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Os 3 níveis do horóscopo

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Os Raios da Humanidade




Os Raios da Humanidade

Os raios da personalidade (expressão) e da alma (consciência) que regem a humanidade são o 5 e o 4, respectivamente.

Certamente a humanidade se expressa (personalidade) através da qualidade do 5R, a raça humana analisa, separa, discrimina, julga, conhece, ilumina, sabe, utiliza… sua grande necessidade e senso comum é demonstrar de forma concreta, prática, racional e científica.

Mas a Alma ou consciência profunda do reino humano é um 4R: a luta por harmonizar o inferior com o superior, o intenso conflito criador, compreender que tanto o guerreiro como seu conflito e ideal são o mesmo. É nesta luta em que o ser humano dá o melhor de si próprio, e são expressões deste maravilhoso esforço a magnífica música clássica alemã, a explosão de beleza do renascimento italiano, o “caos e cor” do Brasil, a profundidade do pensamento oriental, a grande diversidade expressiva da Índia, as sinceras dúvidas de Arjuna, o gênio de Mozart, DaVinci, a curiosidade insaciável de Mercúrio, a intensidade de ESCORPIÃO...

Na verdade é este grande conflito que a raça humana vive a razão de ser da sua beleza.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Virgem: gestação da consciência amorosa



Virgem: gestação da consciência amorosa

O mantra espiritual de Virgem é: 

“Eu sou a mãe e o filho. Eu, Deus, matéria sou.”

Os ensinamentos esotéricos representam o processo evolutivo do ser humano como uma gestação. É uma maneira simbólica de dizer que, na vida humana, há algo se desenvolvendo internamente, e gradualmente sendo formado, nutrido e preparado. Este algo é a consciência, é o amor e a sabedoria.

Uma gestação é resultado da relação entre o pai e a mãe. Na simbologia esotérica, o pai é o espírito, que fecunda a mãe matéria. Portanto, o espírito é a causa da evolução, mas é a matéria que proporciona o campo onde toda evolução pode acontecer. São as experiências em meio à matéria e a vida no mundo que permitem à consciência se desenvolver.

Durante a gestação, o filho permanece escondido e protegido dentro do corpo da mãe. O mesmo acontece com as qualidades amorosas da consciência: em seu processo inicial de desenvolvimento, elas permanecem ocultas no interior do indivíduo e não conseguem vir à luz e se mostrar na vida dele. Mas essa ausência de demonstração externa não significa que tais qualidades não estejam sendo lentamente cultivadas e aprendidas. Todos os seres humanos não passam de mães da consciência amorosa; a única diferença é que alguns já deram à luz e outros ainda estão esperando...

Ao longo da gestação, o corpo da mãe vai se alterando para acomodar e nutrir o filho ali dentro. Se não soubermos que se trata de uma gravidez, podemos achar que essas alterações são sintomas de alguma doença. Semelhantemente, no desenvolvimento da consciência interna do ser humano, muitas vezes parece que há algo de errado com o indivíduo. Começam a surgir questionamentos, insatisfação, novos interesses... Toda a sua estrutura de vida (interna e externa) que estava tão bem estabelecida agora começa a sofrer influência dessa consciência interna que está crescendo. É um processo delicado de reajustamento, muitas vezes lento, e a nova consciência que está emergindo precisa ser protegida para que possa vingar. Quando não compreendemos o que de fato está acontecendo e queremos logo corrigir as coisas, resolver tudo e ver resultados, podemos acabar atrapalhando a gestação do novo.

A hora do nascimento é o momento mais delicado de todos, é a hora de maior dificuldade e é quando a mãe sente as dores do parto. Similarmente, no processo de amadurecimento da consciência em cada indivíduo, chega um ponto em que a sabedoria e o amor devem vir à luz e demonstrar-se praticamente na vida. Nesse momento, os acontecimentos e situações da vida costumam moldar-se de maneira bastante difícil para o indivíduo, oferecendo-lhe um grande desafio e prova, que requer justamente uma grande demonstração de consciência amorosa. A vida presenteia o indivíduo com uma crise e impasse, que só poderá ser resolvido pela aplicação de toda a sabedoria que existe nele. Quando essa situação crítica é reconhecida e aceita como uma inestimável oportunidade evolutiva, então pode ser encarada sem sofrimento desnecessário e resolvida mais simplesmente.

O mantra de Virgem nos ensina que nós somos a mãe, mas somos também o filho; somos o passado, e também somos o novo. O amadurecimento da consciência espiritual traz a percepção de que somos um com tudo, até mesmo com a divindade. E então a divindade, que é amor e sabedoria, passa a ser vista em todas as coisas, em todos os acontecimentos e em todas as pessoas, mesmo que ainda esteja apenas germinando silenciosamente...

Ricardo Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Leão



Leão: consciência de si
O mantra espiritual de Leão é: “Eu sou Aquele e Aquele sou eu.”

O eu mencionado nesse mantra não é o pequeno eu pessoal ou a nossa personalidade (mental, emocional e corporal). O mantra fala sobre a ampla consciência do Eu Superior ou alma, que sabe que é um com o Todo Maior (“Aquele”). Mas nós somos simplesmente humanos, e isso significa que cada um de nós ainda está no caminho de descobrir que é a alma, para assim descobrir a sua unidade com tudo e com todos.

Sob o Plano Evolutivo, o progresso da consciência começa pelo desenvolvimento de uma consciência individual ou pessoal, que depois se amplia tornando-se consciência grupal ou coletiva, e ainda depois chega a ser consciência planetária ou universal. Mas para garantir esses desenvolvimentos posteriores, deve haver aquele ponto de partida consistente, aquele firme ponto de apoio para a consciência, e esse é o eu pessoal. A consciência individual ou autoconsciência é apenas o começo da jornada espiritual consciente, mas é um passo tremendo, profundamente significativo e imprescindível.

O processo de desenvolvimento do eu pessoal é marcado por muitas características e buscas que tenderíamos a classificar como antiespirituais, mas que são simplesmente a preparação para a espiritualidade. No mundo das formas materiais, todas as coisas são conhecidas por comparação, e assim o eu busca conhecer a si mesmo comparando-se e competindo com os demais. O eu testa o seu próprio poder desafiando o mundo ao seu redor. Para construir e consolidar a própria identidade, o eu procura afirmar-se perante os outros. Mas quando, por meio dessas experiências, o eu finalmente conhece o seu valor, todas essas características da consciência imatura são naturalmente transcendidas e dão lugar a outras buscas, mais amplas.

A compreensão do próprio eu torna possível compreender que o outro também é um eu

Ao conquistar a consciência de mim mesmo, posso deixar de me comparar com outro e começar a ter consciência do outro. Então o outro deixa de ser para mim apenas um objeto, e torna-se, por assim dizer, um co-sujeito. A competição dá lugar à busca de cooperação. O indivíduo descobre aquilo que tem em comum com os seus semelhantes, e se une a eles para empreenderem uma busca grupal. Assim o indivíduo coopera com o grupo, não por lhe faltar desenvolvimento e poder pessoal para fazer diferente, mas porque começa a ter consciência de si como uma célula do grupo. Ele se identifica com o propósito do grupo e escolhe apoiá-lo. A cooperação consciente é, portanto, muito mais que estar junto, seguindo o rebanho; é uma participação voluntária e inteligente, fazendo a diferença, co-criando, enriquecendo e fortalecendo o grupo.

Através da experiência grupal, além de compreender que existem outros eus no mundo, o indivíduo começa a compreender também que existe um Eu Uno, abarcando todos os eus em Si. Finalmente, ele começa ter consciência de si como uma célula do Uno ou do Todo Maior (Deus, como alguns preferem chamar). Então o eu considera a si mesmo como apenas um representante e agente do Uno, e a genuína consciência disso é simplesmente um perfeito equilíbrio entre valor próprio, humildade e responsabilidade.

Talvez o maior mistério sobre Deus seja que Ele está verdadeiramente no ser humano. E talvez a maior revelação sobre o ser humano seja que ele é verdadeiramente expressão de Deus.

Ricardo Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Dualidades e Triplicidades






Dualidades e Triplicidades


Falar de Astrologia sem falar das leis que regem o Universo é o mesmo que falar do nosso corpo sem nunca ter estudado anatomia. Para além disso, se pretendemos que esta disciplina milenar não sendo considerada ciência pela comunidade científica (e com razão porque ela ainda não o é tal como é estudada e apresentada pelos astrólogos) venha de facto a ser a rainha das ciências no futuro, temos todos que começar por uma nova abordagem a este problema.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Câncer: a morada da alma






Câncer: a morada da alma
O mantra espiritual de Câncer é: “Eu construo uma casa iluminada e nela habito.”
Uma casa é um abrigo, um ponto de apoio no mundo e uma base de operações. Para estar em meio ao mundo material, a alma (o puro ser ou pura consciência) também precisa de uma casa ou habitação, um suporte material. Por isso a alma constrói para si três instrumentos: um veículo mental (nossa mente), um veículo emocional (que costumamos chamar de coração) e um veículo físico (nosso corpo). Esses três constituem a nossa personalidade, que é verdadeiramente a morada da alma.
Nesse processo de adotar uma forma mental, uma forma emocional e uma forma física, sempre existe limitação. A consciência fica limitada pela forma. Em si mesma, a alma é pura potência e plenitude de possibilidades. Mas ao habitar uma mente, um coração e um corpo, apenas algumas capacidades e qualidades da alma conseguem se manifestar. Por outro lado, a forma permite que a alma participe da vida coletiva no mundo, se manifeste em alguma medida e expresse pelo menos algumas de suas qualidades. Manifestação e limitação andam juntas; sem limitação não há manifestação. Isso é algo que todos devemos aprender. Quando não abrimos mão de fazer tudo, acabamos não fazendo nada. A chave é saber fazer alguma coisa.
Mas além dessa limitação inevitável, comumente ficamos ainda mais limitados porque nos identificamos demasiadamente com a nossa própria personalidade. Achamos que somos só mente, emoções e corpo; não sabemos que somos a consciência interna que habita esses três veículos. A alma é transcendência e poder transformador, mas quando não estamos em sintonia com essa nossa essência, acabamos nos cristalizando e nos restringindo a certos modos de pensar, sentir e agir. Então expressamos sempre apenas as mesmas qualidades, e deixamos de expressar tantas e tantas outras possíveis.
Conhecer a si mesmo como alma é estar aberto para a autotransformação e a expressão cada vez maior dos próprios potenciais. Quando sabemos que somos a consciência interna, plena de possibilidades, compreendemos que podemos e devemos aperfeiçoar nossa mente, coração e corpo, para que sejam melhores veículos para a alma, expressando mais e mais das suas qualidades. Esse autoaperfeiçoamento acontece através do próprio pensar, sentir e agir, pois cada ato nosso sempre contribui para a continua reconstrução da nossa personalidade.
Todo ato de pensamento, por exemplo, contribui para reconstruir a nossa mente, reforçando uma ou outra qualidade, dependendo do que for pensado. Através da reflexão sobre as qualidades da alma (como amor, sabedoria, boa vontade e alegria), podemos impregnar mais e mais a nossa mente com tais qualidades, até que, com o tempo, se tornem o nosso modo normal e espontâneo de expressão mental.
A nossa personalidade é hoje aquilo que fizemos dela até agora, e podemos torná-la o que quer que escolhamos. Basta orientar o nosso pensar, sentir e agir na direção escolhida, e a transformação inevitavelmente acontecerá com o tempo, seja longo ou curto. Podemos desenvolver quaisquer habilidades e aprender qualquer coisa. Tudo o que é possível está dentro de nós como semente. E cada dia é uma preciosa oportunidade para fazermos desabrochar o potencial de nossa alma, revelando toda a sua beleza, luz e amor.

Ricardo Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Gêmeos: dois em um


                                                                            Gêmeos: dois em um


O mantra espiritual de Gêmeos é: 

“Reconheço o meu outro eu e, no minguar deste, eu cresço e brilho.”

Gêmeos é o signo das dualidades, e para o ser humano a principal dualidade é entre o seu pequeno eu e o Eu Superior. O pequeno eu é o que normalmente conhecemos como a nossa personalidade; abrange a mente, a natureza emocional e o corpo físico. O Eu Superior é a nossa alma: a essência espiritual em nosso íntimo, o puro ser, pura consciência.

O pequeno eu é o veículo ou instrumento do Eu Superior para o desenvolvimento da consciência. É através das experiências no mundo material que a consciência superior vai gradualmente despertando, se desenvolvendo e se consolidando. E chega finalmente um ponto em que essa consciência superior pode conhecer o pequeno eu pelo que ele é. Então o indivíduo percebe e vivencia a sua personalidade como apenas uma parte do seu ser, e não mais o todo. Ele sabe que é mais do que a sua própria personalidade.

O mantra de Gêmeos fala sobre essa possibilidade de o Eu Superior reconhecer o outro eu. Nesse reconhecimento a partir do mais elevado que há em nós, existe sempre uma atitude de aceitação, compreensão, boa vontade consigo mesmo. Há uma grande diferença entre a personalidade perceber a si mesma, com suas limitações e imperfeições, e a alma perceber a sua personalidade, com as limitações e imperfeições dela. No primeiro caso, é comum o surgimento de insatisfação, frustração, culpa, luta, etc. No segundo caso, essas distrações estão ausentes, e existe simplesmente a compreensão do trabalho de aperfeiçoamento que ainda precisa ser feito.

A energia de Gêmeos estimula o aperfeiçoamento de todos os tipos de relações, inclusive a relação interna entre esses dois eus em nós. Quando o mantra fala sobre o pequeno eu minguar, não se refere a um enfraquecimento e empobrecimento da personalidade. Trata-se apenas de a personalidade passar para o segundo plano, para que a alma possa vir para o primeiro plano. A personalidade é o agente da alma em meio ao mundo, e deve ser um instrumento forte, hábil e luminoso. Tudo o que é preciso é que esse instrumento se mantenha sempre a serviço da alma, e não de interesses egoístas e egocêntricos.

Entretanto, muitas vezes, na vida humana, não sobra espaço para a alma aparecer e atuar através de seu instrumento, porque a própria personalidade sobressai o tempo todo. O pequeno eu se mantém ocupado consigo, interessado em si, buscando apenas seus próprios objetivos, falando de si mesmo, procurando se afirmar e se destacar. A personalidade esquece que é apenas um instrumento... Já o Eu Superior, ao contrário, sabe que é um com o Todo, e a sua vida é puro amor e consagração ao bem comum. Quando a alma está se expressando através da personalidade, o indivíduo não fica falando de si mesmo, mas fala de ideias; não vive para si mesmo, vive por ideias, pela verdade, pela justiça, pela liberdade...

Dessa maneira, tais ideias espirituais podem crescer e brilhar através da personalidade. E esse é o grandioso papel que o pequeno eu tem a desempenhar. Quando a personalidade pretende ser importante por si mesma, existe apenas ilusão e distorção; mas quando a personalidade se permite ser grande por servir algo maior, aí ela encontra a verdadeira e plena autorrealização.

Ricardo Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br

terça-feira, 24 de abril de 2012

Buda - Touro




                                                                        O Último Sermão do Buda


Um sábio conselho.


Antes que chegue a Lua cheia de Touro e todo ser sensível tenha a oportunidade de tomar contato com as “intenções” divinas; gostaríamos de publicar neste blog um fragmento do último sermão do Buda.
Em verdade e como diz o Buda, nada pode ser aprendido a não ser a partir da própria experimentação, o que se pode ver muito claramente na forma de aprender das crianças.


Um fragmento do último sermão
Oh! Ananda, sejam lâmpadas para vocês mesmos. Confiem em vocês mesmos, e não dependam de nenhuma ajuda externa. Sustentem a verdade como lâmpada. Busquem a salvação tão só na verdade. Não busquem assistência de ninguém mais além de vocês mesmos”.
E Ananda, como pode um irmão ser uma lâmpada para si mesmo, confiando em si somente sem depender de ajuda externa, sustentando a verdade como sua única lâmpada e buscando a salvação tão só na verdade, sem buscar ajuda de ninguém mais além de si mesmo?
Oh! Ananda, permite a este irmão se enfocar no corpo para que agora que ainda é vigoroso, pensante e atento, possa, enquanto ainda existe no mundo, superar a aflição que surge do seu corpo anelante. Permite enfocar-se agora nas sensações, para que enquanto ainda é vigoroso, pensante e atento, possa superar a aflição que surge das mesmas. E permite também que, enquanto pense ou raciocine, ou sinta, possa observar seus pensamentos que sendo tão fortes, profundos e plenos como podem ser, lhe permitam, enquanto existe no mundo, superar a aflição que surge dos anseios pelas ideias, raciocínios ou sensações.
Tão só aqueles, que agora ou depois de minha transição, sejam lâmpadas para si mesmos, confiando tão só em si mesmos e não em qualquer ajuda externa, sustentando a verdade como sua lâmpada, e buscando sua salvação somente nela, sem buscar assistência mais além de si mesmos, tão só esses, Ananda, entre todos os meus bhikkhus (monges), serão os que alcançam as alturas mais sublimes! Mas devem estar ansiosos por aprender”.


                                                                                                                               o adeus do Buda


Se analisarmos atentamente o texto veremos que a palavra chave é a auto-observação, saber nos observar honestamente é o primeiro passo para a autoconsciência ou sentimento de liberdade.


Pensando na próxima Lua cheia de Wesak

domingo, 8 de abril de 2012

Saturno Lua





 









Nova Astrologia 
(parte 3)




“Saturno em conflito com a Lua”

Todo astrólogo sabe que a relação por quadratura em oposição ou conjunção de Saturno com a Lua é uma relação difícil e geradora de frustração.

Para a astrologia mais tradicional Saturno é “o grande maléfico”, a disciplina, frieza, impedimento… e a Lua é a “emoção da mãe-filho”, a infância, o feminino ou maternal, a mente instintiva. Aqui a psicologia analítica nos diria que o filho teve uma experiência maternal restritiva e que isto é o reflexo da sua atitude fria e pouco confiante perante a vida.

A nova astrologia não nega o dito acima, mas também afirma que a Lua é a mãe de todas as formas e portanto é a prisão da Alma. É através do corpo-forma que a Alma se expressa e experimenta a vida sensível no planeta Terra. Este corpo de expressão ou pitris lunares é composto de matéria físico-emocional e mental, sendo a emocional a mais condicionante.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Nova Astrologia (2 parte)

               


                      
Nova Astrologia 2ª parte: 

“níveis de consciência”


Como dissemos no capitulo anterior, antes de afrontar a interpretação de uma carta natal, todo bom astrólogo deve refletir sobre o nível evolutivo do dono da carta. Isto se pode fazer de várias formas, mas a mais aconselhável é um encontro objetivo e pessoal com a pessoa a tratar.

Também é preciso dizer que o nível evolutivo do astrólogo é muito importante, mas neste caso damos por assentado que todo astrólogo que sente atração e interesse pela “astrologia da Alma” demonstra que deu um passo no caminho.

sábado, 31 de março de 2012

Nova Astrologia (1 parte)




A Nova Astrologia 1 parte: 

“Necessidade de Síntese”


A astrologia, como toda ciência, está sempre em evolução, e este Caminho está marcado pela evolução da consciência da humanidade.

É evidente que a consciência humana sofreu e está sofrendo fortes mudanças desde a chegada da “modernidade” (150 anos), e com ela a abertura e chegada ao grande público de todo tipo de informação até há pouco considerada secreta ou extravagante.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Espírito e Matéria






A relação Espírito … Matéria

A ciência já admite que substância e luz são o mesmo, e como já disse Helena Blavatsky, Espírito e Matéria são duas partes do UNO em diferentes graus de evolução ou manifestação.
A Chispa Divina ou Espírito decide (deseja) se manifestar, a Mãe (Matéria-Maria) decide (deseja) receber a penetração desta Vida Espiritual, e para que isto ocorra só há um Caminho, a relação.
Através deste contato, a Matéria reage mostrando: inteligência, atividade, harmonia, beleza, ciência, sentimento, magia…, por sua vez, o Espírito mostra: vontade de ser, de vida, de poder, de sacrifício …, Ele desce à terra para dar expressão à sua vontade, Ela o recebe para poder subir ao céu.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Aquário, fluxo de Vida e Amor




                                                           
Aquário

O trabalho de Hércules relacionado ao signo de Aquário é a limpeza dos estábulos do rei Augias. Aquário é um signo de circulação e distribuição de ideias e energias. Este trabalho representa o serviço de restaurar o fluxo natural da vida e do amor em meio à humanidade.

O rei Augias possuía um vasto rebanho, mas nunca cuidava da limpeza de seus estábulos. Os dejetos se acumularam por muitos e muitos anos, de modo que o fedor e a pestilência contaminavam todo o reino. A tarefa de Hércules era limpar toda essa sujeira.

Quando chegou ao reino de Augias, Hércules se sentou entre dois rios que passavam por ali e meditou sobre o problema. Uma ideia lhe veio à mente. Então ele derrubou as paredes que cercavam os estábulos. Depois desviou o curso dos dois rios para que as suas águas passassem através das estrebarias. Assim, a necessária limpeza aconteceu naturalmente.

O rebanho do mito representa o conjunto das mentes e corações de toda a humanidade. A sujeira acumulada representa os pensamentos e emoções nocivos que a humanidade vem gerando ao longo dos tempos. Ao pensar, sentir, desejar, falar, estamos lançando no ambiente os nossos pensamentos e emoções, frequentemente poluindo a atmosfera mental e psíquica do planeta com nosso medo, raiva, ganância, apego, tristeza, etc. Como resultado, uma nuvem escura de energias mentais e emocionais envolve a Terra inteira, atrapalhando o desenvolvimento natural das pessoas, impedindo de perceber a beleza e a alegria da vida, e contagiando muitos  com desejos egoístas e materialistas. Mas como resolver uma situação tremenda como esta?

O primeiro ato de Hércules foi meditar, para poder compreender a natureza do problema e então descobrir uma real solução. Mas frequentemente contrapomos meditação e ação, e tendemos a considerar que meditação é passividade e perda de tempo e que a ação concreta é a única maneira de produzir mudanças. Poderíamos compreender que a verdadeira meditação é uma ação interna, que é causa da ação criativa externa. Em meio à atual situação crítica da humanidade, não temos tempo a perder com tantas ações irrefletidas e precipitadas. É imprescindível meditar, para podermos compreender o que e como fazer.

Tendo compreendido, Hércules iniciou pela derrubada das paredes, porque a raiz do problema está nas divisões que erigimos entre nós. Deixamo-nos enganar pelas diferenças na aparência e nos consideramos como separados uns dos outros. Falamos em termos de uma classe social e outra, uma etnia e outra, uma ideologia e outra, uma religião e outra, e perdemos de vista a humanidade una. O primeiro passo necessário é desfazer todo senso de separatividade. Devemos compreender que somos todos uma só família humana.

Os dois rios do mito representam as duas correntes de energia que animam cada pessoa: a energia da vida (ancorada no coração) e a energia da consciência (ancorada no cérebro). Hércules não tentou varrer ou limpar a sujeira, ou seja, ele não ficou focado em atividades. Ele simplesmente deixou que as energias de vida e de consciência ou amor fluíssem livremente entre ele e os demais.

Quando tais energias fluem desobstruídas e por canais adequados, a harmonia e a beleza naturalmente são restauradas. Assim é o serviço. Não se trata de lutar contra o que está ruim, mas de promover o fluxo do bem. Não é tanto um fazer, mas principalmente ser e amar. E também não nega a ação, mas ao contrário: qualifica-a. A questão é: qual é a consciência e a qualidade de energia de coloco em cada coisa que faço?

Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br

domingo, 8 de janeiro de 2012

Capricórnio: Poder Servir

                              


Capricórnio
 
O trabalho de Hércules que corresponde ao signo de Capricórnio é enfrentar Cérbero, o cão de guarda do mundo subterrâneo. Capricórnio é um signo de disciplina, superação e realização. Este trabalho representa o auge do desenvolvimento humano e uma grande conquista espiritual, talvez a mais importante de todas: a conquista do poder de servir.

Cérbero era um terrível monstro com três cabeças de cão e uma serpente como rabo. Ele guardava o mundo subterrâneo, para onde iam as almas dos mortos, e não deixava que ninguém saísse de lá. A tarefa de Hércules era capturar Cérbero e trazê-lo até a superfície.

Quando Hércules penetrou no mundo subterrâneo, encontrou o herói Teseu vivo, mas acorrentado ali. Ele libertou o amigo e então foi ver Plutão, o Senhor da Morte e do mundo subterrâneo. Plutão concordou em deixar Hércules levar Cérbero, desde que enfrentasse a fera sem armas. Hércules fez isto, e agarrou a cabeça central de Cérbero, sufocando-a. Assim ele controlou o monstro e pôde conduzi-lo até a superfície, para a luz do dia.

Cérbero, com suas três cabeças, representa a personalidade humana, com seus três componentes: mental, emocional e físico. Controlar Cérbero e levá-lo para a superfície significa autodisciplina, autoaperfeiçoamento e autossuperação. Mas todo autodesenvolvimento deve sempre ter como motivação a busca de servir a humanidade. Todos os conhecimentos que adquirimos, as habilidades que desenvolvemos, os bens de que dispomos, o poder que obtemos, a influência que exercemos — tudo deve ser usado não apenas para o nosso próprio benefício individual, mas em favor de toda a coletividade.

O mundo subterrâneo simboliza o inconsciente humano, e Teseu acorrentado representa a humanidade aprisionada por suas emoções e desejos ignorantes. Tal como Hércules encontrou Teseu ao penetrar no mundo subterrâneo, cada buscador espiritual, ao penetrar no íntimo de si mesmo, descobre que é co-responsável pelo sofrimento da humanidade. Mas descobre também que, ao desenvolver todo o seu potencial, ele pode contribuir para a liberação e elevação humana.

Frequentemente, existe confusão sobre o que é serviço. Alguns entendem que servir é ajudar, curar, ensinar os outros. O serviço pode incluir isso também, mas é algo mais profundo. Servir é desempenhar a nossa função dentro do todo maior. Na verdade, todos os seres servem — inevitavelmente, inconscientemente. Não há como ser e não servir. Mas o que é próprio de nós, humanos, é que podemos passar a servir conscientemente. Nós podemos saber qual é o nosso serviço, e então realizá-lo voluntariamente, compreensivamente, inteligentemente. É isto que chamamos de serviço quando falamos de seres humanos.

Para poder servir assim, o indivíduo deve ser o mestre de si mesmo. Hércules mostrou como alcançar esta mestria ao enfrentar Cérbero desarmado, sem lutar contra o monstro, mas apenas sufocando a sua cabeça central, para controlá-lo. Portanto, não devemos ficar combatendo a nossa personalidade, mas apenas procurar conduzi-la conscientemente. A cabeça do meio representa as emoções e desejos — a fonte de força da personalidade. Sufocar esta cabeça significa deixar de alimentá-la com tanta atenção. Se não dermos indevida importância às reações emocionais da personalidade, ela não terá como atrapalhar o nosso serviço.

Finalmente, levar Cérebro para a superfície é integrar o inferior no superior, unificar personalidade e alma. Então, a personalidade é transformada, transfigurada, deixando de ser aquela que oculta a alma, para tornar-se aquela que revela a alma.

Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Sagitário: correto pensar e falar

Ricardo Georgini


Correto pensar e falar

O trabalho de Hércules associado ao signo de Sagitário é espantar os pássaros do lago Estínfale. Sagitário é um signo de elevado idealismo, profunda reflexão e busca de sabedoria. Este trabalho representa o correto uso do pensamento e da fala, para expressar cada vez mais a verdade.

A região do lago Estínfale estava recoberta de pássaros ferozes. Em imensa quantidade, eles devastavam a vegetação da região e contaminavam o lago. Quando levantavam voo, era impossível ver com clareza o céu e o sol. Hércules tinha a tarefa de restabelecer a ordem.

O herói tentou matar os pássaros um a um, colocando armadilhas e atirando flechas. Logo percebeu que esse método não seria eficiente, pois a quantidade de aves era enorme. Então Hércules fez uma pausa e ponderou sobre a questão. Uma ideia lhe veio à mente. Ele pegou os dois címbalos de ouro que recebera de Minerva e tocou-os fortemente. Afugentados pelo tremendo som, os pássaros logo debandaram, e a paz voltou à região.

Os pássaros simbolizam os pensamentos, pois podem voar com liberdade para o alto e ver longe, por uma perspectiva mais elevada e abrangente. Os pássaros também simbolizam a fala, pois, voando, podem mover-se com rapidez e viajar pelo mundo. O pensamento e a fala são forças criativas muito poderosas.

O pensamento nos permite ver possibilidades e captar o novo. Algumas vezes, uma nova visão logo se torna um novo modo de vida. Outras vezes (provavelmente a maioria), ocorre um longo processo de maturação interna, de modo que gradualmente o novo pensamento se reflete em nossas emoções e desejos, e finalmente em nossas ações, comportamento e relacionamentos. Quando não compreendemos o funcionamento desse processo interno, podemos impor-nos exigências precipitadas e atrapalhar um processo que estava muito bem encaminhado. Mas quando compreendemos esse processo de maturação, podemos cooperar pacientemente com ele.

Os pássaros pousados no lago e ao redor representam aqueles pensamentos que não são novos, mas já assentaram em nossa vida emocional e física. Tais pensamentos constituem uma cristalização, condicionando e restringindo a nossa vida. Qualquer pensamento é sempre parcial, é só uma dentre tantas possibilidades, é só um degrau na escada. A verdade, o amor, a beleza, a justiça são sempre maiores que qualquer pensamento ou teoria. Por isso não devemos estagnar em nossa visão atual, mas sempre seguir adiante, procurando renovar nossos pensamentos e buscando uma compreensão ainda mais ampla e profunda.

A pausa reflexiva de Hércules representa o silêncio meditativo, quando a mente procura ir além dos pensamentos e interpretações atuais, abrindo espaço para o novo. Tendo captado uma nova ideia, Hércules usa o som para ancorá-la e dispersar os pensamentos antigos que não lhe servem mais.

Minerva é a Senhora da Sabedoria, e o toque dos címbalos de ouro representa o uso da palavra para expressar novas ideias, uma compreensão renovada e um fluxo fresco de inspiração. Através do poder criativo da fala, nós recriamos e transformamos os nossos padrões na vida, substituindo o velho pelo novo.


Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Escorpião: humildade e iluminação

Ricardo Georgini


Escorpião

O trabalho de Hércules ligado ao signo de Escorpião é a destruição da hidra de Lerna. Escorpião é um signo de conflitos e lutas, e de profundidade e intensidade. Este trabalho representa a busca de uma atitude mais esclarecida e abrangente a respeito dos desafios e embates da vida — lidando com as suas causas ocultas, e não apenas tratando dos efeitos.

A hidra era uma serpente monstruosa de nove cabeças. Quando atacada, ela se fortalecia a cada golpe, em vez de enfraquecer. E se uma cabeça era cortada, duas outras cresciam em seu lugar. Esse monstro asqueroso fez sua morada no pântano de Lerna e empesteou a água de toda a região, provocando doenças e mortes. A tarefa de Hércules era eliminar a causa da contaminação.

Em meio à atmosfera nebulosa do pântano, Hércules procurou em vão pela hidra. Finalmente, encontrou a sua toca: uma caverna profundamente escura. Então, ele atirou flechas flamejantes no interior do covil. A hidra saiu furiosa, atacando o herói. E Hércules combateu-a bravamente, até perceber que não adiantava lutar contra ela. Então, ele se ajoelhou e agarrou-a, erguendo-a bem alto, além da atmosfera do pântano. Exposta ao ar puro e à luz, a hidra não pôde viver, e suas cabeças tombaram mortas.

A hidra representa os impulsos inferiores e complexos que residem na caverna escura do inconsciente e contaminam a mente, o coração e a vida humana. Ela é o conjunto de todos os pensamentos, emoções e desejos excessivos, desequilibrados, mal trabalhados. A hidra existe no interior de cada um de nós, sem exceção, pois faz parte da natureza humana. Encontrá-la e enfrentá-la requer uma tremenda coragem, e é um trabalho para o Hércules que também existe em nós.

Comumente, ao entrarmos em contato com os ensinamentos espirituais, nós os interpretamos de maneira simplista, distorcida e ilusória. Naturalmente, fazemos isso sem perceber, com muita dedicação sincera, mas pouca inteligência espiritual. Assim, imaginamos que, no caminho espiritual, devêssemos logo nos livrar de todas as tendências inferiores, todo medo, raiva, ambição, vaidade, orgulho, etc. Mas o que acontece, então, é que tudo isso apenas fica escondido em nosso inconsciente, e continua contaminando a nossa vida interna e externa.

Um dos principais requisitos para a iluminação da consciência é a humildade, representada por Hércules ao ajoelhar-se. Ela nos permite reconhecer que somos como qualquer outro ser humano, sujeitos às mesmas falhas, dificuldades e limitações. Então, não pretendemos ser diferentes, especiais, melhores. Nem fingimos — para nós mesmos e para os outros — que não temos dentro de nós todas as tendências que são comuns a todos os seres humanos. Assim, podemos encarar com naturalidade e maturidade o que quer que surja dentro de nós. E podemos não lutar contra, mas elevar o nosso problema para outro nível de compreensão.

Um problema não pode ser resolvido a partir do próprio nível em que foi criado, a resolução acontece a partir de um nível mais alto.  Quando alcançamos uma perspectiva mais elevada — e portanto, mais abrangente ou compreensiva —, podemos conhecer as causas de uma situação e então mudar a maneira como lidamos com ela. Nas alturas de uma mentalidade sábia e amorosa (a luz e o ar puro), podemos compreender que tudo o que existe em nós é bom, desde que seja mantido na sua justa medida, no seu correto lugar e no seu momento apropriado. Não há nada a ser combatido ou exterminado dentro de nós, mas apenas compreendido e reajustado.

Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br

sábado, 8 de outubro de 2011

Libra: moderação e equilíbrio



Ricardo Georgini



O trabalho de Hércules relacionado ao signo de 

Libra 

é a captura do javali de Erimanto. 

Libra é um signo de moderação e de energia equilibradora, e este trabalho representa a busca e a conquista desta notável qualidade: equilíbrio. É uma qualidade que poderia parecer simples ou banal; em verdade, é muito difícil de ser alcançada e requer elevada sabedoria.

No Monte Erimanto, um javali gigantesco devastava toda a região. Hércules recebeu a tarefa de capturar o feroz animal. No caminho para a montanha, o herói encontrou seu amigo Folo, um centauro (metade homem, metade cavalo). Hércules esqueceu-se da tarefa, e os dois ficaram a conversar e beber. Em meio à bebedeira, iniciou-se uma briga com outros centauros, e Hércules acabou matando acidentalmente o seu amigo.

Com a tragédia, o herói recordou-se de sua tarefa e retornou a ela. Ele perseguiu o javali montanha acima, de modo que a fera fugisse sempre para mais alto. No topo, o javali não tinha muito espaço para se esquivar, então Hércules colocou uma armadilha e logo capturou o animal. Hércules conduziu o javali montanha abaixo segurando as suas patas traseiras e empurrando-o como um carrinho de mão. E no caminho, todos se alegravam e riam com a cena inusitada.

No mito, Hércules representa a alma ou Eu Superior. O selvagem javali representa a nossa natureza inferior: nossos apetites, instintos, hábitos, preferências, desejos. O trabalho consiste em equilibrar estas duas partes do nosso ser, a superior e a inferior, e trazê-las a um estado de cooperação, cada uma desempenhando a sua devida função. Hércules conduzindo o javali representa tal equilíbrio e cooperação dentro do próprio indivíduo, de modo que a alma se expresse perfeitamente através do corpo.

Esta conquista acontece no alto da montanha. Com sua forma triangular, a montanha é um símbolo da consciência espiritual. Subir uma montanha significa elevar a consciência. Assim, para alcançar equilíbrio e cooperação internos, é preciso buscar uma perspectiva superior, mais ampla e sábia, que possa compreender o correto papel de cada coisa — dentro e fora de nós. Com tal visão abrangente, podemos juntar corretamente todas as peças do quebra-cabeça da vida, e compor um todo harmonioso.

Os lados opostos da montanha ficam cada vez mais próximos um do outro à medida que subimos. E no topo da montanha, já não existem lados, mas apenas um ponto de síntese. Para nos elevarmos, devemos estar dispostos a abrir mão dos extremos. É a moderação o que possibilita a elevação. Ao lidarmos conosco mesmos, com as situações da vida e com as outras pessoas, as atitudes radicais e extremistas produzem distanciamento e separação. Nós nos afastamos das pessoas e da realidade da vida, e dentro de nós mesmos as coisas também ficam desconexas. Já a moderação é uma abertura para o outro, o diferente, o novo. Ela torna possível a expansão e elevação da consciência.

Mas isso também não significa ser condescendente com os outros ou conosco mesmos. No mito, o encontro de Hércules com Folo representa a busca do prazer independentemente do dever. Quando Hércules procurou apenas agradar o amigo e a si próprio, o resultado foi dor. Temos que estar vigilantes, pois há sempre a tentação de fazer aquilo que é mais fácil e prazeroso, em vez daquilo que é justo e direito. Por outro lado, com o cumprimento do dever, o mito termina em riso e alegria. Quando trilhamos o caminho da moderação, atentos ao dever, buscando equilíbrio e cooperação, o resultado é uma genuína alegria, que se irradia.

Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Virgem


Ricardo A. Georgini



Virgem
compreensão amorosa

O trabalho de Hércules ligado ao signo de Virgem é a tomada do cinturão de Hipólita. Virgem é o signo do acolhimento, cuidado e nutrição, e este trabalho representa a delicada tarefa de acolher, ao mesmo tempo em que procuramos orientar corretamente, tudo o que existe dentro e fora de nós.

Hipólita era a rainha das amazonas, uma comunidade de mulheres guerreiras que viviam isoladas dos homens. Ela recebera de Vênus um cinturão, e a tarefa de Hércules era obtê-lo. Logo que chegou ao reino das amazonas, o herói se pôs a lutar com Hipólita. Ele arrancou-lhe o cinturão, matando-a. Só então percebeu que ela não desejava lutar e entregava-lhe livremente o que ele buscava.

Desolado com o seu erro, Hércules voltava para casa por uma encosta marítima, quando ouviu os gritos da donzela Hesíone. Um monstro marinho acabava de abocanhá-la. Esquecendo-se de si mesmo e de sua dor, Hércules lançou-se ao mar e nadou até o monstro. Ele entrou pela boca da criatura e desceu até o seu estômago, segurou Hesíone com o seu braço esquerdo e com a mão direta usou a espada para abrir a barriga do monstro e retirá-los dali. Assim, Hércules redimiu o seu erro anterior. E só assim o trabalho foi completado.

Parte da beleza do mito está no fato de que Hércules às vezes cometia erros, tal como nós, e tinha que voltar atrás e endireitar-se. Vênus é a Senhora do Amor e da Unidade, e o cinturão do mito é um símbolo de união. União é algo que acontece entre dois, e o verdadeiro trabalho de Hércules era unir-se com Hipólita. Mas isto ele não compreendeu, e procurou obter a união, paradoxalmente, sem levar em consideração aquela com quem deveria unir-se.

As amazonas representam o lado material da vida, quando dissociado do espiritual. Hércules representa o Eu Superior ou a nossa essência espiritual. A meta para os seres humanos é a perfeita sintonia entre a vida material e a vida espiritual. No caminho espiritual, o corpo, os hábitos, a família, o trabalho, o dinheiro e tudo mais, não devem ser negligenciados, anulados ou eliminados. Devem ser acolhidos e compreendidos a partir de uma perspectiva mais profunda e mais ampla. Então devem ser amorosamente ajustados para que reflitam os princípios e valores espirituais.

Toda a espiritualidade tem a ver com união. A palavra “religião” vem de “religar” (o humano com o divino). O termo oriental “ioga” significa integração ou união. A união acontece por dentro (entre o material e o espiritual em nós) e por fora (entre eu e os outros, eu e a coletividade).

Unir-se com o outro é também um grande desafio. Levar o outro em consideração é um grande desafio. Parece simples, mas muitas vezes, não compreendemos que o outro é outro, não é como eu. Ele tem a sua própria história, suas motivações, sua maneira de pensar e de fazer as coisas... Tem a sua própria missão e a sua contribuição. A paz, a justiça e a fraternidade — entre pessoas e entre povos — não podem ser impostas unilateralmente; têm que ser construídas conjuntamente, com a contribuição própria de cada um.

A maneira como Hércules salvou Hesíone representa o processo pelo qual o espírito acolhe, eleva, redime e ilumina a matéria. Representa também a disposição de ir em direção ao outro, percebê-lo, manter-se ao seu lado e cooperar com ele. Em sua errônea relação com Hipólita, Hércules procurava obter e tomar, mas em sua correta relação com Hesíone, ele buscou compreender, servir e dar.


Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A Intuição ( II )


A intuição ( II ) e suas correspondências planetárias.

A intuição é um processo estreitamente relacionado com a palavra Amor ou a capacidade de Unir. 

Em última instância, este universo todo é uma expressão do Amor de Deus, mas se o analisarmos de uma vertente mas próxima e para definir o Amor, utilizamos as palavras generosidade, expansão, compreensão, sensibilidade, sentimento e imaginação e os planetas aqui mais relacionados são: Netuno Júpiter e Vênus.

Netuno é o grande regente do psiquismo, tanto inferior como superior, daí que em muitos Amores chamados repentinos, reais ou não, Netuno esteja presente, e daí também que em sua vertente mais espiritual esteja muito presente também nas cartas de grandes criadores e místicos.

Observar a “impressionante” força de Netuno e da Lua nas duas cartas das meninas que viram a Virgem, tanto em Fátima como em Lourdes. Nelas se vê claramente a capacidade de Netuno para espiritualizar a matéria-Lua (Maria) através do Amor gerado no sentimento devocional (plexo solar). 

sábado, 20 de agosto de 2011

A Intuição


A Intuição ou o Amor como nexo de união

Para a estrutura dos 7 planos, (7: físico-etérico, 6: astral-emocional, 5: mental inferior-superior, 4: Búdico-razão pura, 3: Espiritual – inteligência, 2: Monádico – amor, 1: Ádico – vontade); a intuição reside no plano 4 ou Búdico,  justo o intermediário entres os três planos superiores e os três inferiores.

Se fizermos uma analogia com os raios cósmicos pares afins (linha de amor), poderíamos dizer que o 4º raio une através da Harmonia e da Criatividade, o Amor Sabedoria do 2º raio com o Sentimento Sensibilidade do 6º raio. 

Relacionando estes conceitos aos 7 “nós” do homem, se poderia dizer que o chacra cardíaco une através do amor magnético ou princípio crístico, o centro ajna ou agente da expressão da Alma com o plexo solar ou corpo de desejos e sentimentos. 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Leão: o pequeno eu e o Eu Superior

Ricardo Georgini


Leão

O trabalho de Hércules relacionado ao signo de Leão é a morte do leão de Nemeia. Quinto signo do Zodíaco, Leão estimula nos seres humanos a autoconsciência e a autorregência. Este trabalho representa a descoberta de um eu mais profundo e o exercício de conduzir-se na vida a partir deste centro.

Um terrível monstro, um leão enorme e de pele impenetrável a qualquer arma, assolava a região de Nemeia. Os seus habitantes estavam atemorizados e não podiam viver e se desenvolver normalmente. Hércules recebeu a tarefa de eliminar a fera. Quando ele encontrou o leão, disparou-lhe flechas, que bateram em sua pele e caíram ao chão. O leão foi aproximando-se do herói, rugindo de modo amedrontador, mas Hércules gritou com igual força, então a fera se pôs a fugir.

Hércules perseguiu o leão até o seu covil, que era uma caverna com duas aberturas. O herói entrou por uma abertura e atravessou a caverna escura até sair pela abertura do outro lado, sem encontrar a fera. O leão tinha saído pela segunda abertura e tornado a entrar pela primeira. Então Hércules reuniu algumas toras e bloqueou uma abertura, entrou pela outra e bloqueou-a também. E assim, no escuro da caverna, enfrentou sozinho e desarmado o monstro. Hércules agarrou o leão pelo pescoço, apertando-o até que morresse sufocado. Depois usou a garra do próprio leão para cortar-lhe e retirar-lhe a pele, e passou a vesti-la.

O leão é chamado o rei da floresta e representa o regente no interior de cada ser humano: o nosso eu. O eu é como o Sol; é a fonte da luz da consciência e o centro da nossa vida psicológica. Uma das principais tarefas evolutivas de todo ser humano é desenvolver a autoconsciência, e isso é o que estamos todos fazendo, quer percebamos ou não, através de tudo o que buscamos e realizamos no mundo. Quando há autoconsciência, o eu pode atuar como o regente interno, harmonizando pensamentos, sentimentos, desejos, palavras e ações, e produzindo uma vida de sucesso.

Os que aspiram trilhar o caminho espiritual devem estar bem encaminhados no desenvolvimento da autoconsciência. Não há espiritualidade genuína sem autoconsciência. Contudo, o longo e árduo trabalho de desenvolver a autoconsciência e fortalecer o eu se faz através do autocentramento e autointeresse, e muitas vezes leva a um egoísmo exacerbado, ambição desmedida, orgulho exagerado e vaidade excessiva. É essa condição que o leão monstruoso do mito representa.

Por trás desse eu que conhecemos, há o que poderíamos chamar de um eu mais profundo: o Eu Superior, a nossa essência espiritual. O pequeno eu é caracterizado por um sentido de isolamento e separação, mas o Eu Superior sabe que é um com todos e com tudo. No mito, Hércules representa esse Eu Superior, procurando eliminar os excessos do pequeno eu.

O leão era invulnerável a qualquer arma, o que significa que nenhum artifício mental, teoria, crença ou técnica poderá solucionar a exacerbação do eu. As duas entradas da caverna representam os pensamentos e os sentimentos, e enquanto estivermos envolvidos com eles, o pequeno eu continuará a nos despistar e ludibriar.

A solução encontrada por Hércules foi sufocar o leão, impedindo-o de respirar o ar que lhe dava vida. O ar que vivifica o pequeno eu é o nosso interesse em nós mesmos. Assim, sufocar o leão significa deixar de dar tanta importância e prestar tanta atenção ao pequeno eu, com seus defeitos e qualidades. A exacerbação do eu é causada pelo autointeresse e não poderá ser corrigida pela preocupação com o autoaperfeiçoamento. A solução é o autoesquecimento.

Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br