própria Vida.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Aquário: Servir a humanidade

Ricardo Georgini

O signo de Aquário promove a expansão da consciência do individual para o coletivo. Suas notas-chave são serviço e universalismo. É o signo que regerá a nova era na qual estamos entrando, por isto é especialmente importante compreender as suas qualidades e influências.
Todos os seres são partes de um todo maior. Neste todo, cada ser desempenha um papel único e vital. Mas nós, seres humanos, prestamos atenção não ao todo maior, e sim a nós mesmos, como indivíduos. O signo oposto complementar a Aquário, Leão, representa este autocentramento e o desenvolvimento da autoconsciência. É uma base indispensável e o ponto de partida para toda a ampliação. À medida que o ponto de consciência individual é fortalecido e estabilizado, podemos prosseguir com a sua expansão para uma esfera de consciência cada vez maior: um grupo, uma nação, a humanidade, o planeta... Esta ampliação é estimulada pela energia de Aquário.
Quando um indivíduo compreende a maneira como a sua vida integra um todo maior, ele descobre qual é a sua função neste todo e pode passar a desempenhá-la conscientemente. A isto chamamos serviço. Muitas vezes, o ideal do serviço tem sido interpretado de modo superficial, como se fosse simplesmente ajudar os outros. É algo mais amplo e mais profundo do que isto. O serviço é uma expressão de consciência. Significa que o indivíduo alcançou a visão de um propósito maior — o propósito do todo, seja um grupo, uma nação ou a humanidade — e então se coloca a serviço deste propósito, procurando participar inteligentemente de sua realização.
Aquário não só incentiva ao serviço, mas incentiva a servir em grupo. Contudo, não se trata de meramente filiar-se a alguma organização. De novo, é uma questão de consciência. Sempre que um indivíduo se aproxima de sua própria essência, ele se aproxima também de seus semelhantes. E quando o indivíduo verdadeiramente encontra a si mesmo, ele também encontra o seu grupo — aqueles que pensam como ele, aspiram como ele e servem como ele. Os grupos aquarianos reúnem-se em torno de ideias e ideais comuns, e não por afinidades pessoais. Existem para servir um propósito maior e cumprir uma função dentro da humanidade.
Estamos vivendo um longo período de transição entre a antiga Era de Peixes e a nova Era de Aquário. E podemos esperar pelo surgimento cada vez maior de grupos com inclinação aquariana, provocando grandes transformações na cultura e na civilização humanas. Estes grupos estão trabalhando para promover a cooperação entre as nações, a aproximação e o reconhecimento mútuo entre as religiões, a circulação e a distribuição dos recursos econômicos e a integração entre os diferentes povos e culturas. A influência de Aquário gradualmente dissolverá o exclusivismo e o separatismo, e viremos a compreender que somos todos uma só família humana.
Anualmente, no mês de Aquário (este ano de 20 de janeiro a 18 de fevereiro), somos convidados a servir a humanidade, participando inteligentemente da construção da nova cultura e civilização aquarianas.
Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br

sábado, 15 de janeiro de 2011

Capricórnio: subindo a montanha da iniciação

Martín Dieser

 Uma vez mais entramos sob a potente influência de Capricórnio, que proporcionará, não somente àqueles que têm o Sol ou o Ascendente nele, mas a todos os sensíveis à iniciação, a qualidade que atrairá na direção da luz e permitirá deixar para trás os impedimentos para sua livre afluência.
É um período propício para refletir sobre o esforço e a natureza da personalidade, sobre os êxitos mundanos e os espirituais, combinados na iniciação. Normalmente se crê que a iniciação é alcançada mediante a disciplina e o trabalho árduo na frente interna, através dos sacrifícios e do firme seguimento de uma meta. E assim é de uma dada perspectiva, mas não de outra: quem se preocupa em “chegar” é a personalidade, que tem como um dos seus principais objetivos o de se consagrar à alma e à vida espiritual; essa grande reorientação é consolidada mediante a influência de Sagitário. A alma não se esforça dessa maneira, a alma é clareza, segurança, magnetismo, ritmo, mas não esforço; sob Capricórnio é oportuno se aperceber dessa diferença.
Tendo chegado a um certo ponto, a personalidade se torna um obstáculo, porque sua própria natureza não é consciência, é forma; o eu inferior, de alguma maneira, tentará “reter” a energia da alma, a fim de continuar elevando sua vibração com sutil egoísmo. Uma das lições mais interessantes que traz o período regido por Capricórnio tem a ver com a energia vertida através de Saturno, que rege o signo tanto em nível da personalidade como da alma. Saturno limita, conformando o círculo-não-se-passa (simbolizado por seus famosos anéis) depois do qual somente chega um estado de consciência superior, e distinto em qualidade.
No primeiro nível de regência, de alcance pessoal, Saturno permite tomar consciência de que o grande obstáculo para a iniciação é, na realidade, o próprio eu demasiado sintonizado com os mundos superiores, o que é correto até precisamente ter que transpor os portais de consciência, em direção a dimensões mais amplas. É proveitoso entender não apenas em nível intelectual, como também de maneira vivencial, que a personalidade é o Morador no Umbral, e que necessariamente deve se produzir uma transferência de identidade a fim de se conectar com energias mais elevadas, mudança que não desatende nem omite a personalidade, mas que a coloca em seu lugar ante a vastidão do mundo que nos rodeia, cuja essência é encarnada pela alma. A personalidade identificada com o superior não é o superior; chave simples e complexa ao mesmo tempo.
Mais sutilmente, Saturno também contribui com limitação para a alma radiante, que já integrada com a alma deve aprender a silenciar-se a fim de deixar espaço para a Mônada.
Este relacionamento superior nos conduz ao tema da luz, simbolizado pelo lema esotérico “estou perdido na luz suprema e a essa luz dou as costas” O que é a luz suprema? Qual é o tipo de experiência a que faz referência o lema esotérico? Curiosamente, cabe realizar duas interpretações do “estou perdido na luz suprema e a essa luz dou as costas”. Em princípio poderia se dizer que a entrada em estados superiores de consciência implica em mais desapego, mas, paralelamente, mais compromisso, mais energia à disposição e um maior poder condicionante, fruto de uma vinculação mais estreita com o Ashram e o Mestre, com cuja energia haja afinidade. Isso faz com que a percepção da luz, longe de evocar apego à mesma, também revela o grau de sofrimento e de escuridão do mundo que rodeia o discípulo e, assim, evoca seu coração e seu serviço. Não se trata de uma questão afetiva (embora geralmente também o seja) mas sim magnética; a percepção da escuridão imediatamente é complementada pela luz, e os discípulos em contato com a alma são eminentemente os portadores de Luz e Amor.
E de outro ângulo, a “luz suprema” não é a da alma, é aquela que alguns autores chamam de “a luz escura”, um ponto negro sem dimensão no espaço ou no tempo, que atrai o discípulo fusionado com a alma e o impulsiona a revelar, do mais próximo de si, a Vida que está mais além da luz da alma. A essa luz se termina dando as costas, porque seu Mandato é se exteriorizar e demonstrar o Poder de Deus e sua Unidade em todos os planos.
Este vínculo entre alma e Mônada se enlaça com o mistério do Leão e do Unicórnio a que o livro Astrologia Esotérica faz referência, no qual vincula tais animais, respectivamente, com os signos de Leo (Leão) e de Capricórnio. Diz-se que existe uma relação muito especial entre ambos; parte da resposta poderia estar em que Leo representa a consciência em sua consolidação, enquanto que Capricórnio é a síntese da mesma; quando a Mônada se faz presente atravessa o coração do Leão, porque toca diretamente a personalidade, e irrompe com todo seu poder, o poder da Vontade de Deus, impelindo a forma à evolução e atravessando a consciência como o chifre único, unidirecional e enfocado, do Unicórnio, o ponto da Vida Una.
Outro fenômeno interessante de Capricórnio tem a ver com seus raios: há várias energias que fluem através do signo, aportando-lhe a qualidade terrena e elevada ao mesmo tempo. São os raios 1º, Vontade ou Poder; 3º, Inteligência Ativa; 5º, Mente Concreta e 7º, Ordem Cerimonial e Magia.
Observa-se que os raios 3º e 5º são próprios de Saturno e Vênus, respectivamente, que são os regentes do signo e, como analogia, seus veículos de expressão. Por outro lado, existe uma relação muito especial entre os raios 1º e 7º; entre ambos são conformados o princípio e o fim de um ciclo energético, e quando combinados, criam uma conexão direta entre “o céu e a Terra”, o que acarreta uma realização sintética e oniabrangente do processo evolutivo, uma nota que está mais além da soma deles. Esta qualidade sintética tem a ver com a iniciação, qualquer que seja aquela que cada um tenha pela frente, e subjetivamente essa qualidade capricorniana é a que permite a (sempre relativa) perfeição.
Assim, facilita-se um importante trabalho mental graças ao influxo dos raios 3º e 5º, possibilitando a consolidação no nível mental (o quinto plano) que é onde mora a alma; o terceiro plano é também o átmico, onde mora o veículo monádico, em uma volta superior da espiral. De uma forma misteriosa é este conjunto de energias que permite o aprisionamento, a morte e, afinal, a iniciação.
É que a iniciação tem muito a ver com a morte, com o deixar para trás dimensões da consciência, quer se trate da “escuridão física”, das emoções ou da mente. É necessário um grau de cristalização que aprisione à vida interna e permita se aperceber do grau de isolamento, de separatividade, de debilidade em que se vive, a fim de invocar a energia superior que trará a liberação das limitações. Esse fator cristalizante tem muito a ver com Capricórnio.
Vale então refletir, especialmente no período de plenilúnio, mas durante todo o mês, acerca do papel que Capricórnio exerce na vida da humanidade, na vida da alma; fazer o esforço para subir ao pico da montanha e descobrir que, na realidade, o que se necessita é de um fracasso, a fim de se sacudir as ataduras e deixar a consciência melhor alinhada entre o cume, o caminhante e o céu, ou a personalidade, a alma e a Mônada, encontrando o Uno ainda que por um instante.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Capricórnio: A iniciação da humanidade


Ricardo Georgini



Capricórnio é um signo de realização. Sua energia estimula o triunfo do espírito humano sobre todas as condições limitantes e circunstâncias adversas. Promove o pleno desabrochar de todo o potencial humano, prevalecendo sobre tudo o que pudesse abafá-lo ou aprisioná-lo. De 21 de dezembro deste ano a 19 de janeiro de 2011, as energias capricornianas ficarão especialmente ativas, convidando-nos a renovar nossos esforços para manifestar as nossas mais elevadas possibilidades.

Este décimo signo do Zodíaco representa a apoteose do humano. Capricórnio demonstra a capacidade humana de abrir caminho, fazer o seu destino, aproveitar as oportunidades, superar as dificuldades, transformar-se, recriar-se e persistir na direção de seu objetivo. É um signo de extremos, e produz ou o pior ou o melhor tipo de ser humano. As qualidades capricornianas podem expressar-se como mentalidade estritamente materialista, egoísmo exacerbado e fervorosa ambição por sucesso mundano. Ou como sabedoria, abnegação e consagração à evolução espiritual.

A realização é possível em Capricórnio devido ao grande dom deste signo: a disciplina. É o que faz a diferença e propicia a conquista, material ou espiritual. Envolve senso de prioridades, emprego de método e técnica apropriados, empenho constante, economia de tempo e de recursos, renúncia e capacidade de sacrificar o menor em favor do maior. Tantas vezes, os nossos propósitos maiores se perdem, ofuscados por questões menores e trivialidades. A disciplina nos permite colocar cada coisa em seu devido lugar e proporção, de modo que o menor não compita com o maior, mas seja, verdadeiramente, um degrau em sua direção.

Quando a disciplina é aplicada ao desenvolvimento espiritual, conduz finalmente ao que é chamado de iniciação. Uma iniciação é uma grande expansão de consciência, que marca um passo significativo no Caminho Espiritual. Cada iniciação produz uma maior medida de integração interna, psicológica. Como consequência, ocorre uma maior integração externa, com a humanidade, e o indivíduo se coloca mais e mais a serviço da coletividade. Cada iniciação é a entrada em um novo ciclo de experiência, desenvolvimento e serviço.

O processo de iniciação envolve um período de crise. Acontece quando o indivíduo chega a um ponto, em seu desenvolvimento, em que consegue esgotar todos os seus recursos disponíveis, tendo tirado o máximo proveito deles. Só então ele precisa de mais; só então ele merece mais. Nesse ponto, o indivíduo se confronta conscientemente com problemas que, por ora, ele não tem como resolver; ele dá o seu melhor, faz tudo o que está ao seu alcance, e no entanto, não é suficiente. Tal condição de impasse e crise é justamente o solo propício para o poder latente no indivíduo germinar. A crise invoca o espírito humano e extrai dele novas capacidades, antes dormentes. Este despertar do poder interno é a iniciação.

Atualmente, toda a humanidade está passando por um processo global de iniciação. A generalizada crise mundial (social, política, econômica, religiosa e científica) indica que estamos prontos para um extraordinário passo adiante. Muitos dos problemas que confrontam a humanidade estão além da sua capacidade atual de solução, e por isto mesmo, estão fazendo despertar o seu potencial mais profundo. A iniciação da humanidade é iminente, e produzirá uma maior integração interna — entre seus diversos povos — e externa — com as outras formas de vida no planeta. Quando menos pensarmos, a humanidade nos surpreenderá com um desabrochar de sabedoria e amor que muitos de nós nem sequer imaginávamos.

Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sagitário, a busca do Propósito


Martín Dieser
Durante todo o período regido por este grande signo, mas especialmente até o plenilúnio, é importante refletir sobre as qualidades internas reveladas em Sagitário, o que nos permitirá afinar nossa consciência à sua vibração e aproveitar melhor a oportunidade energética que nos oferece.
Na atualidade é um signo chave para a humanidade; as Guerras Mundiais foram símbolo da realidade em Escorpião, e embora não se deva descartar um novo conflito global, tal signo cumpriu seu papel, porque em grande medida já existe consciência acerca dos problemas mundiais, sejam sobre a guerra, as mudanças climáticas, a crise financeira, a liberdade de expressão, etc. Sabe-se, em linhas gerais, o que se deveria fazer, e isso é resultado de Escorpião; a escolha é sempre interna, assim como a atuação efetiva em prol do percebido.
Como nenhum outro, Sagitário é o signo das viagens, das buscas; é o tipo de energia que se move na direção do percebido fora, e por isso se complementa com Gêmeos, que é precisamente o que dá origem a essa dualidade. Sempre que Sagitário está ativo em uma carta natal, existe uma meta previamente captada no coração do ser, seja a satisfação do desejo em níveis mundanos (simbolizado pelo Centauro) ou a aspiração para objetivos amplos e espirituais (o arqueiro sobre o cavalo branco).
Isto é mais acentuado quando Sagitário ocupa o Ascendente, já que o Sol se refere mais ao já adquirido; em todo caso, dentro da forma há uma meta superior e este signo leva primeiro a empreender a viagem, para depois caminhar até o grande objetivo, que espiritualmente é a expansão de consciência para a qual estamos nos preparando segundo nossa evolução. Ser sensível às energias sagitarianas é ser sensível a um objetivo, objetivo espiritual neste caso.
Vinculado ao tema dos raios, pode-se pensar que quando o 1º ou 6º Raios se encontram ativos em Sagitário, a tarefa possivelmente seja buscar um novo objetivo, e tenderia mais a ver com seu desenvolvimento nos casos restantes, denotando talvez um trabalho já empreendido em encarnações anteriores.
Em todo caso, afirma-se que o signo do Arqueiro rege o Caminho do Discipulado, e é interessante considerar porquê. Antes de tudo, discípulo é aquele que consagrou sua vida ao espiritual (entendendo-se o termo em sentido amplo), à verdade interna do seu coração. Não se trata de uma condição que possa ser dita superficialmente, mas de um compromisso para o superior, meta que em princípio não é claramente discernida, mas que conforme se cumprem os requisitos prescritos pela consciência vai emergindo como um silencioso e invisível farol que sempre guia pelo caminho correto.
Como se dizia antes, trata-se de uma analogia superior da dualidade gerada em Gêmeos, e leva dentro de si a alma querendo se exteriorizar no mundo e demonstrar no plano físico a Verdade da sua Presença. Esta ênfase pode ser a causa de que assim como Júpiter rege o signo exotericamente (nos planos físico, emocional e mental), permitindo manifestar amor à matéria mesclado com amor espiritual, é a Terra seu regente esotérico (em nível da alma), indicando que para a alma a ascensão enfocada da personalidade é uma descida para ela.
Uma vez que se entre em contacto com o Eu Superior, a batalha simbolizada por Escorpião está ganha e se entra sob a influência de Sagitário; o desafio agora é seguir adiante, “lançar as flechas e recolher o conquistado”; gerar pensamentos e emoções e consumi-los no vazio da compreensão amorosa; cada ato de compreensão é uma pequena chegada à meta, cujo subida final se produz sob Capricórnio. Gradual, mas lucidamente, vai se fazendo (como personalidade) o esforço de abrir caminho para si até essa luz, e a consciência vai se infundindo de maior clareza.
A certa altura, Sagitário já não serve à personalidade que desperta para a vida espiritual, nem ao discipulado consciente que se dirige para a meta, mas ao discípulo ativo que deve descer da Cruz Fixa para ascender à Cardinal ou, em outras palavras, deixar de ser a alma e começar a buscar o contato com a Mônada.
Isto tem uma analogia na consciência, que poderia ser descrita da seguinte maneira: a luz plena conduz a uma suave mutação na natureza mental; o processo do pensar continua, mas gradualmente começa a ficar sob o umbral da consciência; antes que pensar, se sabe, o qual reduz notavelmente o tempo de muitos processos emocionais e mentais, abrangendo tudo em um estado de compreensivo equilíbrio que lentamente vai se revelando como silenciosa mas angustiosamente insuficiente, não pleno. É evidente que ali as “flechas” de Sagitário já não cumprem a sua função original, mas em um sentido misterioso pode-se rastrear aqui a função do signo e assim usar suas energias inteligentemente.
É que a busca espiritual não cessa: longe da meta, começa-se a perceber a luz como insuficiente, se a reconhece como abrangente e vinculante, mas ao mesmo tempo com sutis limites em seu poder, que não é total; conhece-se parte do Plano (a que carmicamente corresponda) mas se anseia ser Uno com o Propósito que lhe dá impulso e do qual o Plano é a formulação. Em outras palavras, Shamballa passa a ser a meta.
No entanto, é uma busca peculiar, não na dualidade, mas na unidade; é a busca “de uma unidade menor a uma unidade maior”, de um todo menor a um todo maior, com o qual existe ressonância na vibração e assim uma via direta para o descenso da Vida; é reduzir o Todo a um ponto através da atração compreensiva. Por isso, se poderia dizer que neste nível todas as flechas se reduzem a uma, a flecha da identificação, e todos os caminhos a um, o caminho do coração, que é a grande porta de entrada para Shamballa.
Qual é a grande meta (interna, não materializável) a que nos dirigimos em nossa vida? O quanto estamos percorrendo o Caminho fiel e decididamente? O período regido por Sagitário é especialmente propício para esclarecer estas questões, para dar passo após passo em prol dessa meta a que ansiamos chegar, e acabar descobrindo que sempre fomos a própria Vida que se buscava a si mesma.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Sagitário

Joanna García


Cordiais saudações

Depois de umas energias muito carregadas vividas durante os dias de Escorpião, a pressão transmutadora nos levou a uma viagem às vezes forçada para o nosso interior. A busca de novas verdades e a morte simbólica de processos mentais e emocionais, se fizeram inevitável.

Todos esses processos aliviaram possivelmente mais de cremos a nossa equipagem, preparando-nos para receber a mensagem e a energia de um dos Signos mais belos e livres do Zodíaco;  Sagitário.

Júpiter volta a se encontrar em um terreno em que se sente sereno, renovado depois da "movida” interior de Escorpião e agora é possível observar se algo em nosso interior é detonado desde  Sagitário e seu Signo complementar, Gêmeos.

Dois são os importantes significados que se produzem e, embora em diferentes dimensões, oferecem uma mesma oportunidade e responsabilidade.

A importância e a qualidade da palavra, da linguagem que empregamos ao falar e especialmente, ao pensar, já que é essa a forma em que intimamente permitimos que a alma se comunique conosco.
O dom da mente é um de os maiores dons que possui o reino Humano, sendo também uma das suas maiores responsabilidades.

Dos Trabalhos de Hércules, outorga-se uma tremenda importância ao insuportável ruído com os que determinados pássaros atormentavam até a loucura as pessoas do povoado.

Esse mesmo tormento é o que o pensamento incontrolado, as dúvidas, críticas,  temores e emoções, são emitidos pela personalidade e afastam a nosso autêntico Ser.

Júpiter representa toda a estrutura humanística e filosófica que conseguimos ciclo após ciclo, expressando-se através da necessidade da comunicação com outros seres.

A sétima Casa desde Sagitário é sempre Gêmeos, pelo qual nosso centro laríngeo está mais preparado que em outros momentos do ano para a palavra, bendito dom que nos diferencia de qualquer outro reino da natureza.

Qualquer pessoa que compreenda a importância da comunicação, sente alegria quando chega o mês de Sagitário.

Disse Parvathi Kumar: 

"Sagitário é o melhor dia de todo o Ano Solar para a iniciação".

Com maior ou menor tino, estamos todos no caminho da busca espiritual e é este um mês para não deixar de aproveitar um só dia. "Júpiter está em seu lar".

Cada uma das Doze Casas tem um especial interesse em nossa vida, todas elas são partes essenciais do nosso interior e de nossas vivências exteriores, mas talvez a Casa Nove possa nos mostrar a ampla avenida por onde fluem as mensagens da Alma.

É a Casa da Alma; nela encontramos nossos desejos de autenticidade, de alegria de viver tanto o cotidiano, como o que consideramos especial.

É esse um dos motivos deste mês ser tão especial. Em todos nós está vibrante uma Casa Nove sob o Signo que for, mas com a energia subjacente de Sagitário. No tema de todos, está situado Júpiter e desde a Casa onde emite sua forte energia, está falando de Casa Nove e de Sagitário.

É um momento magnífico para observar se esse Planeta sobre cuja energia “Deus se apóia”, tal como diz o Mestre Tibetano, apresenta por nascimento algum conflito. Meditando nele, intuiremos como equilibrá-lo. Os trânsitos que desde o firmamento afetam os componentes mencionados, nos ajudam ao que desde há eões decidimos: alcançar a perfeição.

O Fogo de Sagitário e o Ar de Gêmeos, são um amável gesto para uma maior oportunidade de comunicação em todos os âmbitos da nossa vida.

Leituras, livros, editoriais, projetos para plasmar em um livro, as inquietudes que a Alma emite… todo isso adquire maior poder neste mês.

As Luas em Sagitário, ainda não sendo seu Elemento idôneo, têm uma grande profundidade, um forte amor pelo ensinamento e facilidade para traspassar o que se sente no interior.

Um abraço cordial neste belo mês que começa.
Desde o coração,
Joana

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sagitário: Viver de propósito

Ricardo Georgini


O signo de Sagitário confere senso de propósito e de direção na vida. Estimula o idealismo, o pensamento reflexivo profundo, a visão abrangente e a intuição. No mês de Sagitário (este ano entre 22 de novembro e 21 de dezembro), somos incentivados a refletir sobre qual é o propósito da vida, qual é o nosso propósito de vida e quanto estamos vivendo por este propósito.

A vida humana pode ter um sentido maior, e de certo modo, sempre tem, ainda que não percebamos. Mas muitas vezes, a vida do ser humano é como uma caminhada sem rumo. A pessoa vai vivendo sem saber aonde chegará, ou até sem se importar. Simplesmente segue vivendo, procurando garantir sua subsistência, respeitando as convenções sociais e buscando prazer, de uma ou de outra forma. As circunstâncias e os acontecimentos acabam determinando para onde a pessoa irá e o que a sua vida se tornará. Outras vezes, até temos algum objetivo na vida e fazemos esforços em sua direção, mas permitimos nos distrair com outras coisas e deixamos o tempo passar, enquanto permanecemos inertes. A influência de Sagitário nos ajuda a manter a visão da nossa meta final, e ajuda a ver também qual é o passo imediato para um dia chegar lá, e ajuda ainda a dar este passo agora.

Isto é possível porque Sagitário estimula poderosamente a mente humana. Ela nos permite estabelecer prioridades, e distinguir o que é realmente necessário e o que é dispensável, e distinguir também o que podemos transformar e o que devemos simplesmente aceitar. Ela permite-nos elaborar planos e conduzir a sua realização com flexibilidade, fazendo as necessárias adaptações. Permite-nos organizar o nosso tempo, organizar o nosso dinheiro, e todos os demais recursos à nossa disposição.

Comumente, a causa de nossos fracassos é a distração de nossa atenção e a dispersão de nossas forças. Sagitário promove a capacidade de foco. Quando conseguimos seguir adiante em nosso caminho sem nos deter pelas preocupações, incertezas e ansiedades; quando conseguimos nos liberar de tantas pequenas distrações e manter o nosso foco, sem desvios, na meta; quando conseguimos concentrar as nossas forças, habilidades e recursos e aplicá-los ao nosso objetivo — então, podemos realizar quase qualquer coisa e alcançar mesmo o que parecia impossível.

A mente humana pode dirigir o seu olhar para baixo ou para o alto. Ao voltar-se para baixo, a mente vê o corpo, com suas necessidades, instintos e apetites; vê as relações sociais e as circunstâncias do mundo. Um objetivo de vida que surja apenas desta visão será, naturalmente, materialista e egoísta. Isto é ambição. Mas ao orientar-se para o alto, a mente pode vislumbrar as ideias eternas e universais. Um objetivo de vida baseado nesta visão será, naturalmente, espiritualista e altruísta. Isto é idealismo. Uma vida sem qualquer ambição é uma vida aparentemente sem sentido, mas uma vida movida apenas por ambição é ainda uma vida com sentido pobre e superficial. Uma vida de idealismo inclui tudo aquilo que torna a vida humana rica e plena. Então, viver deixa de ser apenas subsistir e reproduzir as tradições herdadas; torna-se uma experiência criativa e cultural.

A energia de Sagitário estimula especialmente as faculdades superiores da mente, que possibilitam-nos buscar o bem, a verdade e a beleza; possibilitam-nos produzir cultura, filosofia, arte, religião, ciência; possibilitam-nos compreender o sentido maior da vida e viver para manifestar este propósito maior.

Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br

sábado, 6 de novembro de 2010

Escorpião: firmar-se e lutar

Martín Dieser
A reflexão acerca do significado interno, subjetivo do signo de Escorpião pode se  iluminar se levarmos em conta o papel dos dois signos anteriores, os quais, segundo a chave psicológica que vimos utilizando, ocupariam no desenvolvimento da consciência um “momento” sutilmente prévio.
Em Virgem, o ser imbuído na matéria toma contato com a alma, a luz interna que o atrai magneticamente e o impulsiona à discriminação em busca do essencial, atividade típica do signo. Por sua vez, Libra estabiliza o que foi indagado e abre as portas para a reversão do movimento evolutivo, outorgando silêncio e uma base oculta, “substância”, “ar”, a todo esforço posterior.
Em Escorpião tudo isso é posto à prova; é a energia que faz conhecer o “inferno”, que põe à luz do dia tudo o que impede e obstrui e, assim, obriga a tomar uma decisão, que não pode ser outra senão lutar e demonstrar que a alma prevalece. Luta-se para afirmar a consciência, o que se percebe como superior, e neste processo a alma se revela cada vez mais no plano físico.
Esta expansão do fio da consciência no plano físico é de grande utilidade na vida interna, porque o triunfo é enlaçado não à luta, mas à proximidade da alma. Através do esforço nos três mundos, só o que se alcança é gerar um vazio dinâmico, uma invocação para que a alma se faça presente e inunde com sua Presença o campo de batalha da consciência, trazendo por sua própria elevação a cessação do conflito.
Em tudo isto Marte, que é o regente esotérico do signo, exerce um papel ativo; como já dissemos antes, a colocação atual de Plutão (planeta do 1º Raio de Vontade ou Poder) como regente convencional pode responder ao que o comum da humanidade já está sensível, a determinado grau de Vontade Divina, algo nunca antes experimentado. Graças a Plutão expulsa-se todo o indesejável; é um planeta de morte e destruição, agente da necessidade por parte do ser superior de alcançar uma expressão mais plena em nível mental, emocional e físico.
Marte é um planeta do 6º Raio de Devoção e Idealismo e está muito vinculado ao plano emocional; por ser “não sagrado”, seu efeito se faz sentir na matéria e não na consciência. Marte ativa a natureza inferior, coloca-a bem à mão do ser, que poderá se esquivar da batalha (é sempre uma decisão própria), mas jamais da consciência do que deve ser submetido. Isto fala de uma interessante oportunidade para o progresso interno e maior irradiação externa. No entanto, estamos dispostos a pagar o preço, a lutar?
E nos leva à relação com Touro, o oposto complementar. Este signo é regido internamente por Vulcano, outro planeta de 1º Raio, mas ao ser sagrado seu efeito tem a ver com a extensão da vontade desde a Mônada para o menos elevado da alma, de onde se pode tomar contato. Não se triunfa somente com este desejo, mas também com Vontade, e a vontade demanda antes de tudo compreensão, abertura e visão, elementos brindados por Touro.
Curiosamente, Escorpião se vincula com ele através das sucessivas “derrotas”; a superação raramente é linear, caracteriza-se por ciclos e frequentes quedas, que obrigam a começar de novo, quando nos valemos da humildade aprendida em Virgem. Cabem aqui duas citações: em primeiro lugar, Vicente Beltrán Anglada dizia que “o iniciado é um guerreiro coberto de cicatrizes”, o que nos fala claramente da inevitável passagem pelo estado de consciência de Escorpião, em que a própria alma nos coloca em uma situação de exigência, a fim de que evoquemos o mais elevado e comprovemos, a nós próprios, a Inevitabilidade do triunfo do Plano.
Por outro lado temos a frase de Napoleão Bonaparte, que tinha Escorpião como Ascendente (marcando o caminho da sua alma), e que disse: “o importante não é vencer, mas nunca se dar por vencido”. Esta conexão interna que garante a imortalidade, o dinamismo, a perene presença da alma, a própria Vida, é a que, mediante Escorpião, é vertida na consciência diurna, dotando o discípulo de uma ferramenta muito importante para o avanço espiritual. A recordação da experiência em Escorpião, ou a vivência direta, se está no Sol ou no Ascendente, é o que, de maneira potente ou silenciosa, possibilita “inclinar a balança” em momentos críticos, com plena confiança no êxito, com uma autoridade muito peculiar que emana da experiência própria.
É necessário se lançar à batalha com todas as armas que se têm, toda a aspiração e toda a vontade, sem se esquecer de que a chave está no triunfo não da personalidade, mas da alma, que se revela a si mesma através do amor e da compreensão subjacentes a todo esforço.
De alguma maneira se poderia dizer que tudo o que façamos em um nível não será senão um meio para liberar o campo e abrir um vórtice que permita a rápida irrupção da alma, pondo subitamente fim à atividade nos três mundos através da união. Isto tem uma dimensão teórica, mas fundamentalmente uma dimensão prática e psicológica: superar a “luta” nascida da separatividade, a consciência fragmentada, e ganhar o céu por direito próprio, aproximando-se do próprio centro de sabedoria que amorosamente situa-se no centro do tempo no presente.
Trata-se de uma reunião com o mais elevado de nós mesmos, através do esforço na matéria; por isso O Tibetano diz que Marte rege os cinco sentidos; se lembrarmos que é regente do signo, compreenderemos como, através da atividade nos planos mundanos, se irá levando ao limite essa identificação, para depois se tomar consciência de que o que se acreditava correto é um obstáculo para uma percepção mais direta, e despedir com o 1º Raio proveniente de Plutão e Vulcano. Ali se produz uma transformação, processo que, como se sabe na astrologia convencional, é regido por Escorpião.
Em suma, é um signo que nos ensina não tanto a lutar, mas sim a estar absolutamente dispostos a fazê-lo; é a verdadeira Jihad islâmica, a luta interna contra o inferior dentro de si mesmo. Estar dispostos a pagar o preço, a renunciar ao conhecido, é o grande desafio que nos propõe este período, e a recompensa por “surgir vitorioso da batalha” (tal o lema esotérico) é o sincero desdobramento de uma energia de realização maior em todas as dimensões da consciência, da mais grosseira à mais elevada.

sábado, 23 de outubro de 2010

Escorpião: Triunfo inevitável

Ricardo Georgini


Escorpião é o signo dos desafios e provas, dos conflitos e lutas, e acima de tudo, do triunfo. A energia de Escorpião assegura e promove a vitória do bem — dentro de cada ser humano. Tais energias estarão intensamente ativas de 23 de outubro a 21 de novembro deste ano, encorajando-nos a enfrentar as lutas e provas necessárias para o bem triunfar em nós e através de nós.
Um dos principais dons de Escorpião é a coragem. A palavra “coragem” deriva de “coração”, e coração significa centro. Geralmente, associamos coração com sentimentos, emoções, paixões, sonhos, aspirações; e realmente, o mais comum é centrarmos nossas vidas nisso tudo. Mas o verdadeiro e mais profundo centro do nosso ser é outro. Está além de todas as nossas experiências físicas, emocionais e mentais. Tem a ver com valores e princípios, ou seja, com o amor, a sabedoria, a verdade, a beleza, a justiça, a alegria, etc. Ter coragem é ser capaz de permanecer no próprio centro ao enfrentar os desafios e lutas da vida; é apoiar-se em valores e princípios.
Costumamos dar um sentido excessivamente pessoal aos confrontos da vida. Vemos apenas as personalidades, e não aquilo que elas representam. Pensamos em termos de conflito entre pessoas, entre grupos, classes sociais, nações. Mas poderíamos perceber que, por trás disso tudo, há simplesmente um confronto de ideias, de valores e princípios. Assim, poderíamos manter os conflitos livres de toda a carga dos nossos afetos e desafetos, nossas paixões, ambições, medos, raiva, que apenas distorcem a questão e desviam a nossa atenção do que realmente está em jogo.
Todo conflito é, na verdade, uma oportunidade de interação, aprendizado mútuo, transformação e busca do bem maior. Não se trata de competição, de uns vencerem e outros perderem. Trata-se de os valores e princípios mais amplos e profundos prevalecerem. Quando isto acontece, todos vencem, mesmo aqueles que representavam os valores e princípios menores.
A vitória do bem sempre está garantida, desde que a verdadeira batalha seja travada. Ela acontece dentro de cada ser humano. A questão é permanecermos em nosso próprio centro, identificados com o bem maior, e não com os efêmeros e ilusórios benefícios ou malefícios pessoais.
Escorpião nos convida a submeter à prova as nossas teorias, crenças e ideais. Incentiva-nos a confrontar tudo isso com a realidade e aprender com a experiência. Habitualmente, supomos que já sabemos o que é o bem maior, já conhecemos e vivemos de acordo com os valores e princípios mais elevados. Mas, certamente, ainda temos muito a aprender e ainda podemos ampliar muito a nossa visão. A experiência nos conduzirá a isto, mas será preciso muita coragem e humildade para abandonar aquilo que não se provar útil.
Toda a humanidade é atualmente um grande campo de experimentações. As ideologias estão sendo postas em prova, as crenças (religiosas e científicas) estão sendo postas em prova. Antigas tradições, novas descobertas, teorias, experiências, hábitos — tudo está interagindo e se transformando mutuamente. Só podemos esperar um resultado: um ser humano melhor e um mundo melhor. Ele virá inevitavelmente, mas pode ser logo ou num futuro distante, dependendo da medida da nossa coragem.
Toda confronto sempre conduz ao triunfo do bem. Se o bem não triunfou, então a batalha ainda não terminou. Coragem!
Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br

sábado, 16 de outubro de 2010

Libra, a beleza de un signo

Joanna García

O sentido da  Luz é uma constante quando a Alma consegue despertar o seu reflexo que é a personalidade. A partir desse momento, trabalhar nela e por ela se converte em um fluir cada vez mais necessário.
Talvez não nos apercebamos – percebem mais os que nos rodeiam – como os nossos hábitos vão mudando, prescindindo cada vez mais de hábitos e necessidades. Vai se produzindo em nós um novo senso de valores e este processo não deixará de evoluir, pelo menos até que a nossa Luz seja tão potente que seja observada pelos senhores da Face Escura, e apresentem ante uma vida determinada, o espelhismo disfarçado de oportunidade que mais possa contatar com nossos ideais.
Durante as energias emanadas desta Constelação de Libra, faz-se mais patente que nunca o dom dos Senhores da Chama à humanidade: O Princípio Mental. 
Através de Libra como Signo, flui o Terceiro Raio e seu Regente Exotérico Vênus, nos conecta com o Quinto Raio. A Mente oferece durante cada mês de Libra uma oportunidade especial. Equilibrar –  palavra sempre chave do Signo – a mente inferior e a superior.
O Terceiro Raio nos torna conscientes do que significa Inteligência Ativa, nos leva a ser seletivos. É o Raio do buscador, do filósofo e ativa o nosso potencial para a subjetividade, ao mesmo tempo que o concreto se torna mais sutil. O Quinto Raio faz vibrar a nossa Mente Superior.
Possivelmente sob a influência de Libra e em um determinado ciclo da vida, aparece a visão do Caminho e o projeto para o qual nos sentimos afins. Para isso o nosso sistema de valores deve ser cada vez mais revisado e trabalhado. O Mestre Tibetano o define como “o estreito caminho do fio da navalha caminhando entre duas forças”.
Libra patrocina o direito, as leis, destaca as diferenças entre o bem e o mal, entre a noite e o dia, entre Oriente e Ocidente, cujas diferenças só se equilibrarão através de uma nova visão do que consideramos Lei.
Sua relação com a beleza e a diplomacia, algo totalmente venusiano, faz nascer sob seu influxo a pessoas capazes de mediar entre conflitos.
Podemos intuir o quanto serão necessárias as vidas que nascerão sob a influência de Urano,  Regente Esotérico de Libra, durante os sete anos que aproximadamente estará em Áries, estando especialmente protegido este processo pela passagem de Júpiter neste mesmo Signo.
Surgirão reformadores pioneiros nos campos em que a humanidade mais precisa. Defensores uranianos dos direitos humanos. Mudanças de paradigmas sociais. Pode ser muito importante em nível mundial tudo o que ocorrer nestes anos.

Urano emprega aproximadamente oitenta anos em trânsito no firmamento até voltar ao ponto de partida e em 1761 podemos constatar pela primeira vez a influência sobre nossa humanidade desta mistura de energias, pois como também em 2010, Urano se encontrava em Áries, compartilhando durante um ano seu caminho junto a Júpiter.
Nessa época começa a queda do império espanhol, ao perder a batalha naval contra a Inglaterra poderio, dando vez ao princípio da  influência anglosaxã. Um mundo acaba e outro começa.
Em 1845 encontram de novo Urano e Júpiter nos primeiros graus de Áries e o parlamento britânico promulga uma famosa lei que significará um passo decisivo na direção da liberação da escravidão. Podemos imaginar a intensa mudança de paradigma em uma sociedade estancada no que diz respeito aos direitos sobre outros seres humanos. O impacto sobre as relações econômicas e sociais foi muito profundo.
É curioso refletir sobre a possibilidade de que mediante a lei conhecida como a “Lei Aberdeen” e seu desejo de abolição da  escravidão, hoje seja um homem de etnia negra que dirige Estados Unidos.
Em 1927, o seguinte ponto em que se encontram em Áries as mesmas energias, pela primeira vez se consegue fazer um voo sem escalas sobre o Atlântico, aproximando continentes e países. Ao mesmo tempo a revolta do exército chinês abriu caminho para o Exército Vermelho, o qual transformou a história do país. Mussolini abre as portas ao fascismo enquanto Stalin, expulsa León Trotsky e se converte em líder total do PC e da  URSS.
Enquanto escrevo  isto, escuto que o Prêmio Nobel da Paz, foi concedido a um dissidente chinês pela luta para conseguir direitos democráticos. Pode ser o ponto de partida de uma nova mudança em um país que não respeita os direitos humanos. Urano segue atuando ali onde se faz necessária a sua força. É um dos Três grandes Deuses da Mudança, junto com Netuno e Plutão.
Pode-se ver historicamente, como as energias descristalizadoras e liberadoras de Urano unidas às energias arianas e ao sentido de compromisso social de Júpiter fazem finalizar umas formas de vida e dão nascimento a outras.
Observemos também a beleza e harmonia com que atuam as energias dos planetas quando Libra brilha no firmamento.
Saturno com seu sentido de lei e ordem, se exalta em Libra. Vive com maior fluidez a mensagem de responsabilidade ao mesclá-la com a ética e a diplomacia de Vênus. A Lei com coração ou unida ao amor que é o mesmo.
O Sol “cai” neste Signo. Dilui a fortaleza agressiva do Eu de Áries, para entregar seu brilho a esses “outros” que é também um dos significados de Libra.
Urano entrega sua inteligência e luz ao sentido de grupo para que este seja uma forma de viver e finalmente Marte, o Planeta da coragem, do sentido de defesa, está débil em Libra, como que respeitando a esfera de relações que o Signo representa e, ao mesmo tempo, se preparando para recolher toda a sua força e utilizá-la no Signo seguinte, Escorpião.
Em 2010 começa uma nova andadura destas energias. Urano em Áries, acompanhado durante um ano por Júpiter. Estamos vendo cair estruturas profissionais, econômicas, religiosas….tudo está cambaleando para poder deixar entrar o ar fresco e forte desta união. 
O que ocorrerá nestes tempos de oportunidade em nossas vidas? 
Em principio, nos tornarmos responsáveis por tudo o que ocorre em nossas vidas. Não podemos projetar sobre as pessoas nem sobre as circunstâncias da vida o que nos acontece. Estar o mais centrados possível no coração, na paz e no silêncio, tal como nos aconselha Master Kumar, para assim podermos escutar, sentir, a intuição de Urano em nossas mentes.
Identificar-nos  constantemente com o que cremos que é nosso projeto de vida ou serviço. Como diz o Mestre Tibetano…“atuar como se…”. Como se realmente fôssemos discípulos aceitos, viver com esta confiança e esse compromisso.
Que toda a bendita energia de um Signo especial, compenetre nossos pensamentos com seu sentido de beleza e harmonia.
Desde o coração,
Joanna

domingo, 3 de outubro de 2010

Libra, a entrada no equilíbrio

Martín Dieser


A primeira ideia que vem à mente quando pensamos em Libra é o equilíbrio. Em uma etapa definida do Caminho, o equilíbrio diz respeito à estabilização do eu na esfera mental, a fim de não flutuar tanto emocionalmente e ser capaz de tomar uma decisão correta. É interessante apontar que uma decisão, como bem disse antes Ricardo Georgini em nosso blog, procede da liberdade e, esta, do contato interno.
Esse contacto interno é cultivado durante o período regido por Virgem, e se revela como estabilidade durante Libra, como resultado de um processo subjetivo muito enlaçado com o silêncio. É que o silêncio é o pai dessa luz que garante a liberdade, e Libra tem muito a ver com sua construção e com a transmissão da luz.
O silêncio denota inatividade, um intervalo de transição e inclusive de passividade, da perspectiva do eu inferior. Mas visto de outro ângulo, o silêncio é a base vivente que demonstra com sua presença a existência de um processo interno latente, que necessita da estabilidade para se desenvolver.
O silêncio pode ser entendido como um efeito, um estado de supremo equilíbrio, de dinâmico recolhimento e de percepção do que se encontra mais além da mente. Por esta razão Libra é um signo muitas vezes associado ao plano búdico ou intuitivo; sua energia leva às portas do plano etérico cósmico, de onde se filtram fragmentos da Vida Una e se conhece a unidade em que se fundamenta o manifestado.
Em nível hierárquico, Libra é regido por Saturno, o planeta do carma, que também se encontra em exaltação ali, reforçando seu poder. O Sol, por sua vez, está em queda. Aqui temos algumas reflexões interessantes para fazer: antes de tudo, podemos considerar o carma que nos rege como a atração da Terra em relação às vidas que formam nossos distintos corpos, cuja “queda” nos arrasta  (fruto de nossa identificação com o Sol, ou eu) e gera sofrimento.
Se examinamos o exposto acima em nível de consciência, veremos que o equilíbrio dinâmico que emana do coração se “corta” quando a mente emerge, o que nos submerge em planos inferiores de percepção; perde-se a unidade intrínseca até que eventualmente seja novamente encontrada, e essa busca da entrada na corrente de vida se torna um desafio permanente em uma etapa do Caminho.
Em troca, a consciência fragmentada é por natureza separatista e gera a percepção e a interação com “o outro”, tão próprias do signo e de sua influência geral. Saturno opera como o grande cristalizador que castiga nosso pouco contato interno. Uma forma de buscar a união perdida é, nos três mundos, o sexo, e é por isso que na Astrologia Esotérica é regido por Libra e não por Escorpião, que é a sua versão astral e um reflexo da queda anterior. A busca do equilíbrio na matéria procura compensar o que não ocorre tão intensamente do plano interno.
Visto de outro ângulo, é possível fazer maior reflexão sobre o processo de queda, e entendê-lo não somente como a aplicação da “gravidade” ou atração terrestre, mas como a ausência de energia solar, base oculta de todo carma humano. O sofrimentos nos leva a pôr em equilíbrio e a transmitir a luz que iluminará o nosso caminho futuro; daí também que o progresso seja aparente na matéria, já que se avança para depois retroceder, mas, em troca, há uma grande ampliação da expressão espiritual. A chave passaria a estar, então, não na luta, mas em “esgotar a taça” e se situar dentro do ponto dinâmico de equilíbrio solar, onde por direito próprio se supera a atração terrestre e oportunamente a dobra com a pura força do espírito.
É por isso mesmo que a vitória a se alcançar sobre a personalidade em Escorpião está  pré-condicionada pelo que se faça em Libra, pelo grau de compromisso interno que se tenha desenvolvido e as porções de silêncio que tenhamos conquistado com o coração. Essa mesma condição explica porque o êxito do trabalho da alma e do serviço do eu depende do acionar subjetivo e não do objetivo, que é o efeito.
Explorando um pouco mais essa dimensão do ser, é interessante observar que somente se alcança o equilíbrio quando nos abrimos a ele, em que pese as consequências, com a virginidade conhecida em Virgem, o frescor emanante da mente ante o vazio eletricamente imbuído. Este estado de incerteza equipara a nossa percepção material com a dinâmica do espírito, e nesse ponto médio permanecemos por um fugaz instante até volver a sofrer a “lei”.
O período regido por Libra é propício, então, para o cultivo do equilíbrio interior, algo que desde a personalidade pode ser visto como passividade, e somente em um sentido sutil pode ser aproveitado ativamente. Uma etapa para ir saindo das profundezas da matéria e estabelecer um ponto de tensão no espaço de onde as energias da alma possam se manifestar em todo seu poder, com um desgaste mínimo de forças. E, desse modo, dar cumprimento aos processos cármicos em curso, já conhecendo seu final como geradores de equilíbrio.
Mas esse luminoso ponto de tensão oportunamente vai se esgotando e se revelando insuficiente. É o momento para aquele que, tendo subido por méritos próprios acima da forma e “estendido o olhar ante o vasto espaço”, surge entre o meio do equilíbrio e se chama ao silêncio, afasta a luz e se descobre como o Uno. Para isso Libra também oferece um caminho muito interessante durante este mês, para quem quiser (e puder) percorrê-lo.
É importante recordar que o lema corrente do signo é “que se faça uma escolha”, mas que como discípulos devemos já ter escolhido se aceleraremos a evolução e o carma, e assim resta simplesmente seguir “o caminho que conduz entre duas linhas de força” e consolidar a consciência no plano onde estejamos chamados a consolidar o equilíbrio. Sejamos o exemplo, para que a humanidade possa, neste período, dar um passo mais na direção deste ponto central.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Libra: escolher o bem


Ricardo Georgini
 

O signo de Libra, ou Balança, está relacionado com equilíbrio e com escolha. É somente em meio a condições equilibradas que qualquer escolha é realmente possível. No período de 23 de setembro a 22 de outubro deste ano, as energias de Libra estarão amplamente disponíveis, estimulando-nos a um maior equilíbrio e a exercermos mais plenamente a nossa capacidade de escolher.
A escolha pressupõe liberdade. Uma escolha feita sem liberdade já não é uma escolha. Mas quão livres somos, dentro de nós mesmos, para escolher? Naturalmente, deve haver também liberdade externa, em nosso ambiente, para podermos manifestar as nossas escolhas. Mas é principalmente a ausência de liberdade interna, psicológica, o que impossibilita-nos escolher. Normalmente, estamos condicionados internamente por uma série de apegos, crenças, hábitos, desejos, etc. O que pensaremos sobre certo assunto, o que faremos em certa situação, como viveremos a nossa vida — tudo isso, embora não percebamos, fica grandemente determinado pelos nossos condicionamentos internos, e sobra pouco espaço para real escolha.
Muitas vezes, ao experimentarmos um sentimento ou desejo, tendemos a nos identificar excessivamente com ele. Isto significa que, no extremo, agimos como se aquele sentimento fosse tudo o que somos, como se nós fôssemos só aquele sentimento e nada mais. Então, ficamos restritos apenas àquilo, numa condição de desequilíbrio. Mas o fluxo natural da vida sempre nos traz outros estímulos e demandas, e nos convida a nos abrirmos para outras possibilidades. A energia de Libra contribui para esta alternância e variabilidade, que promove um equilíbrio. Assim, a mente e o coração são arejados, e os pensamentos e sentimentos ficam mais moderados e amenos. E já não estamos mais atados a certo sentimento ou desejo, mas podemos, sim, escolher.
Com frequência, também ficamos excessivamente identificados com as nossas opiniões e o nosso próprio lado em qualquer questão. Libra nos incentiva a nos abrirmos para o outro lado e tentarmos nos colocar no lugar do outro e ver pela sua perspectiva. Assim, podemos descobrir que opiniões divergentes muitas vezes são complementares, e cada uma tem algo a contribuir. Esta atitude equilibrada nos permite ampliar o nosso conhecimento e compreensão, e só então podemos, verdadeiramente, fazer uma escolha.
Também tendemos a nos identificar excessivamente com a nossa própria pessoa, família, grupo ou nação, considerando-nos completamente separados e independentes dos demais. E dedicamos a nossa vida a atender estritamente aos nossos interesses e aos interesses dos nossos. Libra nos ensina que não existe bem individual, particular. É um mal disfarçado, uma ilusão. Todos os seres estão inexoravelmente interligados, e algo só será, de verdade, bom para qualquer um, se também for bom para todos. O bem é necessariamente algo compartilhado, é sempre bem comum.
A influência de Libra conduz à moderação e equilíbrio nos sentimentos e pensamentos, para que não fiquemos atados a nada e possamos ampliar cada vez mais nosso conhecimento, de modo a fazermos escolhas cada vez mais conscientes. E quando um ser humano é verdadeiramente consciente, sabe que é um com todos os demais, e naturalmente escolhe viver pelo bem comum.
Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Virgo, a divina humildade


Martín Dieser


“Eu sou a Mãe e o Filho. Eu, Deus, sou a Matéria”

O período regido pelas energias de Virgo tem muito a ver com a vida, tal como a conhecemos diariamente, porque este signo pertence à Cruz Mutável, aquele conjunto de forças que se expressam fundamentalmente através do centro criador planetário, a humanidade. Virgo é um signo terrestre, de atividade na matéria, e vem nos recordar o estreito laço que existe entre a consciência e o suporte sobre o qual ela se assenta e desenvolve, à medida que se avança no Caminho.

É que em Virgo a alma e a matéria se dão um abraço de amor criativo; por trás deste simbolismo estão os raios implicados, que são o 2º de Amor-Sabedoria, símbolo da alma compreensiva, e o 6º de Devoção e Idealismo, que (sendo um raio de atributo) vem representar a aspiração da matéria de ser como a alma, a receptividade ao divino e a esperança de glória. Tudo isto se dá na própria matéria, que graças à energia de Virgo floresce e revela a divindade interior; é por isso que o 3º raio de Atividade Inteligente é também expressão do signo, porque o amor da alma e a devoção da matéria produzem uma atividade que é a revelação crescente da luz: o processo evolutivo.

Tal como dizemos, cada um dos signos do Zodíaco forma parte do nosso ser, são energias que atravessam a nossa consciência e, assim, formamos parte da Vida Una, que as utiliza para desenvolver o Plano inteligente, e nós, em nossa pequena escala, as usamos também para honrar o compromisso assumido com a nossa alma como discípulos. Isso significa que em alguma dimensão do nosso presente se fará sentir a energia de Virgo, o que pode ser mais objetivo se o Sol ou o Ascendente se encontram em Virgo, mas em outro caso ser mais subjetivo e igualmente potente, e inclusive pertencer à aura de nações ou continentes dos quais sejamos parte.

Virgo é, como nenhum outro, o signo da cegueira, mas isto tem um matiz no caso das pessoas espirituais: através da sua influência se experimenta a submersão na matéria, mas como o signo anterior é Leo, o da autoconsciência, a experiência de Virgo não é totalmente cega; o ser foi atraído para o inferior mas guarda a recordação da luz vista em Leo e ali reside a esperança de glória. É graças a essa luz que, ainda sem conhecer plenamente a meta da alma, sabe-se quase instintivamente o que se deve fazer: se trabalha, se separa, se purifica e se experimenta, até que a forma esteja preparada para revelar um pouco mais da luz do ser interior.

No início essa atividade não é nada fácil; o esforço ocasiona “choques” com a matéria mental, até que sejamos capazes de nos equilibrar na alma e deixar penetrar a luz. Mercurio, como regente exotérico do signo, distribui a energia necessária para atravessar esse processo e alcançar a culminação. Mas o trabalho continua.

Dado que a Lua é o regente esotérico, todo labor de construção se vê favorecido, e temos assim um bom período para começar a construir o antakarana ou melhorar as suas bases, segundo o caso.

Em toda dimensão da vida somos plenamente conscientes a um nível e cegos em outro; Virgo atua nesta última, elevando a vibração do inferior para que possa revelar o superior. Por isso Virgo é um signo muito importante para evitar o espelhismo e a ilusão; ambos os fenômenos são esotericamente o efeito de uma matéria demasiado grosseira para a energia da alma, que “fricciona” e produz nuvens de distorção, tanto emocionais como mentais.

A realidade espiritual requer invariavelmente períodos em que se “olhe para cima”, mas o contacto somente é possível e duradouro (e isto em muitos graus distintos de profundidade) quando tivermos purificado devidamente os nossos veículos de resposta, o que requer inevitavelmente que nos enfoquemos nos três mundos, em assuntos que não parecem tão elevados mas supõem nosso compromisso imediato para seguir adiante. É por isso que o Mestre Tibetano afirma que “Virgo envolve o serviço do imediatamente presente”, porque é começando com simplicidade e dedicação com o que temos mais próximo da nossa consciência que vamos aumentando a expressão da luz interior.

Virgo, sendo um signo terrestre, ancora a consciência no dever presente, no carma que deve ser cumprido e nos aspectos sobre os quais há de se trabalhar antes de buscar qualquer elevação. Não é um período de avanços espetaculares, mas de fino e silencioso trabalho interior, de aperfeiçoamento do instrumento para ser assim um melhor intérprete da Voz do Silêncio que emana do Ser Superior. A purificação dos corpos mental, emocional e físico entram neste trabalho, sendo neste período uma linha de menor resistência.

Uma vez que o ser consciente submergiu na matéria, nos contornos da sua consciência, ali onde se une ao não eu adormecido, é que se entende melhor outro dos dons que é mais fácil cultivar durante este signo, e que é a humildade. A humildade se baseia na compreensão do lugar que se ocupa no espaço, na devida proporção, no respeito por toda forma vivente como expressão de Deus. A humildade emana do coração que dá lugar ao presente.

O trabalho em Virgo requer uma grande humildade, e assim uma viva compaixão, porque o inferior está sempre presente em nossa vida, seja como defeitos, outras pessoas de menor evolução espiritual, circunstâncias que recebam críticas, responsabilidade pelos animais de estimação, etc. Muitas vezes a frialdade do coração nos faz passar por alto nossa responsabilidade para com o inferior, quando na realidade a compreensão mais profunda do que nos rodeia é a chave para nos conhecermos cada vez mais como o Uno. 

Amar desapegadamente tudo o que passa pela consciência, buscando a compreensão e não a imposição, a cooperação e não o conflito, são a chave para a elevação do mundo, e incidentalmente de nós próprios, e para isso Virgo nos provê a sua energia, atando-nos à matéria até que nosso coração seja capaz de transcender a separatividade da forma e possamos afirmar conscientemente o lema esotérico do signo, que reflete a meta espiritual a alcançar e diz:

 “Eu sou a Mãe e o Filho. Eu, Deus, sou a Matéria”.

Virgo nos oferece então a oportunidade de nos aproximarmos humildemente e com amor ao presente, de nos consagrar ao serviço do não eu e de conhecer a escuridão da matéria, para abraçá-la e, nesta fusão, revelar a luz que todos carregamos em nosso interior e que é a expressão da consciência Una.