segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Urano e o conhecimento do oculto






                             Urano e o conhecimento do oculto


O desejo, tanto o egoísta como o necessário, converte-se em aquisição de conhecimento, e o conhecimento do que está oculto em qualquer etapa do caminho de evolução relaciona o indivíduo com Urano.

A situação de Urano no horóscopo (casas, aspectos, regências) nos indica as possibilidades de conhecimento que mascaram os nossos desejos. É uma evidência para a astrologia exotérica e esotérica que Urano mostra seu poder para nos dar independência, dinamismo e desapego e, assim, conquistar um conhecimento claro sobre a nossa individualidade original. Urano, através de seus trânsitos, sobretudo em casas angulares e com aspectos duros com outros planetas, revela o que o caminhante no caminho necessita descobrir para avançar.

Por exemplo, uma quadratura cerrada aplicativa de Mercúrio para Urano, na carta natal, pode perfeitamente causar sérios problemas na comunicação desde a infância e, portanto, na aprendizagem.

Subjetivamente falando, tal quadratura gera dificuldades para materializar (VII Raio) a harmonia (IV Raio). A capacidade criativa da pessoa afetada para gerar beleza não pode se mostrar externamente de forma organizada e mágica.

Estas dificuldades são o reflexo externo de algum tipo de conflito interno, e evidentemente na infância-adolescência tal dificuldade mostrará frustração, e inclusive atitudes compensatórias, e já em certa idade estará pressionado pelo conflito, quando a pessoa afetada mostrará os desejos e capacidades que lhe outorgaram experiência - conhecimento.

Astrologicamente Urano muitas vezes é um agente cármico para alcançar maior despertar, enquanto que Mercúrio é a ponte de união das diferentes consciências ou planos internos.   Os "matizes" deste conflito ou oportunidade e a gestão que será feita disso virão marcados pelo: 

- signo solar, seu regente e a casa que ocupa 
- o corpo cármico em manifestação (Saturno-Lua)  
- o nível de consciência que nosso protagonista possa ter de a qualidade do seu signo ascendente e o regente esotérico do mesmo. 



Alguém poderá se perguntar: que necessidade há de saber tudo isto se, finalmente, a pessoa deverá enfrentar de todas as maneiras a dificuldade a contar da sua própria realidade ou lugar no caminho? A resposta é simples: quantas vezes escutar uma linda música, passear pela natureza ou ler um bom livro nos ajudou a compreender e assim a avançar em nossas preocupações?

Saber utilizar a mente abstrata em relação com a concreta é algo que nos aproxima a uma realidade mais sincera.




O caminho

As etapas do caminho de crescimento estão intimamente vinculadas com o simbolismo das três cruzes nos céus e sua relação com Urano.

1- Cruz mutável - Consciência da personalidade:

Nesta primeira etapa o desejo está muito condicionado pela atração para a forma aparência, isto gera a necessidade de adquirir experiência nos três mundos (físico-emocional-mental concreto).

Urano, com seu dinamismo espontâneo, oferece circunstâncias para adquirir conhecimento e crescimento da personalidade.

Este é o caminho do homem ou mulher comuns, a energia de Urano não é corretamente interpretada devido à falta de atenção, demonstrando-se como dificuldade, mente volúvel, versátil, instável.


2- Cruz Fixa - Consciência da alma:

Nesta etapa o desejo principal está relacionado com a necessidade de adquirir autoconsciência (capacidade de dirigir a personalidade) e a confiança que esta conquista traz. Este desejo surge do sofrimento que gera a experimentação dual que se tem da vida nesta etapa.

Urano gera a oportunidade de conhecer o Caminho do meio, tão necessário para o surgimento da alma.

Este é o caminho das 3 etapas do discípulo/a (probacionário, 1ª e 2ª iniciação) Esta conquista está relatada de forma sublime no Bhagavad Guita, no qual Arjuna é a personalidade e Krishna é a alma.


3- Cruz Cardinal - Consciência do Espírito:

Nesta etapa final, o desejo principal é expressar a autoconsciência, adquirida na cruz fixa, como uma forma de serviço aos demais. Os poucos que estão nesta etapa são impelidos pelo desejo de que seus semelhantes conheçam o Caminho que eles percorreram.

Urano oferece a capacidade de dar estrutura externa à vontade interna de oferecer correto serviço, a “originalidade” de ser água da vida para o sedento.

Este é o caminho do iniciado que alcança a maestria. A intuição e sua aplicação correta através da mente abstrata e concreta são suas claves.




As novas energias

Nesta Nova Era, Aquário (amor fraternal) junto com o 7° Raio (luz na matéria) vão permitir que este Caminho de aquisição de conhecimentos sobre as formas, a autoconsciência ou a vida, seja experimentado e vivido na Terra como algo concreto e estruturado, tanto científica como socialmente falando. Em relação às aparências, já foram dados grandes passos, mas, em relação ao poder da alma e do espírito, continuam existindo muitas dúvidas, mas o próprio Mestre DK, através de Alice Bailey, nos diz que nesta Era vindoura se fará algum tipo de demonstração científico-psicológica sobre a existência da alma como uma energia de eficácia real no ser humano. Assim será, graças a que em Aquário o 7° raio está muito ativo, e é precisamente a qualidade que este raio mostra através de Urano que materializará em conhecimento o desejo de muitos.

O 7° Raio, através de Aquário – Urano é a energia que estrutura na matéria a vitalidade divina, utilizando para isso a benignidade de Júpiter.



David C. M.





sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Escorpião






Escorpião: a solução do conflito interno

O mantra espiritual de Escorpião é: “Guerreiro eu sou, e da batalha emerjo triunfante.”
A relação entre o Eu Superior e o eu inferior é muitas vezes representada como uma luta. Poderia ser representada também como uma dança, por exemplo, ou uma conversa, ou um trabalho conjunto. Mas a luta, realmente, simboliza bem certos aspectos dessa relação entre o superior e o inferior dentro de nós. E pode ser de grande valia refletir sobre isso.
O eu inferior, também chamado de personalidade, abrange o corpo físico, as emoções e a mente analítica. O Eu Superior, também chamado de alma, é a mente intuitiva, a sede dentro de nós da sabedoria, do amor, da vontade espiritual e de todas as demais qualidades superiores. Naturalmente, o eu inferior tem uma percepção bastante limitada e ilusória sobre si mesmo, os outros e o mundo. Na sua visão, todos os seres estão separados e ele é independente e isolado dos demais. Já o Eu Superior tem um percepção muito mais abrangente e exata sobre as coisas. Ele vê a interligação e interdependência em tudo e percebe a si mesmo como um com todos.
A partir de cada uma dessas duas visões, surgem objetivos de vida diferentes, com motivações e condutas correspondentes. O eu inferior vê o egoísmo como bem, enquanto o Eu Superior percebe que o bem é o altruísmo. Contudo, as duas visões (a mais estreita e a mais ampla) existem dentro nós. Ao longo dos dias e das semanas, nós costumamos oscilar entre um foco maior numa dessas visões e um foco maior na outra. Em certas situações, até conseguimos perceber o conflito dessas duas visões dentro de nós, cada uma delas procurando prevalecer naquele momento. E muitas vezes, ao enfrentarmos alguma decisão, ficamos divididos entre escolher o que parece bom para o eu inferior ou o que o Eu Superior percebe como melhor.
Toda essa situação é ainda mais complicada devido ao fato de que, em diversas circunstâncias, não sabemos com clareza qual alternativa está de acordo com os interesses do eu inferior e qual está de acordo com os do Eu Superior; vemos as alternativas, mas não discernimos o que está por trás delas. Frequentemente, as coisas não são o que parecem, e o egoísmo facilmente se disfarça de altruísmo — dentro de nós mesmos!
O local onde todo esse conflito interno pode ser resolvido é o campo mental. 
A mente analítica e a mente intuitiva devem aprender a se entender mutuamente e trabalhar juntas. A mente intuitiva deve esclarecer a mente analítica, e esta, por sua vez, deve então orientar as emoções e as ações de acordo com o esclarecimento obtido. Isso significa que a solução é a mente analítica buscar internamente a visão maior da mente intuitiva. Mas, além disso, depois de iluminada pela luz superior, a mente analítica deve lançar essa luz sobre as emoções e ações. É como se a mente analítica tivesse que explicar (pacientemente e quantas vezes for preciso) para a faceta emocional e o corpo físico aquilo que foi compreendido, para que eles possam se ajustar e participar adequadamente.
É assim que o indivíduo pode sacrificar alegremente os seus estreitos interesses egoístas em favor dos interesses maiores coletivos. É assim que o Eu Superior triunfa e o eu inferior se torna seu parceiro. Então, cada um deles desempenha o seu devido papel: o Eu Superior indica o propósito, os princípios e os valores da vida; e o eu inferior é quem deve fazer a aplicação prática e materializar tudo isso. Não há vitória sem união. A vitória do Eu Superior não se trata de derrotar o eu inferior, mas de conquistar a sua cooperação.


Ricardo Georgini; ricardogeorgini@yahoo.com.br

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

7 Raios 7 Planetas



                     
                         7 raios (qualidades) 7 planetas (sagrados).

Os 7 raios são as 7 energias básicas que vivificam e constroem através da matéria básica primordial (prakriti) todas as formas do universo, conduzidos e regidos pela “mente de Deus” ou propósito primordial.

Raio é o termo aplicado a uma força ou a um determinado tipo de energia que enfatiza a qualidade que exibe tal força, e não o aspecto forma que ela cria. Esta é a verdadeira definição de raio. (Alice Bailey - Psicologia Esotérica I, 250)

Portanto, quando falamos de raios, não falamos de formas expressas, mas das consciências ou qualidades que estas aparências contêm.

Este setenário energético está presente em todos os lugares do universo, e em relação ao nosso sistema solar, seus órgãos de expressão são os 7 planetas sagrados, que para a astrologia da Alma são: Vulcano (não descoberto), Júpiter, Saturno, Mercúrio, Vênus, Netuno, Urano.

Colocando de forma simples, nosso sistema solar tem 7 chacras  (planetas) que condicionam toda a sua qualidade expressiva. Este padrão tem reflexo em nosso microcosmo em suas 7 chacras (glândulas).

Aqui faremos uma reflexão sobre estas 7 energias em nós de um ponto de vista psicológico e tendo em conta a dualidade: mas evoluído - menos evoluído. A dualidade neste caso é uma ferramenta que nos serve para poder aprofundar nos conceitos através da comparação e o reconhecimento, não para estereotipar o ser humano, já que este é, por essência, muito mais que uma dualidade, é um todo que recebe, assimila, experimenta, compreende e evolui.

A consciência sempre é a regente deste processo, quanto maior consciência, maior capacidade de compreender e dirigir a qualidade do raio – planeta implicado e menor dependência do aspecto forma ou aparência.

Assim como pensa em teu coração, assim és tu.



VII Raio de Magia e Ritual – Urano
Não Evoluído: A desordem e a exagerada atividade vistas como algo original. Extravagância e perversão. O raio VII está muito conectado com a matéria e o poder das formas, (chacras sacro e raiz) daí sua capacidade para dominar o meio ambiente de forma egoísta, magia negra.
Evoluído: A ordem e a correta atividade produzem magia branca. Sua conexão com a realidade é total, não conhece o apego e pode manifestar vontade espiritual. Para a astrologia esotérica Urano é o Mago Branco e sua qualidade básica é a capacidade de manifestar o divino através da Matéria. Daí que na entrante Era de Aquário de VII raio se fale tanto da manifestação material do reino de Deus na terra.
Urano: As revoluções, originalidades, cerimônias, serviço social, grupos, magia, eletricidade, pedras preciosas, internet, ocultismo… aplicadas com dinâmica e efetividade. A luz da geometria, a irradiação do “brilhante”.


VI Raio de Devoção e Idealismo – Netuno (plexo solar)
Não Evoluído: Para um ser não evoluído Netuno se mostra através de um Marte egoísta: Suspeitas, violência, fanatismo, personalidade exagerada, o guerreiro Marte é um planeta não sagrado regido pelo VI Raio. Esta energia não evoluída confere supremacia ao aparente (espelhismo emocional).
Evoluído: aqui a qualidade do VI Raio (Netuno) aparece através da capacidade de ser amoroso, empático, ter personalidade generosa, ser pacífico, devocional e corretamente dirigido. Marte transmutado, o guerreiro interior, a coragem divina, sentimento místico.
Netuno: a flexível imaginação amorosa. O ideal do Coração de todos.


V Raio de Ciência concreta – Vênus
Não Evoluído: Um excesso de devoção à forma - matéria das coisas. Capacidade de analisar para separar, intenção de adquirir, possuir. A mente inferior destruidora do real, crítica, separatista. A consciência não evoluída utiliza a qualidade de pensar e analisar para obter atividade material.
Evoluído: Luz na mente, relação correta com nossa Alma através de uma mente sábia. O poder de avançar, de não cair em espelhismos nem ilusões infundadas. Atitude, frente às experiências da vida, cheia de sabedoria. Saber antes de falar e fazer. Na bíblia a qualidade positiva de Vênus se expressa na frase: “E Deus viu que era bom”.
Vênus: Relação das dualidades através do centro ajna, atitude harmônica, mente dirigida. O pensar do coração.


IV Raio de Harmonia no conflito – Mercúrio
Não Evoluído: confusão, constante luta, crise, instabilidade, “compreensão ou curiosidade exagerada” por “algo” que não é útil para a Alma, falta de equilíbrio.
Evoluído: Equilíbrio que evoca a intuição. Harmonia, unidade, expressão da beleza da Alma. Mercúrio esotericamente é a “grande curiosidade” capaz de unir as dualidades internas e assim conquistar maior harmonia entre o superior e o inferior.
Mercúrio: a capacidade de unir o “céu com o inferno”


III Raio de Inteligência prática – Saturno (chacra – garganta)
Todos os raios-planetas têm sua lei inquebrantável, mas talvez seja neste III raio-Saturno onde a Lei é mais exigente, já que esta energia tem uma relação direta com a qualidade mais desenvolvida na Matéria: Inteligência – Prática (reação naturalizada). Como diz o ditado: “uma macieira não pode dar peras, mas maçãs”.
Não Evoluído: manipular forças (pensamentos, emoções …) através do desejo ou do medo e com intenções egoístas. Atividade excessiva, anseios materiais, ilusão, maya.
Evoluído: Manipular forças para revelar a verdade e a beleza, atividade ordenada, correta ação, boa vontade. Serviço inteligente e prático.
Saturno: a oportunidade de servir à humanidade de forma real e eficiente. Evolução real graças à possibilidade de compreender a experiência “difícil” como uma oportunidade (Inteligência prática).


II Raio de Amor e Sabedoria – Júpiter (chacra coração)
Este é o raio matriz deste universo, daí a “grandeza de Júpiter”. O último propósito deste universo é expressar a plenitude do Amor. Todos os raios e formas de expressão estão matizados por este grande raio, já que todos vivem no mesmo universo. Por tanto, todos os 7 Raios têm o matiz de Amor.
Não Evoluído: Poder de construir para fins egoístas, realização destes fins. Capacidade de sentir, mas ao mesmo tempo de ser “frio”, distante. Fazer as “coisas” para que as pessoas gostem dele.
Evoluído: Capacidade de construir - ensinar através da compreensão e da palavra a favor do Plano – Humanidade. Sensibilidade ao todo, inclusividade. A iluminação. A correta linguagem graças à sabedoria adquirida. Amor dirigido.
Júpiter: a expansão do amor que compreende e inclui.


I Raio de Vontade e Poder – Vulcano - Velado pelo Sol. (chacra coronário).
Não Evoluído: Desejo centralizado, capacidade de dominar, controlar, destruir, de estar isolado, sem amor…. de fato nas personalidades egoístas este raio se expressa através de uma personalidade (Sol) excessiva e/ou com um Plutão controlador centralizado.
Evoluído: A palavra chave é Vida, o raio um (Sol-Vulcano) evoluído é um ser dinamicamente ativo, vital, com intenção de servir a humanidade, e capaz de compreender a qualidade amorosa da destruição e do poder. Destrói para poder dar liberdade ao amor construtor. Includente do próprio ser vital. Plutão (não sagrado): Este planeta está relacionado com o chacra raiz e sua capacidade de transmutar a matéria. Quer dizer, a kundalini é despertada quando chega o momento através da influência do centro coronário, sua intenção é destruir e purificar, e é despertada quando chega o momento graças à correta atitude mental.
Sol – Vulcano: A máxima energia a serviço do bem. Vontade para o bem: Vulcano.





Saber relacionar honestamente estes 7 raios-planetas com os nossos 7 chakras de expressão  de força e suas 3 distintas consciências diretoras, personalidade - alma - espiritu, é um dos primeiros passos que deve dar aquele que pretende seguir o aforismo grego: “conhece-te a ti mesmo”.

Não é difícil… a palavra-chave é “simplicidade”


David C.M.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Mapa natal de Jesus de Nazareth



Jesus o Homem

Olá, sou estudante de Astrologia e um fervente admirador do pensamento
de Alice Bailey – O Tibetano.

Escrevo-lhes este e-mail, para lhes dizer que não há muito, lendo a última
parte do livro de Urantia*, onde se relata de maneira amorosa e coerente a
vida de Jesus, descobri uma série de datas* sobre Sua vida, entre elas a 
do nascimento. Em seguida me fui ao computador e qual não foi a minha
surpresa ao descobrir esta sensacional carta que encaminho em anexo;
se os Reis Magos eram astrólogos, sabiam para onde se dirigiam!!

Era incrível, todos os planetas chamados antigos estavam em sua regência, 
menos Saturno que está “agarrado” por Júpiter, os três planetas chamados 
modernos exerciam um papel importantíssimo. A personalidade do Leão
(sol) iluminava um grande triângulo de água. A intensa devoção estava
escrita, (ascendente Escorpião, Marte conj. Netuno). A importância, 
peso, sensibilidade e tradicionalismo da Mãe, junto com a nutrição do 
equilíbrio da forma lunar como expressão das qualidades da Alma, também 
estavam presentes na excepcional Lua. Urano em IV, as raízes, 
revolucionava as antigas escrituras com sua didática imaginação.
A conjunção das duas maiores na cúspide da V, Piscis como símbolo da 
criatividade. Vênus desde a XI e sem contato claro com a figura de aspectos,
exercia “leif-motive”. A parte da Fortuna, conjunta a Espica a grande
benéfica. E por cima de tudo na casa X aparecia o símbolo da Esfinge,
a união da Virgem e o Leão, a Alma e a Matéria, a energia divina em
ascensão sendo o Leão a base e Plutão a mente, o desejo de CRISTO,
o Mestre, e Mercúrio exercendo de fio condutor, o grande fio de “prata”
que une Personalidade, Alma e Espírito.

GEOMÉTRICA, BALANCEADA, DINÂMICA.

Como diz várias vezes em Seus livros Djwal Khul, há que crer cada vez
mais na intuição; minha intuição me diz que é verdadeira e a dos senhores?

JESUS foi e é relação inofensiva ou positiva de um bonito passear, o andar
do rouxinol.

Um Abraço

Podeis leer dos articulos mas relacionados con este, en la version castellana del blog:
  • “Carta Natal de Jesús de Nazareth (REFLEXIONES I)”.   Publicado: 23-10-12
     http://logosastrologiaesoterica.blogspot.com.es/2012/10/carta-natal-jesus-de-nazareth.html
  • “Carta Natal de Jesús de Nazareth (REFLEXIONES II)”.  Publicado: 04-02-13
     http://logosastrologiaesoterica.blogspot.com.es/2013/02/carta-natal-de-jesus-de-nazareth-ii.html



*o Livro de Urantia é um livro canalizado nos anos 30 nos 
Estados Unidos, encontra-se na internet traduzido em vários idiomas.
Na última parte há uma esplêndida biografia de Jesus, onde o máximo 
interesse está em ressaltar o Jesus humano, alegre, sensível, dinâmico
e amigo e não o Homem na cruz.

*as datas do livro são 21 de agosto de -7 ao meio-dia (não tem em conta
como é lógico o ano zero), para o programa Solar Fire: 21aug 0007BC
12:pm, no calendário Gregoriano e através do programa que oferece 
Astrodienst por internet: 19 de agosto - menos 6, Bethlehem.

*o livro também dá a data de Sua morte, os trânsitos são
surpreendentemente significativos.

*a carta sideral varia apenas três graus e meio para diante da tropical.








David C.M.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

7 Libra











Libra: a busca do equilíbrio

O mantra espiritual de Libra é: “Eu escolho o caminho que conduz entre as duas grandes linhas de força.”
Essas “duas grandes linhas de força” são aquilo que chamamos de espírito e matéria. Essa é a grande dualidade fundamental no universo. Espírito e matéria são forças complementares, e é a interação entre os dois que cria todas as coisas existentes. Em cada coisa, tanto espírito como matéria estão presentes, em variadas proporções. A perfeição consiste no equilíbrio entre essas duas forças, ou seja: as duas se relacionarão de maneira que cada uma desempenhe o seu devido papel, em harmonia com a outra.
O equilíbrio entre espírito e matéria é alcançado através do grande processo evolutivo que está acontecendo em nosso universo — um processo do qual somos parte. Esse processo envolve primeiro a experiência e o conhecimento da matéria, depois a experiência e o conhecimento do espírito, e finalmente o equilíbrio entre ambos. Numa analogia talvez excessivamente simples, é como se fossemos medir quanto é a metade de um objeto: para isso pegamos a ponta de uma fita métrica e encostamos numa extremidade do objeto, depois estendemos a fita até a outra extremidade do objeto, assim conhecemos o seu tamanho total e só então podemos encontrar o seu meio. Portanto, ir de um extremo ao outro faz parte do processo de conhecer o todo, para então poder equilibrar corretamente.
A consciência humana está focalizada principalmente no lado material das coisas e simplesmente desconhece o lado espiritual. Assim, mesmo que não perceba, o ser humano leva uma vida desequilibrada e parcial, uma vida na qual predomina a materialidade. O que para nós parece equilíbrio ainda não é o verdadeiro meio-termo, pois ignoramos muita coisa. Como vemos só uma parte, achamos que o equilíbrio está ali em seu meio. Se víssemos o todo, perceberíamos que o ponto médio ainda está distante.
A espiritualidade é um convite a descobrir o outro lado, para assim descobrir o todo. Uma parte já conhecemos: a material; está faltando conhecermos a outra. A espiritualidade é um convite ao equilíbrio, mas um equilíbrio cada vez mais abrangente e completo. A descoberta do outro lado é um processo gradual. Cada novo pedacinho que vemos e incluímos nos leva a reposicionar o que consideramos como o meio. Por isso, em nossa busca por equilíbrio, devemos estar atentos para não estagnarmos numa concepção fixa de como o equilíbrio é. O que consideramos como equilíbrio vai mudando à medida que a consciência se expande.
A grande dualidade universal de espírito e matéria reflete-se no plano emocional como o que é chamado de pares de opostos — prazer e dor, felicidade e sofrimento, afeto e raiva, atração e repulsão, etc. Esses pares de opostos apresentam a cada ser humano o primeiro campo de treinamento em equilíbrio. Normalmente, o ser humano vive ocupado com esses opostos emocionais, lutando com eles, distraído com eles, e não percebe a dualidade principal de espírito e matéria. Quando o indivíduo compreende que esses dois opostos emocionais são ambos parte da vida, quando pode aceitar ambos e ficar indiferente diante eles, então, tendo alcançado o equilíbrio emocional, torna-se possível confrontar a dualidade principal e avançar em direção a um equilíbrio maior.

Ricardo Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Os Raios da Humanidade







Os Raios da Humanidade

Os raios da personalidade (expressão) e da alma (consciência) que regem a humanidade são o 5 e o 4, respectivamente.

Certamente a humanidade se expressa (personalidade) através da qualidade do 5R, a raça humana analisa, separa, discrimina, julga, conhece, ilumina, sabe, utiliza… sua grande necessidade e senso comum é demonstrar de forma concreta, prática, racional e científica.

Mas a Alma ou consciência profunda do reino humano é um 4R: a luta por harmonizar o inferior com o superior, o intenso conflito criador, compreender que tanto o guerreiro como seu conflito e ideal são o mesmo. É nesta luta em que o ser humano dá o melhor de si próprio, e são expressões deste maravilhoso esforço a magnífica música clássica alemã, a explosão de beleza do renascimento italiano, o “caos e cor” do Brasil, a profundidade do pensamento oriental, a grande diversidade expressiva da Índia, as sinceras dúvidas de Arjuna, o gênio de Mozart, DaVinci, a curiosidade insaciável de Mercúrio, a intensidade de ESCORPIÃO...

Na verdade é este grande conflito que a raça humana vive a razão de ser da sua beleza.
Alguém poderá analisar à luz da sua mente um problema, e esta análise poderá chegar a ser extensa, honesta, real, plena da Luz do conhecimento, mas esta intensa análise não será suficiente para “tocar” a raiz, este alguém deverá “sofrer” uma profunda necessidade – luta de todo o seu Corpo-Ser. O ser humano é holístico: corpo-mente-espírito, portanto nele os três devem estar comprometidos para que a Vida possa ser experimentada.

Neste sincero e vital conflito o coração exerce um grande papel, por ser o ponto médio de todos os chacras, o ponto de união do de cima com o debaixo, e é durante um inesperado e silencioso “passeio” com a mente já exausta, que o Coração se apodera dela e nos oferece a intuição ou pureza de razão. Esta revelação sempre está acompanhada de se saber em harmonia, união, paz, beleza … Amor.

Aqui, uma vez alcançada a Intuição, o papel do 5R, é oferecer a melhor maneira para que esta “solução” possa ser utilizada ou desfrutada pelo maior numero de pessoas possível. Por isto o gênio-Alma do ser humano está na capacidade de ser curioso e de “se atrever” com o Mistério, mas sua real contribuição é ter a capacidade expressiva de oferecer sua valentia criadora como uma forma concreta de conhecimento e serviço à humanidade.

Portanto sejamos valentes, lutadores, comprometidos e busquemos experimentar a vida plena de Amor, harmonia, beleza, generosidade e paz para depois mantê-la firme no conhecimento Mental, e deste lugar de poder, conseguir fazer da intuição algo compreensível, utilizável, prático, concreto…, em essência assim somos todos.


Agora que estamos em LIBRA, onde o Caminho do meio é tão importante, é necessário refletir sobre o equilíbrio Real destas energias divinas tão diferentes.


David C.M.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Virgem: gestação da consciência amorosa




Virgem: gestação da consciência amorosa
O mantra espiritual de Virgem é: “Eu sou a mãe e o filho. Eu, Deus, matéria sou.”
Os ensinamentos esotéricos representam o processo evolutivo do ser humano como uma gestação. É uma maneira simbólica de dizer que, na vida humana, há algo se desenvolvendo internamente, e gradualmente sendo formado, nutrido e preparado. Este algo é a consciência, é o amor e a sabedoria.
Uma gestação é resultado da relação entre o pai e a mãe. Na simbologia esotérica, o pai é o espírito, que fecunda a mãe matéria. Portanto, o espírito é a causa da evolução, mas é a matéria que proporciona o campo onde toda evolução pode acontecer. São as experiências em meio à matéria e a vida no mundo que permitem à consciência se desenvolver.
Durante a gestação, o filho permanece escondido e protegido dentro do corpo da mãe. O mesmo acontece com as qualidades amorosas da consciência: em seu processo inicial de desenvolvimento, elas permanecem ocultas no interior do indivíduo e não conseguem vir à luz e se mostrar na vida dele. Mas essa ausência de demonstração externa não significa que tais qualidades não estejam sendo lentamente cultivadas e aprendidas. Todos os seres humanos não passam de mães da consciência amorosa; a única diferença é que alguns já deram à luz e outros ainda estão esperando...
Ao longo da gestação, o corpo da mãe vai se alterando para acomodar e nutrir o filho ali dentro. Se não soubermos que se trata de uma gravidez, podemos achar que essas alterações são sintomas de alguma doença. Semelhantemente, no desenvolvimento da consciência interna do ser humano, muitas vezes parece que há algo de errado com o indivíduo. Começam a surgir questionamentos, insatisfação, novos interesses... Toda a sua estrutura de vida (interna e externa) que estava tão bem estabelecida agora começa a sofrer influência dessa consciência interna que está crescendo. É um processo delicado de reajustamento, muitas vezes lento, e a nova consciência que está emergindo precisa ser protegida para que possa vingar. Quando não compreendemos o que de fato está acontecendo e queremos logo corrigir as coisas, resolver tudo e ver resultados, podemos acabar atrapalhando a gestação do novo.
A hora do nascimento é o momento mais delicado de todos, é a hora de maior dificuldade e é quando a mãe sente as dores do parto. Similarmente, no processo de amadurecimento da consciência em cada indivíduo, chega um ponto em que a sabedoria e o amor devem vir à luz e demonstrar-se praticamente na vida. Nesse momento, os acontecimentos e situações da vida costumam moldar-se de maneira bastante difícil para o indivíduo, oferecendo-lhe um grande desafio e prova, que requer justamente uma grande demonstração de consciência amorosa. A vida presenteia o indivíduo com uma crise e impasse, que só poderá ser resolvido pela aplicação de toda a sabedoria que existe nele. Quando essa situação crítica é reconhecida e aceita como uma inestimável oportunidade evolutiva, então pode ser encarada sem sofrimento desnecessário e resolvida mais simplesmente.
O mantra de Virgem nos ensina que nós somos a mãe, mas somos também o filho; somos o passado, e também somos o novo. O amadurecimento da consciência espiritual traz a percepção de que somos um com tudo, até mesmo com a divindade. E então a divindade, que é amor e sabedoria, passa a ser vista em todas as coisas, em todos os acontecimentos e em todas as pessoas, mesmo que ainda esteja apenas germinando silenciosamente...

Ricardo Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Leão



Leão: consciência de si
O mantra espiritual de Leão é: “Eu sou Aquele e Aquele sou eu.”

O eu mencionado nesse mantra não é o pequeno eu pessoal ou a nossa personalidade (mental, emocional e corporal). O mantra fala sobre a ampla consciência do Eu Superior ou alma, que sabe que é um com o Todo Maior (“Aquele”). Mas nós somos simplesmente humanos, e isso significa que cada um de nós ainda está no caminho de descobrir que é a alma, para assim descobrir a sua unidade com tudo e com todos.

Sob o Plano Evolutivo, o progresso da consciência começa pelo desenvolvimento de uma consciência individual ou pessoal, que depois se amplia tornando-se consciência grupal ou coletiva, e ainda depois chega a ser consciência planetária ou universal. Mas para garantir esses desenvolvimentos posteriores, deve haver aquele ponto de partida consistente, aquele firme ponto de apoio para a consciência, e esse é o eu pessoal. A consciência individual ou autoconsciência é apenas o começo da jornada espiritual consciente, mas é um passo tremendo, profundamente significativo e imprescindível.

O processo de desenvolvimento do eu pessoal é marcado por muitas características e buscas que tenderíamos a classificar como antiespirituais, mas que são simplesmente a preparação para a espiritualidade. No mundo das formas materiais, todas as coisas são conhecidas por comparação, e assim o eu busca conhecer a si mesmo comparando-se e competindo com os demais. O eu testa o seu próprio poder desafiando o mundo ao seu redor. Para construir e consolidar a própria identidade, o eu procura afirmar-se perante os outros. Mas quando, por meio dessas experiências, o eu finalmente conhece o seu valor, todas essas características da consciência imatura são naturalmente transcendidas e dão lugar a outras buscas, mais amplas.

A compreensão do próprio eu torna possível compreender que o outro também é um eu

Ao conquistar a consciência de mim mesmo, posso deixar de me comparar com outro e começar a ter consciência do outro. Então o outro deixa de ser para mim apenas um objeto, e torna-se, por assim dizer, um co-sujeito. A competição dá lugar à busca de cooperação. O indivíduo descobre aquilo que tem em comum com os seus semelhantes, e se une a eles para empreenderem uma busca grupal. Assim o indivíduo coopera com o grupo, não por lhe faltar desenvolvimento e poder pessoal para fazer diferente, mas porque começa a ter consciência de si como uma célula do grupo. Ele se identifica com o propósito do grupo e escolhe apoiá-lo. A cooperação consciente é, portanto, muito mais que estar junto, seguindo o rebanho; é uma participação voluntária e inteligente, fazendo a diferença, co-criando, enriquecendo e fortalecendo o grupo.

Através da experiência grupal, além de compreender que existem outros eus no mundo, o indivíduo começa a compreender também que existe um Eu Uno, abarcando todos os eus em Si. Finalmente, ele começa ter consciência de si como uma célula do Uno ou do Todo Maior (Deus, como alguns preferem chamar). Então o eu considera a si mesmo como apenas um representante e agente do Uno, e a genuína consciência disso é simplesmente um perfeito equilíbrio entre valor próprio, humildade e responsabilidade.

Talvez o maior mistério sobre Deus seja que Ele está verdadeiramente no ser humano. E talvez a maior revelação sobre o ser humano seja que ele é verdadeiramente expressão de Deus.

Ricardo Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Dualidades e Triplicidades









Dualidades e Triplicidades
Falar de Astrologia sem falar das leis que regem o Universo é o mesmo que falar do nosso corpo sem nunca ter estudado anatomia. Para além disso, se pretendemos que esta disciplina milenar não sendo considerada ciência pela comunidade científica (e com razão porque ela ainda não o é tal como é estudada e apresentada pelos astrólogos) venha de facto a ser a rainha das ciências no futuro, temos todos que começar por uma nova abordagem a este problema.
Em primeiro lugar, conforme é sugerido nos livros de Alice Bailey sobre este tema, ela terá que começar por empregar o método estatístico como qualquer outra ciência social, para estabelecer correlações e estimadores confiáveis, ou seja consistentes, para que todos possam chegar às mesmas conclusões partindo dos mesmos pressupostos. Ora se esse aspecto já é controverso nas ciências sociais oficiais (por exemplo na economia) então em Astrologia ainda muito mais o será. Esta controvérsia tem a sua raiz na problemática do livre arbítrio do ser humano. Mesmo nas ciências ditas exactas como a física existe o principio da incerteza porque chegou-se à conclusão que até o electrão já possui em germe aquilo que na planta e no animal se chama sensibilidade (à musica por exemplo, pois já existem provas que os animais reagem melhor à musica de Mozart do que a outra menos harmoniosa e as plantas também crescem mais e melhor com essa música) e no ser humano o livre arbítrio próprio de quem já possui a capacidade mental para ajuizar.
Já empreguei aqui a palavra germe porque tudo no Universo funciona por germes. O que é que isto tem a ver com a astrologia perguntarão vocês? Tudo, direi eu. Isto remete-nos directamente para a lei dos ciclos e com os quais a astrologia tem necessariamente que lidar.
Assim a trindade, tão cara às religiões tanto orientais como ocidentais contida nas palavras Shiva, Vishnu e Brahma ou Pai, Filho e Espírito Santo, contém dentro de si própria também a dualidade básica tão cara à filosofia chinesa do Yang/Yin. O Universo inteiro funciona assim. Triplicidades e dualidades, num conjunto que permite ao mesmo tempo a sua expansão (sem dualidade a expansão é impossível) e o seu equilíbrio dinâmico. Desta forma temos opostos que se repelem e atraem e por isso geradores de atrito e conflito, e ao mesmo tempo a harmonia e a síntese. E onde queremos chegar para já nesta primeira abordagem? Por agora só a este ponto tão caro ao saber de todos os tempos e lugares. Porque razão se atribui a perfeição ao número dez que no fundo conduz à unidade (1+0= 1) e todos os pecados ao número cinco ou seja à sua metade?
Na nossa tradição cristã Adão (Marte) só cometeu o pecado original de comer a maçã porque foi instigado pela serpente (Leão e escorpião) e por Eva (vénus). Assim conforme menciona Alice Bailey se percorrermos o zodíaco no sentido horário, ou seja centrados na personalidade, e portanto sujeitos às vicissitudes da cruz mutável, o 5º signo será escorpião e o 8º Leão. Se o percorremos no sentido anti-horário, ou seja já mais centrados na alma, o 5º signo será Leão sendo então escorpião o 8º signo. Aqui temos umas das razões porque essa sabedoria de todos os tempos e lugares diz que o número oculto do Cristo (Alma) é o 8 e o 5º reino é o reino das almas livres.
Existem, como sabemos também, em diversas latitudes e ao longo dos tempos, sete tipos básicos de energias que depois se fundem em três principais (a trindade das religiões) ou então se desdobram ainda mais com os 7+5 = 12. E cá temos outra vez o número 5. Se aos sete tipos básicos de energias, ou melhor dizendo radiações energéticas, somarmos mais 5 tipos de forças, cá temos o nosso zodíaco.
Agora ainda podemos fazer outro tipo de exercício. Se 3+2 = 5 (trindade e dualidade somada) também 5+3 = 8 e 5+2= 7. Também podemos ainda ter 3+4 =7 (3 + 2x2) e 8+4 =12 ou por fim 3X4 =12.
O Universo é constituído por energias e forças cujo aspecto gráfico é uma infinidade de 8 (oitos) entrelaçados uns nos outros (ver teoria das cordas e um universo que pode chegar a 11 dimensões defendida por reputados cientistas espalhados pelos 5 continentes). Aqui vemos a analogia entre o número oculto do Cristo (8) e o aspecto coesivo da 2ª radiação ou melhor ainda, do aspecto amor-sabedoria quando se diz que é o amor que vivifica e mantém coeso todo o Universo pelo efeito de atracção magnética que ele exerce.
E porque diz Alice Bailey que a 5ª radiação é a radiação da clivagem divina ou seja a que faz a seleção em cada período ou juízo final de cada ciclo? E o que é isto tem a ver com a astrologia poderão mais uma vez perguntar? Tudo, voltamos a responder. No nosso sistema solar o número 5 está associado ao planeta Vénus sendo aliás este planeta o transmissor da 5ª radiação energética e assume portanto um papel fundamental nessa clivagem.
O Universo não é UM Universo mas uma pluralidade deles. Mas ficando para já no nosso pequeno Universo podemos dizer à luz da sabedoria de todos os tempos e lugares, que ao mesmo tempo que uma parte está ainda no estado chamado involutivo a outra parte se encontra no chamado arco evolutivo. A fase involutiva da condensação da energia naquilo a que chamamos matéria e forças dá lugar depois a outra em que a matéria volta a converter-se em energia e Luz. Ora estes ciclos encontram o seu equilíbrio na tão conhecida figura do Yang/Yin.
Contudo essa figura padece de um problema se não for interpretada correctamente. Propositadamente ela é um círculo fechado mas no seu interior ela não é dividida por uma recta mas por dois semicírculos que voltam a fazer lembrar as duas metades do número 8. Mas sobretudo e é esse o aspecto mais importante, remete-nos para o símbolo da espiral. Devemos recordar que o numero oito deitado também representa o infinito, pelo que a espiral é verdadeiramente não somente o símbolo mas sobretudo o modelo em que tudo está construído, e não o circulo fechado sobre si mesmo, onde por muito que andássemos, voltaríamos sempre ao ponto de partida. Os dois símbolos estão essencialmente correctos porque de facto eles representam duas realidades distintas na sua natureza “ espaço-temporal” mas unas no “eterno agora”. A trindade e a dualidade são duas formas de representar aquilo que se manifesta no espaço-tempo, cuja regência é atribuída ao 2º Logos, ou seja, a uma parte desdobrada para melhor entendimento, daquilo que na realidade fora do espaço- tempo é UNO e transcendente.
Tornando isto mais simples a trindade é a forma pela qual Deus se torna imanente e a dualidade é a forma pela qual qualquer entidade que comece a vibrar no plano da mente concreta aqui representada pelo numero 5 e por Vénus o pode começar a sentir e a entender na sua forma mais transcendente. Isto pode parecer para muitos uma pura especulação abstracta mas não é porque é assim que todos podemos começar a resolver os nossos problemazinhos da vidinha de todos os dias. Quem diria!

E a astrologia no meio disto tudo, poderão voltar a perguntar? Para isso voltamos para já e só no que diz respeito ao que foi abordado até aqui, a referir que por exemplo o símbolo do signo de Leão não deixa de ser basicamente metade de um 8 o de Escorpião e Virgem é tríplice. Por outro lado, um dos símbolos de Ecorpião também é a serpente de que já falamos e ao mesmo tempo o círculo não deixa de ser o ouroboros ou seja a serpente a morder a sua própria cauda. Assim, para quem é estudante da Astrologia da alma sabe a importância que este signo (escorpião) tem para o reino humano pois o seu regente cardinal ou seja aquele que lida com totalidades é o planeta mercúrio sendo também o regente do reino humano, o 4º reino cuja função principal é ser o mediador entre os reinos superiores (espirituais) e os reinos inferiores mais próximos da matéria alguns dos quais ainda na fase involutiva.
Como já poderão ter constatado tudo o que fui dizendo tanto sobre as leis que regem o Universo como sobre astrologia não se refere a um SER em particular ou à influência deste ou daquele signo sobre alguém em concreto. O facto de ter mencionado uns signos e não outros nada tem a ver com a sua importância ou qualidade, mas somente para me referir ao aspecto que pretendo tratar nesta primeira abordagem: Como resolver as dualidades intrínsecas a todos os seres mergulhados no “espaço-tempo” e assim chegar a essa famosa unidade interior que capacita cada um a centrar-se na Alma e ao mesmo tempo a sentir e entender a Unidade de todas as coisas.
Poderão achar uma pretensão desmesurada atirar-nos a uma empreitada tão grande mas fazemos nossas as palavras de Mabell Collins no livro “Luz no caminho”: Mata a ambição, mas trabalha como aqueles que são ambiciosos. Está desde logo aqui, um paradoxo e uma dualidade que tem que ser resolvida. No fundo mesmo no zodíaco só os signos de Leão e Capricórnio não têm como símbolos a dualidade ou triplicidade. E o curioso é saber que ambos estão envolvidos com a 5ª radiação. Leão, a nível cósmico é um transmissor da 5ª radiação assim como Capricórnio também é um ponto focal dessa transmissão a nível solar através do seu regente cardinal (Vénus). Por outro lado ambos os signos são os dois grandes integradores da personalidade a nível do zodíaco. Leão leva ao máximo o poder integrador da personalidade quando o indivíduo tenta caminhar sozinho pelo próprio pé e se torna um líder de um pequeno Grupo ou de uma Nação ou simplesmente um ditador dependendo da forma como essa integração se processa. Contudo tal integração é necessária porque sem uma personalidade integrada os poderes da Alma ficam inibidos e não possuem os meios adequados para se expressar nos três planos da forma. Aqui entende-se por integração da personalidade possuir um corpo físico, astral e mental devidamente alinhados para formarem um todo coeso fazendo da personalidade um instrumento positivo de actuação sem ficar dividida entre a emoção e a razão ou entre a cabeça e o coração. Neste caso o regente fixo (Neptuno) e cardinal (Urano) devem necessariamente concorrer para ajudar nesse processo sendo aliás uma das razões porque se diz que por detrás da 1ª fase das 5 etapas finais para a libertação do Karma dos três mundos da forma está a 7ª radiação assim como por detrás da 2ª fase está a 6ª radiação.
No caso de Capricórnio o processo de integração assume uma forma mais subtil, dado que neste caso a personalidade tendo atingido o máximo de perfeição possível, torna-se negativa para dar lugar aos poderes positivos da Alma que por sua vez já começa ela própria a reflectir aquilo que para nós ainda é pura especulação ou seja a mónada. Neste caso a 5ª radiação tem aqui uma função preponderante pois o indivíduo começa a responder de forma quase permanente ao 5º reino ou seja ao reino das almas livres sendo aliás designada a 3ª fase das 5 etapas do ponto de vista terreno e a 1ª fase do ponto de vista cósmico. Não deixa de ser curioso que Saturno como seu regente fixo e mutável seja um planeta transmissor da 3ª radiação ou seja o regente daquilo que se designa por diversos nomes: personalidade,forma, aparência, ou Espírito Santo na terminologia cristã (com o monte da transfiguração quando Jesus acompanhado de três apóstolos se transfigura). Aqui os três apóstolos não são mais do que os três corpos da personalidade.
Com estes dois signos não duais cá temos novamente o 5 (Leão) e o 10 (Capricórnio) sendo certamente por isso que Alice Bailey diz que o símbolo de Capricórnio é de difícil interpretação pois trata-se da própria assinatura de Deus. Também é dito em diversas latitudes que os avatares, ou seja os filhos solares, nascem no signo de Capricórnio o que justifica que nas religiões mais recentes ou mais antigas se celebrem as festividades mais importantes do ano durante o período em que o sol atravessa esse signo. Contudo na nossa perspectiva isto não pode ser levado à letra porque daria uma expressão e importância demasiado grande a este signo em detrimento dos outros.Esta visão poder-nos-ia levar a considerar este signo muito mais importante que os outros e tal não corresponde à verdade. O que corresponde à verdade, isso sim é o facto de todos os deuses solares entrarem pela porta de Capricórnio e não pela porta de câncer como acontece com a Humanidade comum. Penso que este assunto tem gerado muitos equívocos e tem confundido muita gente. Este equívoco também está relacionado com outro quando se pensa que todos os salvadores mundiais nascem em Peixes e isso também não corresponde à verdade. Aliás existe uma relação oculta entre o signo de Capricórnio e Peixes já que, em muitas imagens o signo de Capricórnio é representado por uma cabra (ou bode) com uma cauda de Peixe. Isto vem do Mito de Makara (crocodilo) que ao tentar fugir da fúria de um perseguidor teve que se transformar num ser anfíbio para poder escapar. Só as nossas almas e não as personalidades poderão algum dia saber o que este Mito esconde. Note-se mais uma vez que o planeta Vénus está envolvido nisto ao estar exaltado no signo de Peixes e ser o regente fixo de Gemini (signo por excelência da dualidade).
Reportamo-nos a este assunto intrincado porque mais uma vez, iremos voltar ao número 5 e 10 para terminar esta nossa primeira abordagem. Na nossa perspectiva o que se esconde por detrás desta visão reporta-se ao facto de que qualquer deus solar já transcendeu as dualidades próprias, pelo menos dos três Mundos da forma, e em certa medida para os mais avançados, a dualidade Espírito- Alma. Assim para esses seres não existem mais 12 signos no sentido que nós lhes damos mas somente 10. Para além disso tendo transcendido a dualidade ou seja ao fazer a fusão dos pares de opostos só ficam 5 energias. E como se chega a isto? Fazendo primeiro a fusão dos signos de Libra e Virgo e depois também Aries e Piscis. Ou seja ainda melhor: a fusão do fogo com a água e do ar com a terra. Isto representa uma grande conquista pois as águas do plano astral ilusório são absorvidas pelo fogo do Espírito que é a única coisa eterna e o céu (ar) desceu à terra. Não podemos desejar melhor consumação pois começa-se finalmente agora a dizer nesta nova era que o reino de Deus vai começar a descer à terra para aí impor a sua ordem e acabar com a rebeldia e o caos que sempre existiu neste planeta. Tendo acabado com as dualidades esses deuses solares ao fundir os opostos no fundo sintetizam as energias dos 10 no 5 e cá temos novamente o 5º reino ou reino das almas livres ou seja a Hierarquia que foi fundada na terra há 18 Milhões de anos pelos nossos irmãos do planeta Vénus e cujo expoente máximo e mais conhecido é Sanat Kumara. Este depois de ter fundado a Hierarquia dos irmãos da luz passou para o centro chamado Shamballa, onde ficou a saber qual era a vontade e o plano de Deus, para este nosso planeta e assim trabalhar com o nosso Logos planetário.
Esta nova Era tem a particularidade de ser mesmo nova num aspecto fundamental: pela primeira vez, um ser oriundo da evolução do esquema da terra (neste caso Gautama Buda) passou a exercer o cargo que antes era exercido por Sanat Kumara ou seja passou a ser o expoente máximo de Shamballa.
E o que tem isto a ver com as astrologia? Mais uma vez dizemos: Tudo. Esta vai ser a explicação porque Plutão (transmissor da energia da 1ª radiação e que não é filtrada pela Hierarquia contrariamente à de Vulcano) está relacionado a nível cósmico com Aries e a Ursa Maior e a nível solar com o signo de Peixes ao ser o seu regente Fixo e Cardinal. Cá temos a fusão da água e do fogo.
Do outro lado temos Jupiter (transmissor da energia da 2ª radiação) regente Cardinal de Virgo que, na fusão do ar com a terra, suplanta Saturno e liberta o SER da roda do Karma atingindo o caminho do meio (equilibrio) representado por Libra onde Urano como regente fixo faz aqui o seu trabalho libertador. Mesmo aqui Vénus também aparece como regente comum de Libra assim como regente comum em Touro (sendo este o signo de culminação na roda comum e onde aparece Vulcano como regente Fixo e Cardinal).
Esta abordagem dos planetas ficará para uma próxima oportunidade pois é urgente perceber a função dos três planetas que não pertencem verdadeiramente ao nosso sistema solar: Urano, Neptuno e Plutão. Fica desde já uma observação: a oitava superior de Vénus (deusa da música) não é Neptuno mas sim Urano. Quem tiver dúvidas limite-se a ouvir a música de Mozart, uma alma que fez descer o céu (signo solar aquário) à terra (ascendente virgo) onde os planetas Urano e Jupiter tiveram um papel preponderante assim como mercúrio ao ser o mediador entre os dois (o Reino espiritual / Céu e a Terra) e representando o reino humano ou o 4º reino de que Mozart também fazia parte pois até os animais e as plantas gostam da sua música.
Aproveitaremos nessa ocasião também para nos debruçar sobre o processo evolutivo em espiral onde o número 5 vai voltar a ter um papel fundamental e nessa altura falaremos não de Mozart mas de Leonardo da Vinci e o seu famoso número de ouro.