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Os 3 níveis do horóscopo

terça-feira, 10 de julho de 2018

Urano através de Touro




Urano através de Touro
A entrada de Urano em Touro nos fala de uma relação difícil. A “mente cósmica”, aquela que desvela os segredos, entra em Touro, ou signo do desejo fixo, ou signo onde as formas lunares encontram sua exaltação. As formas densas e sensuais da natureza devem reconhecer a chegada das novas ideias que Urano sempre traz consigo, e isto não é fácil. 
É claro que o planeta espiritual e ocultista por excelência não está cômodo em Touro, Urano está em queda no signo onde a luz se expressa através das formas lunares/terrenas exaltadas. 
Por outro lado, a Lua cai em Escorpião e Urano se exalta nele porque é no signo contrário a Touro onde se transcende o poder das formas, demonstrando que é através do desapego que a Liberdade (Urano) pode realizar seu labor; a liberdade pede flexibilidade, e a mente “cósmica”, vinculada às leis ocultas, necessita do desapego das velhas normas para impor as novas que o mesmo desvela.
Assim, pois, a pergunta que podemos nos fazer é: como Urano, a mente divina, vai se desenvolver no signo onde mais se mostra o apego/desejo pelas formas da mãe natureza? Como Urano vai interpretar, “o revolucionário”, desde o signo onde o desejo tradicional pelas formas é vivido como uma necessidade natural?

segunda-feira, 11 de junho de 2018

A Roda Revertida





A roda revertida

Na astrologia esotérica que nos propõe o Mestre Tibetano através de Alice Bailey há varias ideias que, em relação ao pensamento clássico astrológico, podemos considerar revolucionárias. Uma delas é o que Ele chama de “a roda revertida”. Uma ideia que afirma que quando a consciência humana começa a ser guiada, influenciada ou reorientada pela Alma, o sentido da roda zodiacal com seus 12 signos, que até então, avançava no sentido dos ponteiros do relógio, muda de direção para avançar no sentido contrário.

quinta-feira, 22 de março de 2018

As casas 8 e 9




Significados e analogias das casas 8 e 9

Para a astrologia esotérica, o poder mais espiritual não está tanto nas forças (fatos objetivos) refletidas nas 12 casas ma sim nos significados (qualidades e dons peculiares) refletidos nos 12 signos. Ainda assim é muito importante considerar, sobretudo se contém planetas, o poder exotérico de uma casa e, por analogia, também seu papel mais esotérico.
Em última instância, após as “ilusórias” aparências (físico-emotivo-mentais) da personalidade sempre se oculta a energia diretora da Alma (Consciência).




A casa 8.  “A morte”
Como sabemos, para a astrologia tradicional a casa 8 é a casa de “a morte”, o fim da vida física ou objetiva, e subjetivamente falando, podemos entender a morte como o fim da personalidade egoísta, aquelas atitudes obstrutoras que não permitem a fluidez ou inspiração espiritual que devem ser reveladas na casa 9.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

A Casa 7: “o complemento ideal”




Astrologia esotérica versus exotérica

Neste artigo vamos continuar com a análise comparativa das casas do horóscopo, uma analogia entre os significados mais exotéricos frente aos mais esotéricos, embora seja verdade que estes significados estejam muito mesclados. Causa e efeito muitas vezes se confundem, mas há que saber que todo reflexo externo ou objetivo tem sua razão de ser na consciência interna mais subjetiva e, neste sentido, todo aquele material que uma casa traz consigo está relacionado com as causas mais espirituais que se ocultam por trás de seus efeitos.

É importante entender que a perspectiva esotérica não rejeita a exotérica, mas, sim, que a enriquece. Cada vez há mais consciências para a quais a perspectiva astrológica tradicional não é válida, invocando com isso uma visão mais certeira, mais próxima da sua necessidade, sua Alma, a irmã maior da Personalidade ou aspecto exotérico.

Este artigo será dedicado inteiramente à casa 7, posto que consideramos que esta casa, devido ao poder complementar que exerce sobre a sempre importantíssima casa 1 e seu signo ascendente, necessita de uma menção mais extensa e especial.

domingo, 19 de novembro de 2017

Astrologia Esoterica (Catalunha - Espanha)





Um estudo astrológico dos acontecimentos de Catalunha

Olá, deste blog, atualmente quase totalmente gerenciado de Barcelona, consideramos que é um dever publicar um artigo que relacione a astrologia com os importantíssimos fatos sociais e políticos que há algum tempo estão ocorrendo em nossa estimada e preciosa cidade, assim como também na Catalunha e na Espanha.

Na era de Aquário é preciso prestar atenção ao aspecto social, pois é e será através de seu correto manejo que pouco a pouco se irá manifestando a Fraternidade como reflexo externo do Reino de Deus na Terra

É dever da Alma, pois, estarmos atentos, reflexivos e ativos aos acontecimentos sociais de grande envergadura que afetam as pessoas, ideias e leis sociais condicionantes. Como sabemos, a atenção pelo maior sempre inclui a correta consideração pelo menor ou mais próprio.

A astrologia tem muito que dizer sobre os tempos, energias e significados implicados nos eventos importantes, por isso neste artigo realizaremos, através do estudo de determinadas cartas, uma reflexão astrológica (esotérica e exotérica) sobre os eventos que estão sacudindo atualmente a Espanha e, sobretudo, a Catalunha. Eventos que, devido ao valor universal dos princípios que estão jogo, também afetam a Europa e o Mundo.

Por outro lado, também dizer que a melhor forma de aprender astrologia é abordando as cartas dos grandes nascimentos e/ou acontecimentos.



 
O 6° Raio – Sagitário da Espanha

Espanha, sobretudo desde o matrimônio dos Reis Católicos com seu triunfo cristão sobre os mulçumanos e suas posteriores conquistas imperialistas, é um país que muito bem pode ser considerado como uma poderosa unidade ou nação; embora, de uma óptica mais moderna, também é muito certo que Espanha pode ser considerada como um rico conglomerado de nações e línguas: Castelão, Basco, Galego e Catalão.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

As casas 4, 5 e 6





O Significado esotérico das casas 4, 5 e 6.

Para a astrologia esotérica, as casas não têm um significado muito relevante, já que se considera que o poder material que exercem sobre o sujeito diminui na medida em que este demonstra contato com a Alma e, portanto, maior consciência da energia que transmitem os 12 signos e suas três cruzes correspondentes.

Ainda assim é muito importante considerar o significado esotérico que se oculta após o poder exotérico das casas, Essência que em toda ação externa se esconde sempre um significado ou estado de consciência (aspecto subjetivo) que merece ser analisado.



A Casa 4

Esotericamente falando, na casa 1 faz ato de presença a mente, como a intenção enfocada e criadora na casa 2 do desejo, a sensibilidade que na casa 3 se reflete como a comunicação ou interação etérica entre as duas partes implicadas, a material e a espiritual, que finalmente se manifestam na casa 4, regida pela Lua, como a forma densa.  Os 3 sagrados unificados e manifestados no 4.

sábado, 22 de julho de 2017

Una interpretação esotérica do horóscopo de Wolfgang Amadeus Mozart




Wolfgang Amadeus Mozart

Ao escutar a música de Mozart, qualquer pessoa sensível se dá conta de que estamos ante a música de uma Alma grande, uma mente privilegiada e um coração alegre, um músico dos pés à cabeça com um sentido excepcional da melodia.
É uma música que te faz sentir uma razão maravilhada, um impulso de alegria e liberdade, um todo tão em seu justo lugar que te deixa perplexo e agradecido.
Certamente, ante tanta luminosidade, podemos pensar sem medo de errar que Mozart foi uma Alma com um elevado grau evolutivo e que isto, necessariamente, deverá se ver refletido no horóscopo de sua Alma.
Como já temos afirmado1 mais de uma vez neste blog, quando uma consciência muito evoluída exerce fortes influências sobre seu ambiente social, em seu horóscopo fica evidente seu raio da Alma. Como é em cima é embaixo.


O 4º Raio de Harmonia e Beleza

É uma evidência que a música de Mozart está plena de refinadas e generosas melodias e, neste sentido, em relação às Almas pertencentes ao 4º Raio de Harmonia e Beleza, o Mestre Tibetano nos diz:
As composições musicais de quarto raio são plenas de melodia, porque o homem que pertence a este raio ama a melodia”
Psicologia Esotérica I - Alice Bailey

sábado, 20 de maio de 2017

As casas 1, 2 e 3












O significado esotérico da casas 1, 2 e 3 do horóscopo
Para a astrologia esotérica, as casas em si mesmas são uma limitação que deve ser transcendida através da qualidade ou luz que oferecem os 12 Signos com suas Três Cruzes, mas, mesmo assim, aceita-se sua existência e a oportunidade que oferecem, se se está orientado a uma vida superior.  Neste sentido, para a astrologia esotérica as casas têm um significado próprio que se esconde por trás dos efeitos exotéricos  relacionados com a astrologia tradicional.
Neste primeiro artigo, (a ele seguirão outros três), faremos uma análise analógico-comparativa entre o aspecto exotérico e o significado esotérico das três primeiras casas,  sem esquecer que, de seu aspecto mais psicológico-prático, referido significado só pode ser percebido por aquelas consciências que, por direito ou destino evolutivo, têm a necessidade de transcender as implicações mais materiais em favor das mais espirituais. São as “novas” consciências nascentes, e não a astrologia em si mesma que necessitam de uma astrologia renovada. Mesmo assim há que ter muito em conta que a astrologia esotérica NÃO anula a exotérica, antes, a inclui, enriquece, expande e matiza.
Todo horóscopo pode ser dividido em 4 quadrantes com suas três casas respectivas, sendo o primeiro, o que hoje vamos analisar, o quadrante que com mais firmeza nos fala  do “eu”.
Esotericamente falando, este primeiro quadrante é o mais subjetivo dos 4,  já que faz referência aos 3 aspectos primários do sujeito (“eu”): corpo mental, corpo astral e corpo vital ou etérico.




Casa 1
A casa 1 ou ascendente é a casa que marca o instante do nascimento, o Princípio que este traz consigo e, portanto, é a casa que faz mais referência ao “destino” do sujeito ("eu").

quinta-feira, 4 de maio de 2017

WESAK






FESTIVAL DE WESAK


“Como é em cima é embaixo, como é embaixo é em cima” reza o axioma oculto, e o Festival de Touro não é exceção. Quando falamos de Wesak estamos nos referindo a um evento de fundamental importância na vida da humanidade e sobretudo do planeta, porque fazemos referência ao contato entre três reinos: Shamballa, o centro onde a Vontade de Deus é conhecida; a Hierarquia espiritual, o reino das almas e a raça humana. Se tivermos em mente que a humanidade é a grande responsável por iluminar-se para abrir as portas da energia espiritual aos reinos animal, vegetal e mineral, compreenderemos que se trata de um momento de união com amplos efeitos espirituais para a evolução planetária interna.



Mas a vivência não se acaba ali: Wesak não é um evento abstrato ou meramente intelectual, nem apenas um relato interessante cheio de fórmulas complexas; é também uma realidade da consciência, uma fusão entre a mente e o coração. Vejamos algumas analogias que podem nos iluminar a respeito, sempre as considerando do grupal e com ênfase no subjetivo.



Sabemos pela literatura religiosa e esotérica que, em Wesak, a Hierarquia de Mestres integral e Seus colaboradores realizam um grande ato de invocação de energia espiritual, culminando com a chegada do Buda e uma bênção trazida dos planos superiores. A humanidade está representada pelos discípulos, e cada pessoa que leva uma vida espiritual é chamada a ocupar seu lugar. Trata-se de um grande ato de invocação, através do qual a Hierarquia facilita o contacto com a energia superior do Buda e produz uma síntese durante um breve instante, resultando em uma iluminação cujos efeitos internos se estendem durante largo tempo.



Existe uma chave psicológica para interpretar o anterior, isto é, como o contato entre a mente (humanidade), a alma (a Hierarquia) e a Mônada ou fogo espiritual (o Buda), e a analogia é tão somente um simples ato de meditação enfocado no coração a serviço das metas do eu superior, com o vale e a montanha indicando os distintos estados do ser.



Temos assim um elemento mental, a humanidade, que prepara a forma para a afluência da energia sutil trazida pelo Buda (representando Shamballa). A atividade mental, meta da atual quinta raça, reflete-se nos desenhos geométricos criados antes do contato, os quais constituem um linguagem simbólica profundamente carregada de significado.



A iluminação é antes de tudo um efeito mental, um estado de realização que surge da união entre a formalidade do intelecto e a intrepidez do coração. Em certo sentido é buscada conscientemente, mas de pouco servem a luta, o esforço e o intelecto se não forem acompanhados pelo amor de servir à Vida Una, e aí vemos a necessidade de que a Hierarquia assista a humanidade nesse contacto.



Desse modo, cada pequeno átomo da mente preparada para o contato com a luz é simbolizado pelos discípulos e iniciados que participam do ritual. E, tal como nem toda a mente é utilizada na meditação, nem toda a humanidade pode participar do Festival, salvo aqueles que se encontram preparados para ele.



O outro componente é naturalmente o coração e, como dizíamos antes, não é possível ascender mais além de um determinado estado da consciência se este não estiver envolvido na reflexão. O amor, a horizontalidade, a fraternidade, o princípio de partilha são as chaves do processo, porque expandem a mente e a conectam em toda sua integridade, ampliando assim a capacidade de serviço, e como graça a iluminação. A analogia é a presidência pela Hierarquia do ritual de fusão realizado pelos homens, simbolizando a alma que guia a personalidade para o superior, e provendo através do Cristo a palavra de poder que, no momento culminante da invocação, convoca o Buda.



Diz-se que o Buda é invocado graças à atração magnética criada pelo ritual, e isso nos fala da impossibilidade de atuar se não existir previamente uma consciência grupal, a qual marcará a medida da bênção. Novamente preparação, invocação, equilíbrio e evocação, mais a iluminação resultante.



Estamos então ante um grande ato de magia organizada planetária, como gostava de dizer Vicente Beltrán Anglada, com uma importância fundamental para os sete reinos (ou corpos individuais) porque envolve a mente humana consciente, o grande meio de contato entre o superior e o inferior neste período. A realização cíclica (uma vez por ano) nos sugere que se trata de um ato de reflexão sintética, que reúne o melhor de um pensamento meditado e o ofereça amorosamente ante o Buda para que este o inunde de luz. Como se vê, é a analogia em grande escala da formação de um pensamento, a meditação centrada no coração e na revelação da luz.



Sejamos então parte desses ciclos espirituais dos quais Wesak é hoje a máxima expressão, esses momentos em que a humanidade como um todo é chamada à reflexão e à vida interna. Que o silêncio do contato nos refresque em nossa essência, o fogo, e que nas proximidades da união compreendamos o significado da fraternidade e do destino comum de todo ser vivente, chaves da Era de Aquário que estamos compartilhando.








Martin Dieser

sábado, 18 de março de 2017

A carta natal de Alice Bailey







Uma interpretação esotérica do horóscopo de Alice Bailey
Como muitos de vocês devem saber, Alice Bailey foi a iniciada que escreveu, graças às qualidades ou virtudes que entesourava o elevado grau evolutivo de sua consciência, os maravilhosos, sugestivos e altamente espirituais Livros Azuis do Mestre Tibetano.
Neste artigo é nossa intenção fazer uma breve interpretação psico-astrológica-esotérica do caráter e da alma de Alice Bailey. Para isso, primeiramente faremos referências às suas particularidades mais pessoais para, posteriormente, ser possível abordarmos com mais compreensão as suas realizações mais espirituais.
Destacamos que todos os dados biográficos utilizados no artigo foram extraídos de seu livro: “Autobiografía Inconclusa” da Editora Sirio[1].


[1] N.T. Editorial Sirio, Espanha.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O Horóscopo dos Estados Unidos






A carta nacional dos Estados Unidos

Neste novo artigo é nosso objetivo refletir sobre o horóscopo dos EEUU, utilizando para isso 3 afirmações que o Mestre Tibetano faz nos livros de Alice Bailey sobre o que seguramente pode ser considerado o país mais importante da era moderna.

É muito importante para nós, o estudantes do livro “Astrologia Esotérica” de Alice Bailey, poder cotejar as afirmações do Mestre com o horóscopo em questão, já que esta comparação reflexiva nos permite aprofundar de forma mais prática e concreta nos “maravilhosos” (por serem novos) conceitos astrológicos aportados pelo livro nomeado acima.


As 3 afirmações do Tibetano
  • 1: Os EEUU são um país com uma Alma regida pelo 2º Raio de Amor Sabedoria e com uma Personalidade pertencente ao 6º Raio de Devoção ao Ideal.

  • 2: Os EEUU são um país que pode manifestar e iluminar os grandes ideais que promovem a unidade mundial, mas igualmente, também existem nele poderosas forças egoístas que promovem ideais míopes ou separatistas.

  • 3: No horóscopo dos EEUU Aquário exerce um papel muito destacado como regente da sua Alma.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O 2º Raio de Amor Sabedoria no Horóscopo






Os raios e a astrologia
Este é um extenso trabalho que procura unificar através do horóscopo a energia diretora do raio da alma com suas diferentes constelações e planetas regentes. De todo coração, desejamos que lhes sugira uma visão astrológica diferente da que é majoritariamente utilizada, uma posição mais generosa, uma atitude mental mais valente, na qual se relacionem as forças pessoais com a energia da alma, cada vez mais emergente, e sua capacidade de serviço.

O segundo raio de Amor Sabedoria

Em relação ao 2º Raio de Amor Sabedoria de que nos ocupamos neste trabalhoMestre Tibetano – Alice Bailey nos diz:
este raio é denominado da sabedoria, devido ao seu característico desejo de adquirir conhecimento puro e alcançar a verdade absoluta. É frio e egoísta mas ama, e inativo mas possui poder, mas se possui amor e poder, então temos o raio dos grandes instrutores, aqueles que tendo alcançado a sabedoria para empregá-la em bem dos demais, se entregam por inteiro para difundi-la”.
Psicologia Esotérica I 
(“análise dos raios e sua expressão”)

sábado, 6 de agosto de 2016

Uma análise astrológica sobre a histórica visita de B. Obama a Cuba








Introdução

Neste artigo vamos analisar esotericamente a carta de um sucesso, um acontecimento realmente importante, a visita, depois de 88 anos, de um presidente de EEUU a terras cubanas. Como é lógico pensar, este importante evento guarda em si mesmo um forte componente esotérico, além, logicamente, do exotérico.

Recordemos que a astrologia esotérica se dedica a estudar o significado (consciência) ou aspecto subjetivo das “coisas” e que a exotérica faz referência principalmente à expressão objetiva (matéria) ou aparente destas “coisas”, uma não pode viver sem a outra e nesta análise de hoje procuraremos falar das duas, pondo a ênfase no aspecto subjetivo.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Netuno: “o coração do sol”





NETUNO
Podemos bem dizer que em Netuno, “o Deus da água”, sintetizam-se as energias astrais que inundam o nosso sistema solar; a força magnética que unifica, por atração, “o coração do sol”.
Esta energia que também se agita no Coração da Humanidade se expressa no Amor que trazem consigo seus Avatares, no anelo místico de todo homem ou mulher, na imaginação criativa, no aspecto psíquico e sensibilidade ao sofrimento humano, aspecto que na "mãe natureza” é "o coração" do seu instinto materno e protetor.





Netuno para a Alma

Em todo indivíduo com tendências espirituais, (isto é, mais condicionado pela energia da Alma que pela força de seus desejos pessoais),  Netuno é o aspecto psíquico superior, aquele anelo, sentimento ou emoção que impele a consciência para os princípios espirituais. É a correta sensibilidade ou compreensão amorosa que invoca a intuição ou síntese unificadora.  É aquele ideal motivador que na era Peixes teve sua máxima expressão através do Misticismo, e que na era de Aquário é e se expressará cada vez mais como sensibilidade Grupal, à compreensão cada vez mais ajustada (desde o Coração), do papel que em nossa sociedade têm que ter a honestidade, liberdade, cooperação, solidariedade, justiça, igualdade, responsabilidade  dignidade.

sábado, 16 de abril de 2016

Os 3 níveis do horóscopo





A dualidade 

No “mundo” podemos reconhecer claramente dois poderes:

Deus no Coração   -versus-   Deus no Universo

O Coração é o “mundo” interior, aquilo que nos é próprio, o “si mesmo”.
O Universo é o “mundo” exterior, as energias, revelações e impulsos que nos chegam.


Bem, se atentarmos para esta poderosa dualidade, podemos pensar que não dependemos unicamente daquilo que intrinsecamente reconhecemos como próprio, nosso “si mesmo”, mas que também dependemos de como percebemos e nos identificamos com as energias que nos chegam do exterior. E que a clareza desta percepção depende, em grande medida, do nível de desenvolvimento da consciência que percebe.

O nível de desenvolvimento se mede pela capacidade que a consciência tem de potencializar aquelas atitudes impessoais, desapegadas ou altruístas em detrimento das mais pessoais, apegadas ou egoístas.






Os três níveis do horóscopo

Astrologicamente falando, este processo psicológico tem seu reflexo no horóscopo como:

- As 12 constelações são o reflexo no horóscopo das energias ou novas realidades que chegam do universo, novas que, para serem bem percebidas, devem ter, por parte da consciência receptora, desapego e impessoalidade.

- O significado do signo ascendente com seu regente esotérico, e em menor medida, o do signo solar e seu regente exotérico, como aquele tipo de compreensão que permite a aquisição de maior impessoalidade e desapego.

A qualidade do signo ascendente é o aspecto mediador, aquele tipo de significado que, em determinada vida, a consciência necessita praticar para sua correta evolução, daí sua importância.

- Os planetas e sua posição por casas e aspectos (sextil, quadratura, etc.) como a força que mantém sujeita a consciência na matéria, sujeição ou apego que em si mesmo oculta a dificuldade ou crise que em toda consciência evoluída é compreendida como a oportunidade criadora da “divina necessidade”*.

....

Nem fora nem dentro está a união, mas sim na inter-relação que permite a diminuição do aspecto material graças ao reconhecimento do aspecto espiritual.




*Podemos entender por “divina necessidade” como aquelas forças básicas que, uma vez que tenham sido reajustadas e redirigidas pelos princípios e valores mais espirituais, são o combustível capaz de manter a constante “visão” (motivação purificada) no sempre “difícil” caminho de todo aspirante espiritual.

David C.M. ( logos.astrologiaesoterica@gmail.com )

segunda-feira, 21 de março de 2016

As 3 cruzes astrológicas




Os 12 signos do zodíaco sinalizam em si mesmos um profundo significado de UNIDADE, uma unidade que podemos descascar e compreender melhor através do significado das Três Cruzes: a divisão da Unidade em 3.

As Três Cruzes e suas implicações psicológicas

A Cruz Cardinal é formada por Áries, Câncer, Libra, Capricórnio, o 1-4-7-10. Esta Cruz está relacionada, por ser a primeira, com todos os começos, “a mente cósmica”, o Propósito da Vida Una que traz consigo sua criação. A entrada do Sol em cada um dos 4 signos desta cruz marca o começo de cada uma das 4 estações do ano.
Pela psicologia, é a cruz relacionada com o aspecto Espírito – vontade – propósito e mente no ser humano. Um aspecto que, em uma consciência evoluída, se manifesta como vontade-para-o-bem, isto é, uma consciência com um poder mental dirigido e dinâmico; um espírito capaz de irradiar na Terra os “planos da mente cósmica”.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

As iniciações


 

O caminho

Em todo caminho existem diferentes etapas a percorrer, etapas que se nutrem da experiência que traz consigo o percorrido; etapas nas quais o desapego do “velho” é essencial para avançar para o “novo”; etapas nas quais o passado e o futuro que se divisa são a inspiração para viver o momento, o aqui e o agora, o espaço no tempo em que a consciência se reconhece a si mesma como o que é, sem pensar no que foi nem no que será.

Como podemos observar a essência do caminho é avançar através da dualidade entre um passado já vivido e um futuro por determinar, e como já sabemos toda dualidade supõe um conflito com sua consequente luta, solução e posterior tempo de silêncio ou repouso para poder retomar uma atividade mais positiva.

No processo evolutivo do “homem” existem dois caminhos principais, o caminho que “vai” e o que “volta” e o final do primeiro é o princípio do segundo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O autoconhecimento através da carta natal.





O autoconhecimento

Na simplicidade universal do mandado délfico “conhece-te a ti mesmo” está inscrita a inspiração que nos aproxima da nossa Origem. Graças à simplicidade deste aforismo, podemos intuir que para penetrar na profundidade de seu significado devemos praticar altas doses de honesta reflexão junto com sua correspondente introspecção compreensiva.

Poderíamos muito bem dizer que conhecer a si mesmo implica em iniciar um caminho que vai do exterior para o interior. Do fato objetivo para sua causa subjetiva. Da imagem aparente para seu significado revelado. Da força excludente ou condicionada do desejo pessoal para a energia incluente ou incondicional do amor da alma.

Para andar este caminho ante todo é mister que a consciência tenha a sincera necessidade de andá-lo. Uma vez que apareça a “chispa” ou a real motivação de avançar, será a própria Alma ou Consciência que marcará os passos e ritmos necessários para chegar a reconhecer ou ser consciente da energia fundamental que a ela mesma pertence, a divina qualidade que lhe permitirá alcançar a Origem.

Da psicologia esotérica nos é dito que há 7 tipos fundamentais de energias com suas características correspondentes. Por sua vez também nos é dito que cada Alma, assim como também cada Personalidade, pertence a uma destas 7 energias; afirmando, como é lógico pensar, que o tipo de energia à qual pertence a alma é muito mais condicionante que a que pertence à personalidade. É também uma premissa da psicologia esotérica afirmar que toda consciência que avança no caminho espiritual tem por direito evolutivo chegar a saber, no momento mais oportuno, a que tipo de energia principal sua alma pertence e como esta o condiciona em seu pensar, sentir e fazer diário.

Oferecemos aqui um pequeno esquema-resumo, (extraído do livro Psicologia Esotérica II de Alice Bailey), de como estas 7 qualidades principais se expressam através do instrumental psicológico do ser humano:











O papel do Hóroscopo

Reconhecer nossas energias principais não é algo tão simples e deste blog consideramos que uma boa maneira de iniciar tal caminho de autoconhecimento, (que de forma gradual, moderada e segura nos permitirá, a seu devido tempo, reconhecer nossa energia principal mais condicionante ou Raio da Alma), é através do autoestudo ou vivência consciente do próprio horóscopo.

O mapa natal em si mesmo é um padrão energético onde se mesclam e entremesclam com maior ou menor intensidade e perfeição as 7 energias principais acima indicadas. Podemos considerar então que esta amálgama de significados que o horóscopo nos propõe é o caminho através do qual a consciência deverá transitar em determinada vida para se aproximar mais e melhor da sua síntese principal ou Raio ao qual pertence a sua Alma.


Os 3 passos chave para avançar no caminho do autoconhecimento através do estudo da própria carta natal são:

  • 1: o primeiro passo e o mais importante é procurar perceber (desde a mente-coração) as possibilidades de renovação e reajuste que o significado do nosso signo Ascendente pode exercer em nossa consciência. Para isso temos de nos perguntar como podemos adquirir e aplicar suas qualidades em nossa vida. Trata-se de ir descobrindo e experimentando como a energia do signo junto com os princípios, ideais ou valores que lhe são associados, nos permite praticar a auto-observação, dizendo de outra maneira, trata-se de prestar atenção a como o significado do signo ascendente nos permite des-identificar a mente de nossas emoções-ações mais egoístas. O desapego mental dos desejos pessoais é o primeiro passo para alcançar um pensamento mais livre, incluente e criativo. A independência mental inspirada pelo Amor incluente da Alma (refletida no signo ascendente) é a chave principal para aprofundar no mandato délfico “conhece-te a ti mesmo”.
  • 2: No segundo passo trata-se de “se dar conta” (ser consciente) de que é a força do signo solar que nos permite gerir emocionalmente todas as nossas tendências ou desejos mais pessoais. A astrologia esotérica considera que o signo solar está relacionado com a mente apegada aos desejos e que, portanto, este signo é obrigado a conviver muito de perto com aquelas “singularidades próprias” ou formas lunares emotivo-compulsivas que desde a nossa infância - juventude nos acompanham na realização prática mais ou menos exitosa destes (desejos).
  • 3: No terceiro passo trata-se de aceitar que estas “singularidades” ou também chamadas formas mentais lunares são a herança do passado, (carma bom ou ruim), que nutre a nossa experiência vital ou física mais real ou terrenal. Há que entender que são precisamente estas tendências lunares as ferramentas objetivas que nos permitem, primeiramente através da força do signo solar, adquirir experiência de personalidade, para mais adiante, com uma personalidade mais integrada ou com as ferramentas mais aperfeiçoadas, poder dar o passo seguinte e perceber a possibilidade de utilizar estas ferramentas para aceder à luz da alma através do signo ascendente.


Aspectos astrológicos:

Estes 3 passos podem ser analisados para uma maior compreensão de seu nível mais puramente técnico-astrológico:

O passo 1 está relacionado com o significado do regente esotérico do signo ascendente, assim como com sua frase correspondente para a consciência da Alma que no final* do artigo oferecemos para cada ascendente. Aplicar corretamente este ponto permite entender a força do signo solar como uma força complementar da energia da alma refletida no signo ascendente.

O passo 2 está muito relacionado com o significado mais tradicional do signo solar, assim como com as características de seu regente exotérico. Este ponto permite ser consciente do tipo de força da que dispomos para manejar, através de nossos desejos mais pessoais, as formas lunares mencionadas no passo 3, assim como a posição dos planetas por casa.

O passo 3* como já dissemos anteriormente, está muito relacionado com as tendências mais básicas da consciência. Singularidades mais cármicas, tanto negativas como positivas. Estas tendências na carta natal estão relacionados com a lua-nodos, posição de planetas por casa e seus aspectos. Neste caso, só destacaremos o reflexo (na carta) de os aspectos e posições astrológicas mais difíceis, devido a que mais provavelmente são as dificuldades e não as facilidades que ocultam a oportunidade que nos permitirá sentir a necessidade de avançar no caminho.

Situações astrológicas “difíceis” que devem ser consideradas:

  • a) Os Planetas situados em casas angulares (1-4-7-10), sobretudo planetas pesados como Saturno ou Plutão, ou excessivamente egoístas/agressivos como Marte devem ser analisados e refletidos cuidadosamente. É claro, só para citar um exemplo, que um Saturno angular na casa 7, sobretudo se está em conjunção com a cúspide da casa e mal aspectado, pode suscitar dificuldades em algo tão importante como são as relações de casal. Referida dificuldade, primeiramente deve ser vivida conscientemente (neste caso dolorosamente) através do signo solar e posteriormente sublimada ou regenerada para o bem maior através do significado do signo ascendente ou consciência de Alma.
  • b) A situação dos nodos, cabeça e cauda do dragão, sobretudo se estão em casas angulares ou em conjunção com um planeta. Os nodos lunares sempre marcam algum tipo de tendência (herança de um passado) muito cristalizada relacionada com o significado da casa e/ou o planeta em questão.
  • c) Os aspectos mais duros (quadratura, oposição, conjunção) que podem exercer Saturno, Marte, Plutão, Urano ou Netuno, sobre planetas mais “sensíveis e próximos” como a Lua, Sol, Vênus, Mercúrio ou Júpiter. Estes aspectos muitas vezes transmitem tensões pessoais relacionadas com o significado dos planetas implicados e sua situação no horóscopo.
  • d) Planetas como a Lua ou Vênus em casa 6, 8 ou 12 também podem ser um sintoma de dificuldades. A vulnerabilidade lunar e a sensibilidade venusiana não estão ajustados com o significado de referidas casas.






Respeitar os ritmos

Para que este (poderíamos chamar) método para o autoconhecimento funcione é muito importante, da própria honestidade reflexiva, reconhecer e afinar a intenção que se oculta após todo pensamento, ação ou necessidade.

Faz-se necessário entender que a consciência não pode saltar diretamente para o significado principal que muitas vezes, equivocadamente, cremos possuir do raio da alma sem antes ter trabalhado com o poder que exerce em nossa consciência e experiência vital o significado do signo ascendente com seus respectivos complementares: signo solar, situação da lua e planetas em casas.

Esta forma astrológica de se tornar consciente do raio principal da alma é mais segura, já que, se a hora de nascimento é a correta, o ascendente é uma evidência mais objetiva sem medo de equívoco que não o possível raio da alma que cremos ou ao qual gostaríamos de pertencer.

Há que dizer por isso que se há dúvidas ou não se dispõe da hora nascimento mas a intenção de avançar no caminho é constante e sincera, sempre aparecerá a ressonância no coração, aquela intuição ou saber que permite decidir qual é o signo ascendente mais adequado. Neste mesmo sentido também pode ocorrer que sem saber de astrologia, nem de raios ou energias, o buscador sincero, no momento mais oportuno para sua alma, possa reconhecer a partir da sua consciência intuitiva, com que tipo de características ou 7 qualidades superiores sua alma é mais relacionada.

Consideramos, pois, que é muito importante respeitar os ritmos, já que com frequência, devido a interesses e intenções ocultos mais pessoais que não da alma, se pode confundir, com seus correspondentes resultados negativos, a energia espiritual do raio da alma pela força mais material do raio da personalidade.



CADÊNCIA RESUMO:

Portanto, deste blog sugerimos que a cadência a seguir seja a seguinte:

  • Consciência reflexiva ou subjetiva do significado do signo ascendente e seu regente esotérico.
  • Consciência prática ou experiência objetiva de como afeta a energia do signo ascendente (mente espiritual desapegada) sobre a energia de signo solar (desejos ou apegos pessoais)
  • Consciência de como gerir, utilizar e vivenciar a partir da força do signo solar e seu regente exotérico os corpos lunares de expressão ou a natureza do carma que o horóscopo reflete.
  • Saber que realizar referido trabalho com insistência e sinceridade leva paulatinamente a reconhecer, na consciência subjetiva, o raio da alma em seus diferentes graus de expressão segundo seja a necessidade evolutiva da consciência que se esforça.
  • Saber que o significado subjetivo do raio da alma só pode ser expresso objetivamente através das características pessoais (mente concreta – emoção – corpo físico) equilibradas e integradas, características estas que, unidas, “falam” de qual pode ser o raio da personalidade, o complemento principal do raio da alma.







Conclusão

Este artigo poderia estar redigido ao contrário, isto é começar pelo ponto 3 ou “as raízes na terra” e acabar pelo reconhecimento na consciência da qualidade amorosa que mais condiciona a Alma ou “os frutos no céu”.

A experiência terrena mais básica ou instintiva-lunar nos oferece o campo onde floresce a oportunidade de adquirir experiência pessoal ou solar, mas tarde esta experiência se esgota e desde sua insuficiência se cria a necessidade de uma maior compreensão, aí aparece o buscador sincero, o signo ascendente, que em seu processo nos guiará até nossa energia superior mais condicionante ou também chamado Raio da Alma. 








   
*AS PALAVRAS-GUIA PARA OS SIGNOS DO ZODÍACO

  • Áries. – Eu me exteriorizo e do plano da mente governo.
  • Touro. - Eu vejo e quando ou olho está aberto tudo é luz.
  • Gêmeos. - Eu reconheço ou meu outro eu e, ao minguar aquele, Eu cresço e brilho.
  • Câncer. - Eu construo uma casa iluminada e nela moro.
  • Leão. - Eu sou Aquele, Aquele sou Eu.
  • Virgo. - Eu sou a Mãe e ou Filho, Eu, Deus, matéria sou.
  • Libra. - Eu escolho ou Caminho que conduz entre as duas grandes linhas de força.
  • Escorpião. - Eu sou um guerreiro e da batalha saio triunfante.
  • Sagitário. - Eu vejo a meta, Eu atinjo essa meta e, então, vejo outra.
  • Capricórnio. - Eu estou imerso na luz suprema e a esta luz dou as costas.
  • Aquário. - Eu sou a água da vida, vertida para os homens se­dentos.
  • Peixes. - Eu abandono ou Lar do Pai e, retornando, salvo.

 
* Consideramos que para aprofundar com maior clareza sobre os parágrafos “b” e “d” do ponto 3 é melhor utilizar a posição de planetas e nodos por sistema de casas iguais, assim como o estudo mansão (nakshatra) lunar que a Astrologia Védica propõe.
A possibilidade de obter estas cartas védicas (jyotish) está à disposição do estudante em muitos websites da internet. De seu aspecto mais básico material, ou reflexo instintivo lunar, deste blog consideramos a astrologia védica oriental mais acertada que a ocidental. 

 

David C. M. (logos.astrologiaesoterica@gmail.com)